domingo, 23 de julho de 2017

Sul de Angola de João de Almeida.

Estou certa que muitos leitores deste blogue, têm interesse em consultar este livro. Para tal apenas têm que clicar sobre a imagem.

Por conter 746 páginas, leva algum tempo a abrir. Tenham calma e paciência.



Em 1906 João de Almeida, embarcou para Angola, com o posto de capitão, revelando as suas qualidades de militar. Em 1907 tomou parte nas operações do Cuamato, distinguindo-se, entre outras, nas acções de Pocolo, Mocuma e Bata-Bata. Iniciou a pacificação dos Dembos, ficando conhecido como o Herói dos Dembos. Em 1908 foi nomeado governador interino do distrito de Huíla, província de Angola, assumindo mais tarde o posto de governador efectivo.

Fonte



sábado, 17 de junho de 2017

Sa-da Bandeira 1970


Documentário sobre a criação, progresso e desenvolvimento da cidade de Sá da Bandeira, a atual Lubango, nos setores da educação, agricultura, pecuária, energia hidroelétrica e construção de estradas.


Clique aqui ou na imagem


sábado, 10 de junho de 2017

A HORA DA PARTIDA LIVRO DE CATARINA CANELAS

Entre 1974 e 1975, mais de meio milhão de pessoas que viviam nas ex‑colónias portuguesas deixaram tudo para fugir à guerra. Este livro relata, na primeira pessoa, estas vivências.











terça-feira, 4 de abril de 2017

Gramática e Dicionário Prático Português - Umbundo - Português

Números Umbundu

Tu tendi - Números 

              1 - mosi
              2 - vali
              3 - tatu
              4 - kuãla
              5 - talo
              6 - epandu
              7 - epandu vali
              8 - ecelãla
              9 - ecea
            10 - ekui 10 kuinii ou kuinhi
            11 - ekui la mosi
            12 - ekui la vali
            13 - ekui la vitatu
            14 - ekui la kuãla
            15 - ekui la vitãlo
            16 - ekui l’epandu
            17 - ekui l’epandu vali
            18 - ekui l’ecelãla
            19 - ekui l’ecea
            20 - akui avali
            21 - akui avali l’umosi ou lamosi
            22 - akui avali la vivali
            23 - akui avali la vitatu
            24 - akui avali la kuãla
            25 - akui avali la tãlo
            26 - akui avali l’epandu
            27 - akui avali l’epandu vali
            28 - akui avali l’ecelãla
            29 - akui avali l’ecea
            30 - akui atatu
            40 - akui akuãla
            50 - akui atãlo
            60 - akui epandu
            70 - akui epandu vali
            80 - akui ecelãla
            90 - akui ecea
          100 - ocita
          200 - ovita vivali
          300 - ovita vitatu
          400 - ovita vikuãla
          500 - ovita vitãlo
          600 - ovita epandu
          700 - ovita epandu vali
          800 - ovita ecelãla
          900 - ovita ecea
       1.000 - ohulukãi
1.000.000 - ohulua

Dias da semana/Oloneke vio semana

Eteke lia mosi - segunda-feira – (primeiro dia)
Eteke lia vali - terça-feira
Eteke lia tatu - quarta-feira
Eteke lia kuãla - quinta-feira
Eteke lia talo - sexta-feira
eteke epanduvali - sábado
Eteke lio usua - domingo (dia de descanso)

Meses do ano/Olosãi vi ulima


Janeiro - Susu 
Fevereiro - Kayovo 
Março - Elombo 
Abril - Kupupu 
Maio - Kupemba 
Junho - Kavambi 
Julho - Evambi
Agosto - Kanhenhe
Setembro - Nhenhe-vava 
Outubro - Mbala-vipembe
Novembro - Kuvala kuapupulu
Dezembro - Cemba-nima











                                       


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A tragédia esquecida da descolonização Cultura e História20 Jan, 2016

A memória do abandono das províncias ultramarinas continua dolorosamente presente. O drama dos “retornados” é uma ferida que a III República não conseguiu sarar. Falta ainda que se faça justiça: para as centenas de milhar de inocentes cujas vidas foram arruinadas e para os responsáveis pela tragédia africana de 1975.

