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sábado, 28 de março de 2015
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Empresários e autarcas angolanos visitaram o concelho de Moura
Empresários e autarcas angolanos visitaram o concelho de Moura
2013-04-02
Uma delegação de 14 empresários, autarcas e técnicos municipais do Sul de Angola deslocou-se ao concelho de Moura de 26 a 28 de março, tendo efetuado visitas e estabelecido contatos com entidades locais.
Foram assinados três protocolos visando reforçar a cooperação entre Moura e Angola em diferentes áreas.
A missão angolana, convidada pela Câmara Municipal de Moura, foi chefiada pelo vice-presidente da Associação Industrial de Angola, Eliseu Gaspar, e integrou empresários das províncias da Huíla e do Huambo, sobretudo ligados à agricultura e à pecuária, mas também aos setores de hotelaria, comércio e panificação. Um dos empresários, Tomás Segundo, é conselheiro do Governo Provincial da Huíla. Fez também parte da delegação o diretor geral da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola.
Com a delegação empresarial viajaram igualmente o administrador e funcionários do município de Caluquembe, na Huíla.
Os angolanos visitaram a Central Solar Fotovoltaica de Amareleja, a empresa municipal Lógica, a cooperativa Comoiprel, o Parque de Feiras e Exposições de Moura e a herdade da Contenda. Visitaram também a Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos e diversas explorações agro-pecuárias na freguesia de Safara e na zona de Moura, ligadas à produção de azeite, vinho, cereais e gado.
Na Câmara de Moura, a delegação foi recebida pelo presidente da autarquia, José Maria Pós-de-Mina, e por membros do executivo, pelo presidente da Assembleia Municipal, José Gonçalo Valente, e por técnicos da autarquia e responsáveis das empresas municipais.
A Câmara de Moura e o Município de Caluquembe assinaram um memorando de entendimento, perspetivando uma futura geminação, e a Comoiprel e a Lógica estabeleceram protocolos de reforço da cooperação com a Associação Industrial de Angola.
A visita a Moura de empresários do Sul de Angola, além de ter possibilitado o intercâmbio de experiências, abriu novas perspetivas de cooperação económica e técnica entre as duas regiões.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Pescadores de Caluquembe recebem artigos de trabalho
Administrador municipal de Caluquembe Fotografia: Domingos Mucuta|lubango
Os pescadores do município de Caluquembe receberam, no fim-de-semana, das autoridades locais, vários utensílios de trabalho, no âmbito do programa do Executivo de fomento da pesca artesanal e de combate à pobreza.
No total, receberam mil anzóis, 400 chumbos, sete redes e igual número de rolos de linha de pesca, 15 pares de botas e três bóias.
O responsável da secção municipal da Agricultura disse, ao
Jornal de Angola, que, além disso, os camponeses associados das aldeias de Calonhoha, Caloningui, Betânia, Calonali, Cue I e II, Sector da Vila Branca, Tchitupi e Lomba receberam alfaias agrícolas.
Joaquim Tchiculumula anunciou estar na forja o crédito de campanha, que vai dar novo impulso à produção agro-pecuária e aumentar o cultivo e as colheitas de bens alimentares.
O administrador de Caluquembe referiu que o hospital municipal vai ser ampliado, tendo em vista a melhoria da assistência médica.
Emílio Tchitacumbi afirmou que as principais doenças no município são a malária, a tuberculose e diarreias agudas e o centro de saúde atende, por dia, 60 pessoas.
O município tem previsto, para este ano, a construção de escolas de oito salas nas comunas de Calepi e de Ngola e nos sectores de Vila Branca, Cue I e II e na sede do município. A construção de sistemas integrados de água, tanques banheiras e mangas de vacinação e a abertura de furos de água, referiu, são obras em curso no município.
O sector da saúde está reforçado com fármacos e materiais gastáveis, adquiridos pela administração municipal.
O administrador elogiou o nível de assistência prestada pela unidade hospitalar da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA), que além de Caluquembe atende pacientes dos municípios de Caconda, Chicomba, Quilengues, Cacula e Matala.
sábado, 21 de maio de 2011
O 34º CONVÍVIO ANUAL DE "OS INSEPARÁVEIS DA HUÍLA"
CAROS AMIGOS E FAMILIARES
O 34º CONVÍVIO ANUAL DE "OS INSEPARÁVEIS DA HUÍLA" está a aproximar-se... É sempre no 2º fim de semana de Julho na MATA RAINHA Dª LEONOR - CALDAS DA RAINHA. Neste ano calhará a 9 e 10 de Julho.
