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terça-feira, 31 de maio de 2016

Guia Turístico de Angola, Inovação Mundial


Apresentação do primeiro grande guia turístico de Angola Volume I.  com a participação de Jorge Kalukembe.

Inovação Mundial com aplicação tecnológica onde é possível visualizar 20 filmes de Angola.






sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Hmenagem aos Chicoronhos


Sendo descendente de chicoronhos e homenageando os meus ascendentes, recomendo a leitura do livro "CHICORONHO" escrito pelo meu sobrinho Jorge Kalukembe. O Romance "CHICORONHO", retrata a origem de um novo povo, o mais recente do continente africano. É uma história fascinante do encontro entre dois povos no Sudoeste de Angola. A incrível aventura e coragem dos fundadores de uma das cidades mais bonitas de Angola – Sá de Bandeira, a actual Lubango –






Origem da palavra CHICORONHO
A palavra CHICORONHO tem origem na ocupação do sudoeste angolano iniciado em finais de 1884. 


Decorria o mês de Outubro de 1884, quando cerca de 222 madeirenses partiram em direcção ao sudoeste angolano, a viagem demorou cinco semanas. Assim a 17 de Novembro os referidos madeirenses desembarcaram no Namibe e chegaram ao Lubango nas vésperas do Natal de 1884. Estes madeirenses foram então os fundadores da Colónia de Sá da Bandeira. 

Os militares portugueses sediados no Sudoeste Angolano tratavam os mencionados madeirenses de colono (com desprezo),  porque eram essencialmente pobres e humildes e originários da colónia da Madeira. 
O povo local – Muila da subetnia Nhaneca – via o militar português a tratar o madeirense de colono, por conseguinte, o muila passou a trata-lo na sua língua (Nhaneca) por Otyikolonyo para o distinguir do português militar que designavam de Omuputu.

Importa esclarecer que a grafia «tyi» fica foneticamente «chi», assim da palavra Nhaneca, Otyikolonyo originou a palavra Chicoronho para designar todos os descendentes de mais de um milhar de madeirenses que fundaram e desenvolveram uma das cidades mais bonitas de Angola – antiga Sá da Bandeira a actual Lubango.



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Apresentação do livro “Chicoronho”

de Jorge Kalukembe.
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O autor afirma que podemos encontrar a etnia “Chicoronho”no povoado da Huíla que dista 20 km do Lubango.

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Estudantes da Missão Católica da Huila. Ao centro:
Irmão Menezes; ao seu lado direito: António Rosa e José Maria Rodrigues bisavô do autor.

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Estudantes do Seminário da Missão da Huila.
À direita, de batina branca: Irmão Menezes;
à direita deste, sentado,  José Maria Rodrigues, primogénito de Baltasar Rodrigues e Delfina – avô e bisavós do autor Jorge Kalukembe
        
Apresentação do livro “Chicoronho” de Jorge Kalukembe na FNAC Almada.
No dia 19 de Abril, o autor Jorge Kalukembe, esteve na Escola de Algoz para falar do livro Chicoronho. A rapaziada do 9º ano considerou muito interessante a festa da Efiko, a festa da puberdade feminina. No dia 28 do mesmo mês, o autor estará na Escola de Armação de Pêra pelas 14h.15m , para apresentar também o romance histórico Chicoronho. É assim, desta forma que a origem da Etnia mais recente de Angola vai sendo divulgada por terras lusas. Seria bom fazer o mesmo na lha da Madeira, pois a origem do Chicoronho vem dessa pérola do atlântico.
A apresentação em Angola talvez seja ainda no final deste ano.




Regressei aos teus braços

Oh querida terra mãe!
A tristeza podes apagar.
Regressei aos teus braços,
que provam a força dos nossos laços
aos homens que os tentaram quebrar.
Na companhia de Deus te revi
e só Ele sabe como te senti.
Ao chegar, logo estendeste a mão.
Aí começou a minha emoção,
que se apoderou de mim
entrelaçada no teu calor sem fim.
Fui até à Huíla.
A sua vila visitei.
Aí, senti a sua gente tranquila,
onde me reencontrei.
Os espíritos antepassados me falaram
porque a minha alma encontraram.
Com Deus os revi assim,
para os recordar no tempo sem fim!
Jorge Rodrigues de Caluquembe

(Geógrafo, ensaísta e romancista angolano; poema extraído do romance «Chicoronho» apresentado a 27 de Novembro de 2009, na Casa de Angola, Lisboa)


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Há mais Angola além do petróleo

 

Angola considera que a agricultura é prioritária e está a preparar alternativas aos diamantes e ao petróleo. Café e algodão estão na lista dos produtos prioritários.



