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terça-feira, 22 de maio de 2012

Eminente desaparecimento de espécies animais no país

 

22-05-2012 | Fonte: RNA

A caça ilegal está a provocar o desaparecimento de algumas espécies animais no Kuanza-Norte, pois o abate chega a ser maior que a reprodução, apurou a RNA.
A caça é feita sem escolha nem medida, fêmeas em estado de reprodução e crias são abatidas naquela região.
O chefe de brigada do Instituto de Desenvolvimento Florestal no Kwanza-Norte, Guilherme Sebastião da Costa, disse que o Macaco tem sido nos últimos tempos o alvo preferencial dos caçadores furtivos.
“Estamos em crer que a frequência de caça é maior em relação a capacidade de reprodução dos animais. Começamos a admitir a hipótese de extinção dessas espécies. Depois da Seicha, eles têm como preferência o Macaco, mesmo sendo que aqui não é muito normal fazer o uso do Macaco, mas é verdade que está a ser caçado, comprado e consumido”, disse.

Fonte: AngoNotícias

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Brigadas desminam reservas fundiárias para a construção de habitações sociais

 

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As brigadas de desminagem limparam, este ano, na Huíla 10.490.819 metros quadrados de terras, que foram devolvidos à agricultura e onde podem ser construídas casas sociais, disse o vice-governador para o sector político e social.
José Nataniel fez o anúncio ao apresentar o balanço das actividades da comissão intersectorial provincial de desminagem e assistência humanitária. O também coordenador provincial de desminagem afirmou que a acção desenvolvida este ano abrangeu os campos de aviação dos municípios da Matala, Caluquembe, Jamba mineira, Quipungo, Chicomba, Lubango, Chipindo, Quilengues, Chicomba e Caconda, bem como áreas de cultivo e vias de acesso.
Como resultado do processo de desminagem realizado por especialistas de várias brigadas, referiu, foram retiradas e destruídas, entre outro material, 1.740 minas anti pessoal, cinco anti tanque, 7.991 munições diversas e metais em quantidade não calculada.
As operações de desminagem na província, acrescentou, abrangeram também as montanhas de Matoti, as áreas mineiras de Mupopo, Erema, Baca ya Mitchia, Tchamutete, as reservas fundiárias do Estado, aeródromos municipais, as áreas entregues à população na zona adjacente à barragem da Matala, sede do sector de Hondeke, Mucuio, no Quipungo e Tchamutete, bem como a ponte sobre o rio Kalonga. Nas operações participaram brigadas do Instituto Nacional de Desminagem, das Forças Armadas Angolanas, da Halo Trust, Blief Tecno, da EDJESS Lda e da V.D.S.

Educação sobre o risco de minas

Mais de 800 habitantes dos municípios de Quipungo, Matala e Jamba beneficiaram de acções de educação sobre os risco das minas, mas José Nataniel disse que apesar de ter havido “uma certa evolução na mudança de atitudes da população”, os operadores de desminagem vão continuar a desenvolver acções de sensibilização. A comissão nacional intersectorial de desminagem e assistência humanitária na Huíla registou, até este mês, seis acidentes, nos municípios da Cacula, Caluquembe, Caconda, Lubango, Humapata e Jamba, com minas e outros materiais explosivos que provocaram dois mortos e quatro feridos.
José Nataniel anunciou a continuação do levantamento das áreas minadas e suspeitas de estarem, constem ou não do banco de dados, iniciado este ano na Huíla, que é realizado pela Organização Não-Governamental Clube de Jovens, em colaboração com o governo da província, sobas e agentes da Polícia Nacional.  Até agora os trabalhos foram feitos nas comunas da Huíla, Arimba, Quilemba e Hoque. A Organização Não-Governamental AMMIGA aconselhou as vítimas de minas na província a fazerem parte de associações organizadas para terem acesso ao apoio do governo e a actualizarem os dados eleitorais e a terem cédulas de nascimento.  O vice-governador lembrou que foram criadas cooperativas agrícolas “para beneficiar as vítimas das minas e outros deficientes físicos”.
O sector político e social do governo provincial, referiu, tem o registo de 209.816 pessoas que são assistidas, 4.449 das quais no Centro de Informação Comunitária.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Meio aéreo facilita acesso às localidades

 

O processo de actualização do registo eleitoral na província da Huíla foi reforçado com um helicóptero para auxiliar o transporte da logística e dos brigadistas para áreas de difícil acesso, anunciou ontem, no Lubango, o director provincial dos Registos, António Venâncio.
Numa primeira fase, o helicóptero vai operar em áreas inacessíveis do município de Caluquembe, 180 quilómetros a norte da cidade do Lubango. O director provincial dos Registos anunciou que o processo de actualização registou até ontem 443.439 eleitores. António Venâncio indicou que 35.661 cidadãos fizeram o registo pela primeira vez, superando os 20.034 inicialmente previstos.
O director provincial dos Registos referiu que por causa das chuvas que se abatem nos municípios da província, muitas áreas ficaram inacessíveis e dificultam o trabalho das brigadas. O responsável garantiu que a província da Huíla está no bom caminho e até 16 de Dezembro, data prevista para terminar a campanha, as entidades registadoras atingem 70 por cento de cumprimento. “Já estamos para além dos 50 por cento. Vamos continuar a trabalhar para que os resultados sejam positivos”, disse.