Os sócios da Associação já receberam o Livro (o qual de resto pode ser adquirido por quem quiser no próprio local do convívio) que todos os anos é publicado e é constituído pelo programa - que se inicia no sábado, dia 9 de Julho, com concentração e convívio livre, destacando-se às 17 h Atuação Livre dos Artistas Voluntários e às 21 h Atuação de João Pereira Show ("Capelão") na noite dançante...(farra); e, no domingo, dia 10, às 10H30 Missa Campal em "Memória de todos os amigos que Deus a Si chamou", convívio livre, atuação da fadista angolana Ana Mª Dias às 14 h, continuação da farra ("matiné" dançante), etc. - e pelo editorial, mensagem do presidente da câmara C.R., poesia, histórias, fotos do convívio anterior e neste ano da cidade do Namibe (ex-Moçâmedes), fotos da atual miss Angola, descrições ilustradas das grutas do Tchivinguiro, dos antigos Colégio Paula Frassinetti, Escolas Industrial e Comercial "Artur de Paiva", do Magistério Primário "P. Carlos Estermann", Liceu Nacional "Diogo Cão", da Misão da Huíla, lista dos falecidos no último ano com algumas fotos, prémios do sorteio a acontecer no encontro, álgum de recordações (muito profuso), notas sobre a província da Huíla e sobre as Caldas da Rainha, lista dos sócios da Associação e dos seus sócios honorários, contas, lista com fotos dos corpos gerentes, e publicidade diversa. A capa e a contra capa apresenta as grutas do Tchivinguiro.
Não deixe/s de comparecer a este Convívio singular. Ir ao encontro é como que ir um pouco à nossa querida terra de
Angola, melhor da Huíla, acredite/a...! Pode ir-se no sábado apenas, no sábado e domingo ou só no domingo o dia maior.
Divulgue/a este Convívio.
Um abraço cordial do
Júlio
domingo, 6 de março de 2011
A barragem de Chicomba
A barragem de Chicomba irriga os campos e possibilita a existência de duas colheitas ao longo do ano agrícola
Fotografia: Arimateia Baptista
A reconstrução de escolas, postos de saúde e do sistema de captação e distribuição de água no município de Chicomba, na província da Huíla, estimula as populações há muito fugidas da guerra a regressarem e a apostarem na produção agro-pecuária, beneficiando dos estímulos do Executivo e do Governo Provincial.
O acesso à sede do município de Chicomba é feito numa picada com mais de 110 quilómetros, rasgada numa zona com matagal acentuado e capinzal apropriado para a criação de gado. Para trás fica a estrada Lubango-Quipungo que foi reconstruída e asfaltada no âmbito do programa de reconstrução nacional, que na Huíla já beneficiou mais de 700 quilómetros de vias.
O Hospital Municipal, os postes de iluminação pública e as estruturas do sistema de captação e abastecimento de água potável são bem visíveis em Chicomba, localidade que foi destruída durante a guerra.
Lúcia Francisca dirige os destinos do município há quatro anos. A administradora confessa que no princípio foi difícil dirigir a circunscrição por causa do péssimo estado das vias e das infra-estruturas estarem em ruínas. Sublinhou que o Programa de Intervenção Municipal (PIM) e o Programa de Investimentos Públicos (PIP) reanimaram a vida do município com obras públicas concluídas e outras ainda em fase de acabamento.
Os sectores da educação, saúde, energia, águas e agricultura foram as prioridades. Os recursos humanos e financeiros disponibilizados permitiram a construção de novos imóveis e a reparação dos antigos, num processo que abrangeu as comunas e povoações.
As 105 escolas espalhadas pelo município, são frequentadas por 42.300 alunos e têm 845 professores. A administradora Lúcia Francisca informou que estão em construção 11 salas de aulas, para integrar as 2.500 crianças que estão fora do sistema de ensino.
O Hospital Municipal de Chicomba, construído e apetrechado há três anos, no âmbito do Programa de Melhoria e Aumento dos Serviços Sociais Básicos às Populações, elaborado pelo governo da província, está a dar valor às condições sanitárias da população.
As estatísticas atestam que mais de mil consultas são realizadas de três em três meses. Doenças como malária, febre tifóide, diarreias agudas e tuberculose são as que mais afectam os pacientes. O Hospital Municipal vai receber, em breve, dois médicos.