Exame - Expresso

"Podemos esquecer o petróleo e os diamantes, precisamos diversificar os investimentos, e isso passa obviamente pela agricultura". Quem o diz é Mateus Sá Miranda, cônsul-geral de Angola em Faro, à margem de um seminário dedicado ao tema, promovido pelo Consulado e pela Câmara Municipal de Portimão.
"A estratégia do Governo angolano está centrada na diversificação da economia e a agricultura é uma das áreas em que vamos apostar. Temos um solo muito fértil que tem de ser aproveitado e que não o foi em função da guerra", acrescenta ao Expresso Estevão Alberto, conselheiro de imprensa da Embaixada de Angola em Portugal.
Segundo os especialistas, a questão que se coloca - e que tem sido 'abafada' pelo tema da crise financeira global - é a da da escassez mundial na produção de alimentos, algo a que Angola parece estar agora atenta: "Eu penso que há muito espaço para crescer e apelo aqui aos investidores do Algarve para que olhem para Angola e pensem no seu know-how ao nível da produção agrícola, para apostarem lá em especial em produtos como o café e o algodão", adianta Jorge Kalukembe, geógrafo e CEO da Kumbu, empresa consultora de negócios sedeada em Portimão.
Como exemplo, Kalukembe aponta a valorização do café que rondou os 1400% em apenas 10 anos, quando a cota mundial de produção de Angola é de apenas 0,003%. Não será coincidência o fato de o Governo angolano estar a disponibilizar linhas de crédito que rondam os 280 milhões de dólares para fomentar a plantação de café e de algodão, numa área agrícola que ultrapassa um total de 150 mil hectares.
Desminagem 'ressuscita' agricultura
Com o processo de desminagem numa fase adiantada, é tempo de angolanos e portugueses darem as mãos e trocarem experiências e investimentos, em várias escalas. "Aqueles que não conhecem Angola vão encontrar uma nação em mudança", garante Jorge Kalulembe, autor de vários livros sobre os recursos naturais e a economia de Angola, que assim abre as portas ao intercâmbio financeiro e cultural entre duas nações cada vez mais próximas.
Recorde-se que o número estimado de angolanos em Portugal ronda os 100 mil, enquanto o de portugueses em Angola já excede os 170 mil. Um fluxo que ajudará a economia angolana a crescer, assente sobretudo na procura de quadros qualificados tendo em vista áreas de elevado potencial, como a agricultura e o turismo.
Que o diga Marta Cortegano, engenheira florestal da Associação Defesa Património de Mértola, que pegou em case studies alentejanos para mostrar o espaço de crescimento de Angola, nos recursos florestais. "No caso de Angola estamos a falar de uma biodiversidade extraordinária. Há pequenos produtos de que não nos lembramos numa lógica de investimento, tais como o mel biológico, os frutos silvestres ou as plantas medicinais e importa valorizá-los, integrá-los num processo de desenvolvimento económico", vaticina.
A seguir, virá a expansão turística: "É preciso uma mercadologia do território, que tem a ver descobrir no território elementos de diferenciação e potenciá-los como marcas vendáveis", conclui Raúl Marques, geógrafo, apelando à criação de marcas regionais que potenciem o território angolano.
 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Especialistas debatem desenvolvimento agrícola, florestal e rural em Angola

