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quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Carlos Estermann

O Padre Carlos Estermann foi um etnólogo e antropólogo missionário que estudou as etnias do sul e sudoeste de Angola. O Padre Estermann nasceu em Illfurth, no Alto Reno, região da Alsácia, na França em 1896. Morreu em Angola em 1976. Leia mais clicando aqui



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Apresentação do livro “Chicoronho”

de Jorge Kalukembe.
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O autor afirma que podemos encontrar a etnia “Chicoronho”no povoado da Huíla que dista 20 km do Lubango.

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Estudantes da Missão Católica da Huila. Ao centro:
Irmão Menezes; ao seu lado direito: António Rosa e José Maria Rodrigues bisavô do autor.

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Estudantes do Seminário da Missão da Huila.
À direita, de batina branca: Irmão Menezes;
à direita deste, sentado,  José Maria Rodrigues, primogénito de Baltasar Rodrigues e Delfina – avô e bisavós do autor Jorge Kalukembe
        
Apresentação do livro “Chicoronho” de Jorge Kalukembe na FNAC Almada.
No dia 19 de Abril, o autor Jorge Kalukembe, esteve na Escola de Algoz para falar do livro Chicoronho. A rapaziada do 9º ano considerou muito interessante a festa da Efiko, a festa da puberdade feminina. No dia 28 do mesmo mês, o autor estará na Escola de Armação de Pêra pelas 14h.15m , para apresentar também o romance histórico Chicoronho. É assim, desta forma que a origem da Etnia mais recente de Angola vai sendo divulgada por terras lusas. Seria bom fazer o mesmo na lha da Madeira, pois a origem do Chicoronho vem dessa pérola do atlântico.
A apresentação em Angola talvez seja ainda no final deste ano.




Regressei aos teus braços

Oh querida terra mãe!
A tristeza podes apagar.
Regressei aos teus braços,
que provam a força dos nossos laços
aos homens que os tentaram quebrar.
Na companhia de Deus te revi
e só Ele sabe como te senti.
Ao chegar, logo estendeste a mão.
Aí começou a minha emoção,
que se apoderou de mim
entrelaçada no teu calor sem fim.
Fui até à Huíla.
A sua vila visitei.
Aí, senti a sua gente tranquila,
onde me reencontrei.
Os espíritos antepassados me falaram
porque a minha alma encontraram.
Com Deus os revi assim,
para os recordar no tempo sem fim!
Jorge Rodrigues de Caluquembe

(Geógrafo, ensaísta e romancista angolano; poema extraído do romance «Chicoronho» apresentado a 27 de Novembro de 2009, na Casa de Angola, Lisboa)


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Recordando as capas dos livros publicados dos Convívios ou Encontros de “Os Inseparáveis da Huíla”



Painel recordando as capas de grande parte dos livros que foram sendo publicados ao longo dos anos com o programa, e tudo o demais relacionado, dos Convívios ou Encontros de “Os Inseparáveis da Huíla”, nos segundos fins de semana de julho de cada ano, nas Caldas da Rainha.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Sabor de Maboque de Dulce Braga

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Dois meses depois da revolução portuguesa dos cravos (25 de Abril de 1974) uma jovem nascida e criada no coração de Angola, passa como de costume, suas ultimas férias escolares no verão europeu. Foram três meses de prenúncio, do rebuliço que sua vida seria dali em diante. Com o fim das férias e consequente retorno para a ainda colônia angolana, ela se vê vivendo e temendo por seu grande e primeiro amor, pelos seus amigos, pela sua confortável situação sócio econômica, no epicentro do rodamoinho da guerra civil angolana. É um relato verídico, quase um diário, das perdas, das dores, do medo, da angústia, da luta pela sobrevivência, do desespero e de todas as demais mazelas que as guerras invariavelmente injetam em todos os seus participes, ativos ou passivos. Um ano depois de sua chegada ao Brasil, país para onde fugiu a menos de dois meses do dia da independência de Angola (11 de Novembro de 1975), ninguém mais notava ser ela uma estrangeira. A perda do sotaque juntamente com a hibernação de toda a sua infância e adolescência, foi a maneira pragmática que inconscientemente usou para não ser questionada sobre sua origem e não mexer nas feridas que começavam a cicatrizar. Trinta anos depois o personagem por ela adotado para viver no novo país, que tão carinhosamente a recebeu, dá sinais de esgotamento e como uma árvore sem raízes reclama por elas, para que possa continuar ereta. Essa reivindicação do seu âmago, juntamente com um velho pedido de seu marido e seus filhos para que escrevesse sua experiência de vida, desencadearam um processo de resgate das memórias olfativas, gustativas, sonoras, visuais, emocionas... A erupção desse enorme vulcão, provoca uma profunda catarse e finalmente ela dialoga em paz com o seu pedaço por tantos anos amortecido.