Os manuais de História tratam o tema como encerrado, mas as perguntas incómodas mantêm a sua pertinência. Com que direito os militares portugueses do MFA entregaram Angola e Moçambique a partidos aliados da (hoje extinta) União Soviética? Por que razão os povos das províncias ultramarinas nunca tiveram o direito de se pronunciar sobre o seu destino? A crise dos refugiados, vulgo “retornados”, era inevitável?

A apressada outorga de independência aos territórios do Ultramar, um dos grandes pecados da actual República, aconteceu há quatro décadas certas, decorria o ano de 1975. Nessa data, chegavam a Lisboa mais de 400 mil refugiados de África, brancos, negros e mestiços inocentes que viram as suas vidas arruinadas por uma descolonização então chamada “exemplar” mas hoje prudentemente rotulada de “possível”. Na verdade, uma tragédia desnecessária que provocou o maior movimento de repatriação de sempre na nossa História.

O império de D. João II foi abandonado à pressa, e o pouco que restava dele jazia perto do Padrão dos Descobrimentos, em contentores desconjuntados contendo as parcas posses que os portugueses ainda conseguiram salvar da guerra civil que se aproximava velozmente de Angola. Só para evacuar todos os portugueses de África foram necessários 905 voos, e a recém-nacionalizada TAP teve de dar uso até aos imponentes Boeing 747 recentemente adquiridos. Os EUA e a URSS também contribuíram, tanto para a desgraça que estava a acontecer, como com aviões para retirar do Ultramar, sobretudo de Angola, cidadãos cujo único “crime” era terem nascido portugueses. Também foram usados 27 navios, que transportaram 100 mil pessoas. Quinhentos anos depois, barcos modernos faziam a rota das caravelas, mas em sentido contrário.

Os custos económicos do abandono de 98% dos territórios portugueses foram gigantescos para os povos afectados. Em 1973, o Produto Nacional Bruto de Angola era de 2,7 mil milhões de dólares, e o de Moçambique de 3.1 mil milhões, segundo dados do Banco Mundial. Poucas anos mais tarde, eram apenas uma ínfima fracção desse valor. Por sua parte, Portugal passou de ter taxas de crescimento de 10% ao ano, para ter de receber o FMI pela primeira vez em 1977.

Terror e racismo de esquerda
O actual regime angolano, agora a tentar revestir-se com o verniz da legitimidade dos Estados civilizados, afirma que os “colonos” nunca foram expulsos, apenas escolheram abandonar o território por causa do seu “racismo”. Mas a verdadeira história é bem diferente, quando contada por quem viveu os horríveis acontecimentos de 1975 – como Américo Cardoso Botelho, que os deixou pungentemente retratados no seu livro “Holocausto em Angola”.

A autoridade portuguesa no território, dominada pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) e manipulada pelo Alto-Comissário Rosa Coutinho, já estava em colapso mesmo antes da independência formal. Execuções públicas, saques a casas de portugueses, pilhagem generalizada eram já comportamentos comuns mesmo antes de a nossa bandeira ser arriada pela última vez. Uma situação que, com excepção das execuções, não era muito diferente da vivida em Portugal continental, a braços com a anarquia do PREC.

Retornados

Em Julho de 1974, mais de mil reclusos fogem da prisão em Angola, muitos deles homicidas, e as autoridades decidem conceder-lhes uma amnistia porque o governo já não tinha recursos para os capturar de novo. Em Luanda e Lourenço Marques a taxa de homicídios dispara. Em pleno PREC, Vasco Gonçalves declara a uma televisão alemã que as inquietações dos portugueses em África eram as “de uma minoria teimosa e egoísta, que se recusa a reconhecer as perspectivas de futuro”.

Os jornais ainda estavam quase todos sob o controlo das forças de esquerda e não reportavam a situação de forma isenta, virando os portugueses continentais contra os seus concidadãos de além-mar. Um jornalista britânico, John Bruce Edlin, chegou mesmo a ser expulso de Moçambique por questionar a anarquia reinante, mas desta vez ninguém protestou no estrangeiro.