 
Faro – Especialistas da região de Faro (sul de Portugal) debateram este fim-de-semana temas relacionados com a valorização das potencialidades agrícola, florestal e rural de Angola, no quadro da diversificação da sua economia.
Durante um seminário promovido pelo Consulado Geral de Angola em Faro, em parceria com a Associação Nacional de Angolanos (ANANG), e subordinado ao tema: Desenvolvimento Agrícola, Florestal e Rural - Uma Visão Geoestratégica para Angola, os participantes concluíram ser vital o reforço das condições para se investir no campo.
O cônsul-geral em Faro, Sá Miranda, disse que “para se combater a pobreza e assegurar a alimentação permanente e saudável da população, o Executivo angolano traçou prioridades como a reabilitação de infra-estruturas produtivas, promoção do desenvolvimento rural, investigação agronómica e veterinária e a reabilitação de vias rodoviárias e ferroviárias em todo o país”, pois ” é impossível separar a agricultura do modo de vida das pessoas”.
“A agricultura é prioridade nas políticas do nosso Executivo, porque produz alimentação para a população, serve de fonte de rendimento para famílias de baixa renda, gera receitas para a renda nacional e ainda assegura uma vida saudável através da ecologia” - destacou, Mateus de Sá Miranda.
“No domínio das florestas, registou-se a produção de muitos milhares de metros cúbicos de madeira em toro e o reflorestamento com a plantação de mais de mil hectares, bem como o prosseguimento da actividade de divulgação das práticas modernas da apicultura e o incremento da produção de mel” - salientou o diplomata angolano.
A produção agrícola no país, aliada à desminagem, constituíram aspectos de realce para o desenvolvimento da economia angolana, fruto de acções implementadas no quadro do Programa de Melhoria e Aumento da Oferta dos Serviços Sociais Básicos à População afecto ao Executivo.
Foram temas do debate, a agricultura: uma opção geoestratégica prioritária, oportunidades de gestão florestal para Angola, potencialidades dos recursos não lenhosos: novas opções, cooperativismo e desenvolvimento agrícola e desenvolvimento rural: alternativas e estratégias.
Além do cônsul-geral de Angola em Faro, também foram prelectores, o presidente da Associação Nacional de Angolanos (ANANG), João Sintra, os geógrafos Jorge Kalukembe e Raul Marques, os engenheiros florestais Rui Simões e Marta Cortegano e o engenheiro agrónomo Alexandre Pirata.
O seminário esteve inserido nas comemorações dos 36 anos da Independência Nacional, assinalado no dia 11 de Novembro do corrente.
Fonte

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Lançamento do novo livro de Jorge Kalukembe

 

 

Jorge Kalukembe participa no Programa 10-12 da TPA e apresenta o seu novo livro, um ensaio geopolítico: "Angola e o Mundo, na Era Pós-Petróleo" (24 de Junho de 2011).

 

 

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22-06-2011 às  17:30

 

Lançamento do novo livro de Jorge Kalukembe

 

"ANGOLA E O MUNDO, na Era Pós-Petróleo".

Luanda - Hotel Trópico.

 

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A oportunidade de Angola se igualar aos mais desenvolvidos, é hoje, enquanto há um elevado encaixe financeiro proveniente do petróleo.

Este é o tema de reflexão.

sábado, 28 de maio de 2011

Novo livro de Jorge Kalukembe



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1.

Tive o privilégio de ter o Jorge Kalukembe como aluno de Geografia Regional, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no ano lectivo de 1997/98. Na ficha individual do aluno nº 20021, que ainda guardo, tenho anotado: “privilegia a intervenção política acutilante”. Estávamos no ano do “manipulado” referendo nacional sobre a regionalização em Portugal, que teve lugar a 8 de Novembro de 1998. Recordo com saudade os nossos debates!

O que me parece mais original neste Ensaio, não é tanto a erudição da abordagem, nem a quantidade de exemplos suportados numa aturada investigação dos mais variados países, com um foco claro em Angola, aspectos de extrema importância nesta reflexão sociopolítica e socioeconómica sobre o Mundo de hoje, ainda com petróleo e o de amanhã, provavelmente sem ele, mas mais os pontos de vista que o autor, de uma forma desassombrada, deixa nas suas páginas, a sua grande capacidade de análise, a tentativa de explicar factos de indiscutível actualidade, como o que considera ser a “armadilha do petróleo” e suas consequências, bem como os diferentes exercícios de prospectiva, que podem ou não confirmar-se, como qualquer previsão, num Mundo de desencontros sistemáticos que têm alimentado uma crescente “Geopolítica do Caos”, parafraseando Ignacio Ramonet (1998).

É um Ensaio para ler atentamente e reflectir sobre o futuro que nos espera ou que deixaremos que se forme, às mãos avarentas de diversos donos do capital e de especuladores globais ou, como lhes chama o autor, “abutres vestidos de humanos”, quiçá agentes da apocalíptica “Marca da Besta”. Mas é também um

“momento de paixão”, por Angola e pelo seu futuro, promissor sem dúvida, desde que gerido com visão política socialmente responsável, que aposte segundo o autor na educação, saúde, transportes e ordenamento do território, adequando as suas imensas potencialidades (agronómicas, energéticas, turísticas, etc.) ancoradas em oportunidades de negócios sustentados. Em relação a este último aspecto, há um justo e contundente questionar das opções políticas de Portugal, que na sua ânsia europeísta e complexo colonialista, não soube olhar para o Brasil e para os PALOP, nomeadamente para Angola, onde tem condições para ser parceiro e/ou promover negócios em diversos domínios produtivos, de I&D e de consultoria.