 
 

 
 
 
 
 
Saiba mais clicando aqui

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dulce Maria Cardoso fala sobre «O Retorno» no Câmara Clara

 

 
O Retorno
Dulce Maria Cardoso
«Dulce Maria Cardoso, a partir deste "O Retorno", deve ser incluída no panteão dos escritores maiores.»
 
 

 


O Retorno


Dulce Maria Cardoso


«Dulce Maria Cardoso, a partir deste "O Retorno", deve ser incluída no panteão dos escritores maiores.»

 

1975 Luanda. A descolonização instiga ódios e guerras.

Os brancos debandam e em poucos meses chegam a Portugal mais de meio milhão de pessoas. O processo revolucionário está no seu auge e os retornados são recebidos com desconfiança e hostilidade. Muitos não têm para onde ir nem do que viver. Rui tem quinze anos e é um deles. 1975. Lisboa.

Durante mais de um ano, Rui e a família vivem num quarto de um hotel de 5 estrelas a abarrotar de retornados — um improvável purgatório sem salvação garantida que se degrada de dia para dia.

A adolescência torna­-se uma espera assustada pela idade adulta: aprender o desespero e a raiva, reaprender o amor, inventar a esperança.

África sempre presente mas cada vez mais longe.

Veja aqui os outros livros da colecção de ficção portuguesa.


 


Na imprensa:


«É muito, muito difícil um livro assustar-nos e comover-nos desta forma. Comover-nos com a fragilidade daquela mãe, com a sua necessidade de acreditar que o pai vai voltar. Comover-nos com as lágrimas de uma miúda que é apalpada por ser retornada. Com a amizade entre o puto e o porteiro do hotel que lhe oferece uma bicicleta velha. Com aquela irmã que tenta fingir que é de “cá”. (...) É um país pequeno, desconfio que pouco sereno, neurótico porque rejeita a sua agressividade, mas é também um país que tem meia dúzia de pessoas que se recusam a enterrar a cabeça na areia, que retiram camadas à mentira que cobre os nossos dias. É gente de coragem, é gente de brio. É gente como Dulce Maria Cardoso que, a partir deste "O Retorno", deve ser incluída no panteão dos escritores maiores, aqueles que escrevem com vísceras.»


João Bonifácio, «Público», 5 estrelas


 

«Dulce Maria Cardoso encontra o registo certo em todas as cenas, emocionado e seco, triste e orgulhoso, cheio de culpa e incerteza, de palavras africanas que eram o português angolano, de recordações epocais, como fotonovelas ou marcas de uísque. É essa história visivelmente vivida, sem demagogia nem rasuras, que faz de "O Retorno" um romance há muito aguardado.»

Pedro Mexia, «Expresso», 4 estrelas

 

«(...) uma precisão narrativa e uma clareza de estilo absolutamente admiráveis.»

José Mário Silva, «Ler»

 

«Dulce Maria Cardoso, provavelmente a mais importante escritora da sua geração, publica "O Retorno", o primeiro caso sério de reflexão literária sobre os 500 mil retornados que aterraram em Portugal em 1975. Embora a escritora, vinda de Angola, fosse um deles, isto não é “um ajuste de contas” com o passado. Mas talvez seja um ajuste de contas com a obra dela.»

José Riço Direitinho, «Público»

 

«Há quem a considere uma autora genial. (...) Os seus livros têm tido mais fortuna fora de Portugal, tanto em edições estrangeiras como na atribuição de um prémio europeu de literatura. O quarto romance poderá aproximá-la de um público mais vasto. Desde logo pelo tema. "O Retorno" narra a saga dos 600 mil portugueses que regressaram de África em situações dramáticas depois do 25 de Abril.»