A construção de postos de saúde nas comunas do Quê, Cuteta, Cabire Comercial e Libonge, visa descentralizar os cuidados de saúde no município. Quando as obras estiverem concluídas fica garantida a assistência médica e medicamentosa a milhares de pessoas.
Lúcia Francisca disse ao Jornal de Angola que a execução dos projectos nas áreas da educação, saúde, energia e águas está orçada em 85 milhões de Kwanzas, disponibilizados no quadro do Programa de Intervenção Municipal (PIM).
Menos doenças
A construção de um sistema de captação de água numa albufeira, a montagem de 3.200 metros de uma nova rede e a aplicação de um reservatório metálico, permitiram a canalização, pela primeira vez, de água para mais de 60 domicílios.
As casas com água a jorrar nas torneiras possuem contadores para o controlo do consumo e respectivo pagamento. A execução do “Programa Água para Todos”, com as obras a cargo de uma construtora nacional, fez com que as doenças provocadas pelo consumo de água imprópria fossem reduzidas e as populações já não têm que percorrer longas distâncias para ir buscar água.
A administradora Lúcia Francisca garantiu que as comunas Cutenda, Quê, Libonge, e outras, contam já com seis furos apetrechados com bombas manuais, dos 20 previstos para abastecimento público.
As comunidades rurais, afirmou a administradora Lúcia Francisca, estão no topo das atenções das autoridades do município “por serem as mais vulneráveis no concernente ao abastecimento de água potável, assistência sanitária e enquadramento de crianças nas escolas”.
Lúcia Francisca está satisfeita com os programas realizados até ao momento nas zonas rurais, por reduzirem o foco de doenças das pessoas e dos animais. “Os técnicos e activistas de ONG sensibilizam e mobilizam as pessoas a beberem água dos furos”, disse a administradora do município de Chicomba.
Os beneficiários reagem positivamente aos apelos e ensinamentos dos técnicos. Catarina Candembe, 52 anos, disse à nossa reportagem que há três anos apenas dá aos filhos e netos água do fontanário: “agora a água está perto, por isso não tenho razões para ir ao rio”.
Catarina Candembe de Chicomba, para lavar a roupa da família. O chafariz é mais confortável e seguro do que o rio: “aqui não há gatunos como no rio, donde tínhamos de evitar sair tarde para evitar assaltos e agressões”.
Produção agrícola
Os municípios de Chicomba, Caluquembe e Caconda são considerados, pelos empresários agrícolas da região, como o “triângulo produtor” de milho, feijão, ervilha, batata-doce e outros alimentos.
As colheitas da campanha agrícola passada, segundo as estatísticas da Direcção Provincial da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, atingiram 187.939 toneladas de produtos.
Desta safra, Chicomba alcançou 35.238 toneladas. As melhoras na produção resultam da distribuição de sementes, fertilizantes, instrumentos de trabalho, gado para tracção animal, parcelas de terreno para o cultivo e do envolvimento de um número considerável de famílias na prática da lavoura.
A organização dos agricultores em cooperativas, que já são 1.200 no município, constitui a força motriz para o aumento da produção, captação de créditos e escoamento da produção para outros pontos da província da Huíla e do país.
Para a colheita da campanha agrícola 2009/2010, a previsão é superior à produção do ano passado, meta que se pode atingir devido à regularidade das chuvas registadas e à realização do cultivo em duas épocas.
Os resultados positivos que o município de Chicomba está a alcançar têm a ver, em parte, com o regresso de dezenas de famílias à sua zona de origem. O soba Lote Eduardo, de uma das povoações de Cutenda, contou ao Jornal de Angola que “as pessoas que fugiram da guerra estão a voltar e a ocupar as suas lavras”.
As famílias que regressam, afirmou o soba, recebem apoios dos ministérios da Reinserção Social, Agricultura, agências das Nações Unidas e organizações não governamentais nacionais. “A direcção da agricultura dá sementes, enxadas, gado para tracção animal e charruas a crédito”, referiu.
O regresso dos camponeses às zonas de origem fez com que o número de habitantes de Chicomba aumentasse de 105.375 pessoas em 2007 para 110.400.
O aumento da produção de milho no município fez descer o preço do produto. Um quilo de milho é comercializado no mercado informal entre 5 e 10 kwanzas. Estes preços atraem inúmeros clientes de outras províncias.
A pecuária na circunscrição de Chicomba está igualmente a ser fomentada com a distribuição de novilhas para reprodução e abate. Há quatro anos, o rebanho era de 20 mil animais, mas com o projecto de repovoamento, há agora mais de 45 mil cabeças de gado.
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