Em síntese, entre as inúmeras teses do autor, termino este comentário com a que deverá merecer de todos os leitores uma particular atenção, a possibilidade de se construir um  “espaço lusófono como bloco económico mundial”, onde Portugal sairá claramente a ganhar! Raul Marques, Geógrafo, Mestre em Geografia Humana -Desenvolvimento Regional. Professor dos Ensinos Básico e Secundário e entre 1996-2000 Assistente Convidado de Geografia Regional na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi Investigador da Área de Investigação de Geografia Regional. Investigador do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular (desde 1998), tem desempenhado cargos de gestão associativa(ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local / ASLMP - Slow Movement Portugal) e é actualmente Sócio-Gerente e  Director-Geral da Empresa SublimApoio - Consultoria, Estudos e Projectos, Lda., com escritório na vila de Mafra – Portugal.

2.

“Angola e o Mundo na era Pós-Petróleo” é um ensaio onde Jorge Kalukembe nos oferece uma visão dura, clara e um pouco pessimista, se bem que não catastrofista, antes pelo contrário, terrivelmente realista– e sublinho, muito realista – da actual realidade com que os países se deparam com a previsível diminuição e natural encarecimento da prospecção e produção do petróleo. Kalukembe alerta-nos, nomeadamente para Angola, a nossa Angola, que é altura de se começar a encarar para uma maior diversificação da economia, com relevo para os países produtores, aproveitando os ainda enormes fluxos recolhidos com o crude, na linha do que já fazem alguns dos Emiratos Árabes. Por quando investigação e elaboração da minha Dissertação para o Doutoramento, caso já estivesse publicado, este ensaio, sobretudo no que toca ao petróleo e a sua influência presente e futura na economia angolana, seria, certamente, sempre uma das minhas particulares referências bibliográficas.

Eugénio Almeida Investigador angolano e Doutorado em Ciências Sociais, em Relações Internacionais pela Universidade Técnica de Lisboa/ISCSP

3.

"Elegante e visionário, o ensaio de Jorge Kalukembe não poderia ser mais oportuno nos nossos dias. Vale tanto pela reflexão, rigorosa e bem documentada, que elabora sobre o presente como pela forma como imagina o futuro, manifestamente indesejável para Angola e o Ocidente, mas possível, caso os actores directamente implicados na governação e no desenvolvimento do país, conscientes dos erros do passado, não apostem na construção de caminhos mais sustentáveis, assentes na educação, no planeamento das cidades e em fontes de energia limpas e alternativas ao petróleo."

Herculano Cachinho Geógrafo, Doutorado em Geografia Humana, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, Mestre em Geografia Humana e Planeamento Regional e Local, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa. Professor do Instituto de Geografia e Ordenamento

do Território, Universidade de Lisboa.


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JORGE KALUKEMBE

nasceu em Angola na Província da Huíla, desenvolve as suas actividades entre Angola e Portugal.

Desde muito cedo interessou-se pela educação, nesse sentido, enquanto estudante membro do Senado e da Assembleia da Universidade de Lisboa, defendeu um ensino superior de melhor qualidade.

Licenciou-se em Geografia pela Universidade Lisboa. Participou em mais de uma dezena de seminários e conferências essencial-mente sobre Direitos Humanos, Educação, Planeamento e turismo. Após a conclusão da parte curricular do Mestrado em Ciências de Educação na especialidade de supervisão pedagógica, pela Universidade Técnica de Lisboa desenvolveu a investigação: Educação Pilar da Soberania Caminho do Desenvolvimento mais recentemente o autor publicou o romance histórico CHICORONHO que retrata o Sudoeste de Angola no último quartel do século XIX ambos publicados pela Gráfica de Coimbra.

Enquanto professor, para além de leccionar desempenhou também diferentes cargos em várias escolas, nomeadamente Coordenador do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, Coordenador Pedagógico do Ensino Recorrente Noturno e Presidente de Assembleia de Escola.

Foi delegado sindical de professores entre 2001 e 2005.

Em Portugal, ao abrigo do artigo 37.º, alínea d) do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, obteve o certificado de formador do Conselho Científico-Pedagógico como especialista nas Áreas Cientificas de:

Desenvolvimento Pessoal e Social; Educação Desenvolvimento; Pedagogia e Didáctica; Formação/Supervisão de Professores e Relação Pedagógica.

Foi membro de várias organizações que lutavam pela paz em Angola.