Carlos Vaz Marques, «Ler»

 

 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

“Abandonar Angola” Aida Viegas – Um olhar à distancia


 
Publicado em 2002,  é dedicado aos retornados, muitas vezes incompreendidos, gente corajosa que soube reerguer-se das cinzas do infortúnio. Transcrevem-se 9 dos 24 capítulos que compõem esta obra.
Um olhar à distância
A distância no espaço e no tempo apaga a dor e a revolta, clarifica o discernimento, estabiliza, e deixa que floresçam novas esperanças no nosso olhar que pode ser selectivo ou abrangente, transmitir raiva ou ternura, inconformismo ou resignação ... Feitiço, lenda, realidade, pesadelo e ... saudade!... Tudo é Angola.
A Angola do verbo abandonar conjugado a doer tem profundas cicatrizes cujo testemunho, “a geração dos retornados,” não poderia deixar de legar...

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Aida Viegas
 

sábado, 28 de maio de 2011

Novo livro de Jorge Kalukembe



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1.

Tive o privilégio de ter o Jorge Kalukembe como aluno de Geografia Regional, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no ano lectivo de 1997/98. Na ficha individual do aluno nº 20021, que ainda guardo, tenho anotado: “privilegia a intervenção política acutilante”. Estávamos no ano do “manipulado” referendo nacional sobre a regionalização em Portugal, que teve lugar a 8 de Novembro de 1998. Recordo com saudade os nossos debates!

O que me parece mais original neste Ensaio, não é tanto a erudição da abordagem, nem a quantidade de exemplos suportados numa aturada investigação dos mais variados países, com um foco claro em Angola, aspectos de extrema importância nesta reflexão sociopolítica e socioeconómica sobre o Mundo de hoje, ainda com petróleo e o de amanhã, provavelmente sem ele, mas mais os pontos de vista que o autor, de uma forma desassombrada, deixa nas suas páginas, a sua grande capacidade de análise, a tentativa de explicar factos de indiscutível actualidade, como o que considera ser a “armadilha do petróleo” e suas consequências, bem como os diferentes exercícios de prospectiva, que podem ou não confirmar-se, como qualquer previsão, num Mundo de desencontros sistemáticos que têm alimentado uma crescente “Geopolítica do Caos”, parafraseando Ignacio Ramonet (1998).

É um Ensaio para ler atentamente e reflectir sobre o futuro que nos espera ou que deixaremos que se forme, às mãos avarentas de diversos donos do capital e de especuladores globais ou, como lhes chama o autor, “abutres vestidos de humanos”, quiçá agentes da apocalíptica “Marca da Besta”. Mas é também um

“momento de paixão”, por Angola e pelo seu futuro, promissor sem dúvida, desde que gerido com visão política socialmente responsável, que aposte segundo o autor na educação, saúde, transportes e ordenamento do território, adequando as suas imensas potencialidades (agronómicas, energéticas, turísticas, etc.) ancoradas em oportunidades de negócios sustentados. Em relação a este último aspecto, há um justo e contundente questionar das opções políticas de Portugal, que na sua ânsia europeísta e complexo colonialista, não soube olhar para o Brasil e para os PALOP, nomeadamente para Angola, onde tem condições para ser parceiro e/ou promover negócios em diversos domínios produtivos, de I&D e de consultoria.

Em síntese, entre as inúmeras teses do autor, termino este comentário com a que deverá merecer de todos os leitores uma particular atenção, a possibilidade de se construir um  “espaço lusófono como bloco económico mundial”, onde Portugal sairá claramente a ganhar! Raul Marques, Geógrafo, Mestre em Geografia Humana -Desenvolvimento Regional. Professor dos Ensinos Básico e Secundário e entre 1996-2000 Assistente Convidado de Geografia Regional na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi Investigador da Área de Investigação de Geografia Regional. Investigador do Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular (desde 1998), tem desempenhado cargos de gestão associativa(ANIMAR – Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local / ASLMP - Slow Movement Portugal) e é actualmente Sócio-Gerente e  Director-Geral da Empresa SublimApoio - Consultoria, Estudos e Projectos, Lda., com escritório na vila de Mafra – Portugal.

2.

“Angola e o Mundo na era Pós-Petróleo” é um ensaio onde Jorge Kalukembe nos oferece uma visão dura, clara e um pouco pessimista, se bem que não catastrofista, antes pelo contrário, terrivelmente realista– e sublinho, muito realista – da actual realidade com que os países se deparam com a previsível diminuição e natural encarecimento da prospecção e produção do petróleo. Kalukembe alerta-nos, nomeadamente para Angola, a nossa Angola, que é altura de se começar a encarar para uma maior diversificação da economia, com relevo para os países produtores, aproveitando os ainda enormes fluxos recolhidos com o crude, na linha do que já fazem alguns dos Emiratos Árabes. Por quando investigação e elaboração da minha Dissertação para o Doutoramento, caso já estivesse publicado, este ensaio, sobretudo no que toca ao petróleo e a sua influência presente e futura na economia angolana, seria, certamente, sempre uma das minhas particulares referências bibliográficas.