 

Jornal de Angola

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Há mais Angola além do petróleo

 

Angola considera que a agricultura é prioritária e está a preparar alternativas aos diamantes e ao petróleo. Café e algodão estão na lista dos produtos prioritários.



Exame - Expresso

"Podemos esquecer o petróleo e os diamantes, precisamos diversificar os investimentos, e isso passa obviamente pela agricultura". Quem o diz é Mateus Sá Miranda, cônsul-geral de Angola em Faro, à margem de um seminário dedicado ao tema, promovido pelo Consulado e pela Câmara Municipal de Portimão.
"A estratégia do Governo angolano está centrada na diversificação da economia e a agricultura é uma das áreas em que vamos apostar. Temos um solo muito fértil que tem de ser aproveitado e que não o foi em função da guerra", acrescenta ao Expresso Estevão Alberto, conselheiro de imprensa da Embaixada de Angola em Portugal.
Segundo os especialistas, a questão que se coloca - e que tem sido 'abafada' pelo tema da crise financeira global - é a da da escassez mundial na produção de alimentos, algo a que Angola parece estar agora atenta: "Eu penso que há muito espaço para crescer e apelo aqui aos investidores do Algarve para que olhem para Angola e pensem no seu know-how ao nível da produção agrícola, para apostarem lá em especial em produtos como o café e o algodão", adianta Jorge Kalukembe, geógrafo e CEO da Kumbu, empresa consultora de negócios sedeada em Portimão.
Como exemplo, Kalukembe aponta a valorização do café que rondou os 1400% em apenas 10 anos, quando a cota mundial de produção de Angola é de apenas 0,003%. Não será coincidência o fato de o Governo angolano estar a disponibilizar linhas de crédito que rondam os 280 milhões de dólares para fomentar a plantação de café e de algodão, numa área agrícola que ultrapassa um total de 150 mil hectares.
Desminagem 'ressuscita' agricultura
Com o processo de desminagem numa fase adiantada, é tempo de angolanos e portugueses darem as mãos e trocarem experiências e investimentos, em várias escalas. "Aqueles que não conhecem Angola vão encontrar uma nação em mudança", garante Jorge Kalulembe, autor de vários livros sobre os recursos naturais e a economia de Angola, que assim abre as portas ao intercâmbio financeiro e cultural entre duas nações cada vez mais próximas.
Recorde-se que o número estimado de angolanos em Portugal ronda os 100 mil, enquanto o de portugueses em Angola já excede os 170 mil. Um fluxo que ajudará a economia angolana a crescer, assente sobretudo na procura de quadros qualificados tendo em vista áreas de elevado potencial, como a agricultura e o turismo.
Que o diga Marta Cortegano, engenheira florestal da Associação Defesa Património de Mértola, que pegou em case studies alentejanos para mostrar o espaço de crescimento de Angola, nos recursos florestais. "No caso de Angola estamos a falar de uma biodiversidade extraordinária. Há pequenos produtos de que não nos lembramos numa lógica de investimento, tais como o mel biológico, os frutos silvestres ou as plantas medicinais e importa valorizá-los, integrá-los num processo de desenvolvimento económico", vaticina.
A seguir, virá a expansão turística: "É preciso uma mercadologia do território, que tem a ver descobrir no território elementos de diferenciação e potenciá-los como marcas vendáveis", conclui Raúl Marques, geógrafo, apelando à criação de marcas regionais que potenciem o território angolano.
 

sábado, 15 de outubro de 2011

Palanca Negra a Património Mundial


 

«Somos de uma Terra que tem um Símbolo, único. Acompanhou-nos ao longo de várias gerações. Já lá estava quando se chegou. E já passaram alguns séculos. Temos um símbolo que nunca exigiu nada. Bastava estar no seu parque de Cangandala. A guerra voltou, a ignorância prevaleceu e o símbolo quase quase desapareceu. Há gente que diz que já o viu, há gente que dia que não mais o tornou a ver, há gente que mantem a esperança de um dia o rever, pleno de vida…e não só desenhado nas dignas representações da Terra. É com esta esperança de um dia o voltarmos a ver, pois a outra nos diz que a a Nossa Palanca está lá, apenas não se deixa ver, e … por isso nos resta mostrarmos, nós, o grande amor, que temos por ela, e ao mesmo tempo que fazemos o nosso acto de contrição, a damos a conhecer a toda a Humanidade, da qual é um património valiosa que tem definitivamente ser protegido por Todos. A sua originalidade não se fica pela sua raridade, mas fundamentalmente por ser símbolo, também, de uma Terra Única: ANGOLA. E o seu valor é universal, sendo natural de Malanje».