No ano de 2001 funda juntamente com outros quadros angolanos o Fórum Angolano para Conhecimento Competitivo, Inovação & Desenvolvimento. Nesta organização foi director de educação e posteriormente eleito Vice-presidente para Investigação, Inovação e Educação. Cargo que ocupou de 2002 até 2006.

Foi um dos Coordenadores Científico-Pedagógico da Regionalização dos conteúdos de Geografia na Região Autónoma da Madeira. Foi um dos autores e Coordenadores Científico-Pedagógico de três guias de aprendizagem de Geografia para o 3.º Ciclo do Ensino Básico. Mais recentemente tirou o curso de Empreendedorismo e Criação de Empresas e o curso de Transporte e Mobilidade na Universidade Nova de Lisboa. É actualmente consultor de empresas e consultor e coaching de franchising.

Jorge Kalukembe tem desenvolvido desde 2011 a actividade de consultor financeiro de investimento em ouro como franchisado da OurInvest. Actualmente é o sócio gerente e fundador da empresa KUMBU – Negócios & Franchising.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Angola Pós-Petróleo

 


A oportunidade de Angola se igualar aos mais desenvolvidos, é hoje, enquanto há um elevado encaixe financeiro proveniente do petróleo. Este é o tema de reflexão.

 

O Livro mais fascinante sobre o presente e futuro de Angola e do Mundo.


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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O homem grande e os homens pequenos!


Homem muito, muito grande.
Hoje excepcionalmente não irei falar de Angola, do Chicoronho ou da Huíla!
Mas, de um homem muito, muito grande!
Um homem que combateu o que de mais repugna qualquer ser humano minimamente informado e equilibrado – RACISMO.
Raça, um termo ainda hoje tão utilizado, mas que academicamente não tem qualquer significado, porque é um termo em si, vazio. Um termo criado politicamente. Não há raça humana, apesar de se ouvir muitas vezes essa designação, inclusive de professores universitários.
Há a Espécie Humana, pertencente ao Reino Animal. Com a evolução da espécie humana e com a sua diáspora pelo mundo fora houve a necessidade da sua pele se adaptar à Latitude que se encontrava. Assim resultaram as peles mais escuras com diferentes tonalidades, ou seja, do negro ao encarnado entre os trópicos de Cancer e de Capricórnio, como adaptação aos intensos e perigosos raios UV; Mas, à medida que o ser humano se foi instalando nas latitudes mais elevadas, a sua pele teve outras necessidades e por isso são peles mais claras. Simples de perceber!
Não há raças, mas sim etnias. Mas, mesmo em relação às etnias há confusões de interpretação.
Todos aqueles que vivem no mesmo espaço geográfico e partilham em grosso modo os mesmos hábitos ao nível da cultura, língua, musica, costumes, gastronomia, danças entre outros, então estamos perante o mesmo grupo étnico.
Claro que ainda hoje, muitos não conseguem desligar o conceito de etnia da cor das pessoas, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Portanto, isto significa que podemos academicamente ter um negro, castanho, vermelho, amarelo ou branco pertencentes todos à mesma etnia, desde que estes convivam no mesmo espaço geográfico e partilhem os mesmos pressupostos acima mencionados.
Voltando ao homem grande que orgulhosamente eu sou contemporâneo, foi preso exactamente por defender que não havia raças humanas e muito menos que havia raças superiores e raças inferiores.
Foi preso por combater um sistema hediondo profundamente rácico.
Quando foi preso era um jovem adulto e permaneceu encarcerado durante décadas, quando saiu, já era idoso. Volto a repetir: ficou preso durante décadas. Ele tinha perdido toda a sua vida de juventude e de auge físico e intelectual numa prisão. Lembro que nenhum de nós vive duas vezes, ou seja, ele não teve segunda oportunidade de voltar a ser jovem.
Por conseguinte, quando foi anunciado a sua eventual libertação, os homens pequenos pensaram:
«ele sairá revoltado e quererá a vingança de quem lhe tirou as melhores décadas de vida»
Mas, quando um homem é grande, as suas acções e atitudes também o são, assim, depois de ele ser libertado, fez um discurso num estádio completamente lotado e para espanto dos homens pequenos, ele apelou ao dialogo em vez da divergência, ele apelou à compreensão em vez do ódio, ele apelou à tolerância me vez do seu contrario, ele apelou à reconciliação em vez da divisão.
O homem grande foi libertado no dia 11 de Fevereiro de 1990 e chama-se Nelson Mandela.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Etnia Chicoronho