Eugénio Almeida Investigador angolano e Doutorado em Ciências Sociais, em Relações Internacionais pela Universidade Técnica de Lisboa/ISCSP

3.

"Elegante e visionário, o ensaio de Jorge Kalukembe não poderia ser mais oportuno nos nossos dias. Vale tanto pela reflexão, rigorosa e bem documentada, que elabora sobre o presente como pela forma como imagina o futuro, manifestamente indesejável para Angola e o Ocidente, mas possível, caso os actores directamente implicados na governação e no desenvolvimento do país, conscientes dos erros do passado, não apostem na construção de caminhos mais sustentáveis, assentes na educação, no planeamento das cidades e em fontes de energia limpas e alternativas ao petróleo."

Herculano Cachinho Geógrafo, Doutorado em Geografia Humana, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, Mestre em Geografia Humana e Planeamento Regional e Local, Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa. Professor do Instituto de Geografia e Ordenamento

do Território, Universidade de Lisboa.


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JORGE KALUKEMBE

nasceu em Angola na Província da Huíla, desenvolve as suas actividades entre Angola e Portugal.

Desde muito cedo interessou-se pela educação, nesse sentido, enquanto estudante membro do Senado e da Assembleia da Universidade de Lisboa, defendeu um ensino superior de melhor qualidade.

Licenciou-se em Geografia pela Universidade Lisboa. Participou em mais de uma dezena de seminários e conferências essencial-mente sobre Direitos Humanos, Educação, Planeamento e turismo. Após a conclusão da parte curricular do Mestrado em Ciências de Educação na especialidade de supervisão pedagógica, pela Universidade Técnica de Lisboa desenvolveu a investigação: Educação Pilar da Soberania Caminho do Desenvolvimento mais recentemente o autor publicou o romance histórico CHICORONHO que retrata o Sudoeste de Angola no último quartel do século XIX ambos publicados pela Gráfica de Coimbra.

Enquanto professor, para além de leccionar desempenhou também diferentes cargos em várias escolas, nomeadamente Coordenador do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, Coordenador Pedagógico do Ensino Recorrente Noturno e Presidente de Assembleia de Escola.

Foi delegado sindical de professores entre 2001 e 2005.

Em Portugal, ao abrigo do artigo 37.º, alínea d) do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, obteve o certificado de formador do Conselho Científico-Pedagógico como especialista nas Áreas Cientificas de:

Desenvolvimento Pessoal e Social; Educação Desenvolvimento; Pedagogia e Didáctica; Formação/Supervisão de Professores e Relação Pedagógica.

Foi membro de várias organizações que lutavam pela paz em Angola.

No ano de 2001 funda juntamente com outros quadros angolanos o Fórum Angolano para Conhecimento Competitivo, Inovação & Desenvolvimento. Nesta organização foi director de educação e posteriormente eleito Vice-presidente para Investigação, Inovação e Educação. Cargo que ocupou de 2002 até 2006.

Foi um dos Coordenadores Científico-Pedagógico da Regionalização dos conteúdos de Geografia na Região Autónoma da Madeira. Foi um dos autores e Coordenadores Científico-Pedagógico de três guias de aprendizagem de Geografia para o 3.º Ciclo do Ensino Básico. Mais recentemente tirou o curso de Empreendedorismo e Criação de Empresas e o curso de Transporte e Mobilidade na Universidade Nova de Lisboa. É actualmente consultor de empresas e consultor e coaching de franchising.

Jorge Kalukembe tem desenvolvido desde 2011 a actividade de consultor financeiro de investimento em ouro como franchisado da OurInvest. Actualmente é o sócio gerente e fundador da empresa KUMBU – Negócios & Franchising.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Angola Pós-Petróleo

 


A oportunidade de Angola se igualar aos mais desenvolvidos, é hoje, enquanto há um elevado encaixe financeiro proveniente do petróleo. Este é o tema de reflexão.

 

O Livro mais fascinante sobre o presente e futuro de Angola e do Mundo.


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