José Manuel da Cruz Vaz Jacinto


A ideia de propor a classificação da PALANCA NEGRA a Património da Humanidade partiu de José Jacinto, no Grupo Angola em Portugal; Portugal em Angola, e teve o apoio do Grupo kamussel, ambos do Facebook, por se tratar de um animal com sérias ameaças, extremamente belo e elegante e fortemente associada a Angola.
Citando o «Ecos de Malange»:
•1 O que é a Palanca Negra Gigante? A palanca negra gigante (Hippotragus Niger Variani) é uma subespécie endémica de Angola que só existe na província de Malanje.
•2 Existem outras espécies de palancas? A vermelha (roan), que tem apenas uma raça, ou sub-espécie. E a preta (sable) tem quatro raças: a palanca comum, a kirk, a shimba e a gigante (Angola).
•3 Como pode ser reconhecida? A Palanca Negra Gigante mede de 1,90 a 2,50 metros e pesa entre 200 e 270 quilos. É reconhecida pelo tamanho dos seus belos chifres (o recorde do mundo é de 1,62 metros) que são a sua melhor arma de defesa e de ataque, longos e paralelos, curvados para trás. Há outros sinais visíveis tais como não ter uma faixa branca no focinho.
•4 Quem a descobriu? Frank Varian, em 1909, um engenheiro belga que trabalhava nos caminhos-de-ferro de Benguela. Graças aos seus cornos distintivos, é considerado como o mais belo e nobre de todos os antílopes.
•5 Onde pode ser encontrada? ?É dos grandes mamíferos mais raros do mundo, com uma distribuição geográfica muito restrita. Em Angola só pode ser vista em dois locais: o parque de Cangandala e a Reserva do Luando, ambos na província de Malanje. Nunca foi confirmada a sua presença fora destes locais. E nunca foram exportados quaisquer exemplares vivos de palancas negras gigantes para outras reservas, centros de reprodução ou jardins zoológicos.
•6 Desde quando foi considerada uma espécie protegida? A palanca negra gigante está incluída, desde 1933, na lista de espécies sob protecção absoluta (Classe A) ?pela Convenção para a Protecção da Fauna e Flora Africana. Está também listada pela CITES (Convenção Internacional para o Intercâmbio de Espécies Selvagens de Fauna e Flora) e na Lista Vermelha da IUCN como uma espécie “criticamente ameaçada”.
•7 O que se está a fazer em Angola para a proteger? Foi criado o Santuário da Palanca Real em 1938, depois elevado à categoria de Reserva Natural Integral do Luando em 1955. Dois anos depois, para protecção adicional contra a caça furtiva, foi estabelecida uma multa de cem mil dólares pelo abate de cada animal. Após a descoberta de manadas de palancas na área da Cangandala criou-se, em 1963, a Reserva Natural da Cangandala que, em 1970, foi declarada como um Parque Nacional.
•8 Quais são os principais hábitos da espécie? A palanca negra gigante vive em terrenos arborizados, em “haréns” de 10 a 30 animais, com um macho dominante ou em grupos celibatários de machos, sempre junto a cursos de água permanentes. O seu período activo ocorre durante o início da manhã e ao cair da tarde. Alimenta-se de ervas e folhas.
•9 Quem são os seus inimigos? Os seus principais predadores são a hiena, o leão e o leopardo. Mas o pior de todos é, sem dúvida, o homem. Por ter sido caçada até à exaustão chegou a julgar-se que a espécie já estava extinta.
•10 Quando é que pode ter crias? A palanca negra gigante atinge a maturidade sexual entre os 2 e 3 anos de idade. O período de gestação é de 9 meses. Na estação húmida a fêmea gera uma cria que desmama aos 8 meses. A mãe mantém-a escondida durante os primeiros dez dias de vida

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O Fim dos Flamingos Rosa no Lobito

Flamingos Rosa no Lobito

Está a acontecer o que os mais avisados previram há muitos anos.O flamingo rosado, a ave pernilonga das lagoas do Lobito, praticamernte desapareceu. Com desenvoltura e simpatia, o flamingo conquistou, por mérito próprio, o direito de ser o símbolo da cidade, o seu “ex-libris”. Sem ele, a urbe está a perder um dos traços mais marcantes da sua graciosidade.


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