Etnia Chicoronho
Lá de longe, vieram as minhas origens
Terra apelidada de pérola do oceano
Com bravura e coragem embarcaram
Em direcção ao desconhecido
Que sobretudo era temido
Pelas mitológicas histórias
Mesmo assim duzentas e vinte e duas almas partiram
Num Outubro, chuvoso de dor
Dor de quem partia
Desespero de quem ficava
Por uma separação que amargava
Com lágrimas de sangue
O Índia desapareceu
No horizonte do oceano atlântico
Para os que partiram
A pérola do atlântico desaparecia
Mas surgia no horizonte a conhecida jóia da coroa
Situada do outro lado do hemisfério
Hemisfério sul, onde tudo era mistério.
Novembro foi o mês
Que a nova terra os conheceu
Moçamedes, assim se chamava desde 1849
Não seria aí que o grupo ficaria
Homens, mulheres e crianças
Partiram a pé pela savana dentro
Ajudados por carros bóeres
E nada mais
Escalaram ao sol
Com a dor da saudade dos entes queridos
Que ficaram para trás sofridos
Na véspera de natal chegaram ao seu destino
Em condições de facilmente perder o tino
Porque suas moradas mais não eram que barracões
Que lhes fez doer os corações
A promessa foi uma
A realidade foi outra
Não desanimaram
Porque àquela terra amaram
Em poucos anos
Chegaram mais conterrâneos
Juntos tomaram aquela terra como sua
Muitos enrolaram-se e juntaram-se com os muílas
Mal amados pelo omuputu
Estimados pelos muilas
O Omuputu tratava-o por colono
Por não terem direito ao seu nome
O muila apelidou de chicolonio
De tribo branca também foram chamados no Puto
Venceram os desafios
Porque na Huíla não estavam sozinhos
Os muilas foram seus amigos
E com eles surgiu a nova etnia
A mais recente de África - CHICORONHO
Rodrigues Caluquembe


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Contudo, importa esclarecer que a definição do termo etnia é a única cientificamente correcta para categorizar grupo de pessoas. Nunca confundir Etnia com o termo «raça»
Ou seja, no sensos latos ainda se houve muito o termo «raça». O termo "raça caucasiana" foi criado pelo filósofo Christoph Meiners no século XVIII, mas só se popularizou no século XIX. Desde o século XVIII, termo raça passou a ser usado como instrumento politico e é sobretudo associado a discursos rácicos. Infelizmente devido à ignorância de muitas pessoas, inclusive de professores universitários, o termo «raça» é ainda muito utilizado.
O termo «raça» para além de ser ignóbil é estúpido porque, na classificação dos seres vivos, nomeadamente na dos seres humanos só se pode classificar de espécie Homo sapiens – na qual, não há ausência de diferenciação genética. Portanto, inexistem raças humanas do ponto de vista biopolítico matematicamente convencionado pela maioria. No "Código Internacional de Nomenclatura Zoológica" (4ª edição, 2000) .
Todos os membros da espécie são semelhantes, então a espécie não pode ser dividida em subcategorias com significado biológico.
Por tudo isto que acabei de explicar, surgiu o termo ETNIA.
O conceito etnia deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representa a consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenciação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísticos e religiosos. A etnia não é um conceito fixo, podendo mudar com o passar do tempo. O aumento populacional e o contato de um povo com outros (miscigenação cultural) pode provocar mudanças numa determinada etnia. Geralmente usamos o termo etnia para nos referirmos à grupos indígenas ou de nativos. Porém, o termo etnia pode ser usado para designar diversos grupos étnicos existentes no mundo.
Contudo, ponho actualmente a hipótese do termo etnia ser eliminado porque no mundo globalizado é cada vez mais dificil termos etnias no seu verdadeiro sentido do termo.
Por outro lado, o termo etnia não sendo grave como o termo «raça», não deixa também de ser um terno em certa medida politico. Quando no século XIX os europeus se aproximaram das sociedades africanas começaram a usar o termo “Tribo” no sentido claramente pejorativo. “O que é curioso, é que quando os europeus se referem a si próprios nunca usam o termo “etnia”, eles se designam de “Povos”, mas aos africanos dizem “etnia ou tribo”. Da mesma forma que os Bascos e os Catalães, na Espanha, são povos o mesmo deve ser atribuído aos Nganguelas Bailundos, entre outros. Por isso coloco a hipótese da mudança de nomes para designar os povos africanos.

Rodrigues Caluquembe

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