A actual República Portuguesa gostaria, por certo, de esquecer que entregou todo o Império Português ao bloco comunista soviético. Mas não há maneira de esquecer como, no momento crucial, o racismo da esquerda se revelou. Na hora da separação forçada, os brancos foram considerados “portugueses” e os negros “outra coisa”, quando anteriormente eram todos cidadãos nacionais sob a mesma bandeira.

Durante séculos, Portugal assumiu responsabilidades pelos habitantes daqueles territórios, e muitos, em troca, serviram a sua Pátria. Em 1974, metade do Exército Português era composto por soldados africanos, incluindo o mais condecorado oficial das nossas Forças Armadas, Marcelino da Mata. A vasta maioria destes soldados foi abandonada à sua sorte. E a sua sorte foram execuções em massa, tanto deles como das suas famílias.

Silêncio…
Os refugiados de África organizaram-se para exigir indemnizações ao Estado português. Esse, por sua vez, sacudiu a água do capote alegando que a III República ainda não existia à data da colonização, e consequente descolonização, dos territórios. Ainda hoje, quarenta anos depois, os espoliados de África não viram um cêntimo. Muitos não conseguiram trazer de África nem uma ínfima parte do que lá haviam construído e amealhado com o suor do seu rosto. O infame decreto-lei 181/74 tornava a transferência cambial de escudos ultramarinos para escudos portugueses uma operação quase impossível.


Os causadores de toda a catástrofe humanitária que se viveu nunca foram julgados. A elevada idade de alguns significa que já não o serão. Outros viveram e morreram no maior dos confortos, por vezes até com pensões do Estado português. Outros ainda estão no poder nos territórios africanos.

A actual República começou coxa, e ainda coxa sobrevive. Quer esquecer os acontecimentos de há quatro décadas para resguardar a “paz social”. Mas por todo o mundo a crise angolana está a despertar a atenção dos países desenvolvidos para a tragédia de 1975, especialmente tendo em conta os efeitos trágicos que teve. Todos os anos são publicados livros que contam uma história divergente da história oficial em relação à descolonização.

Livros como “Diamantes de sangue: corrupção e tortura em Angola”, do jornalista angolano Rafael Marques, “Guerra e Paz: Portugal/Angola”, de W.S. Van der Waals, “Guerra d’África, 1961-1974 – Estava Perdida a Guerra?” de Humberto Nuno de Oliveira e Brandão Ferreira (colaboradores do nosso jornal), “Holocausto em Angola”, de Américo Cardoso Botelho, “Em Nome do Povo – O massacre que Angola silenciou”, de Lara Pawson, ou “Os Retornados Mudaram Portugal”, de Fernando Dacosta, entre muitos mais, desmentem a “verdade politicamente correcta”.

O silêncio oficial continua, e nas escolas ainda o 25 de Abril e a descolonização “exemplar” são contados aos alunos segundo a cartilha esquerdista. Nas escolas, as crianças aprendem os três “D” do MFA antes de lhes ser ensinado o Hino Nacional. Mas mesmo com toda a censura e revisionismo, existe felizmente quem ainda queira descobrir a verdade.

O silêncio está a tornar-se ensurdecedor.

Fonte - Jornal o Diabo



Retornados”: os refugiados portugueses do século XX

Retornados”: os refugiados portugueses do século XX
O termo, expressão ou designação, "retornado" foi particularmente utilizado nos tempos que se seguiram à revolução do "25 de Abril de 1974".
Aquela expressão visava identificar, mas sobretudo molestar, os portugueses vindos das ex-colónias, muitos deles chegando a Portugal em sofrimento e grandes dificuldades, após se terem confrontado, sem "apelo nem agravo", com os processos impostos, precipitados, violentos, irracionais, e até mesmo traidores, das irresponsáveis independências ultramarinas.
A maioria destes portugueses retornavam ao país donde tinham partido muitos anos antes, donde haviam emigrado com enormes sacrifícios e em busca duma condição melhor, e outros, os africanos naturais, filhos ou descendentes de portugueses, aqui chegavam depois de terem sido forçados a abandonar as suas próprias pátrias, na verdade, a refugiarem-se num terceiro país.
Todos eles foram expatriados à força e contra a sua vontade das suas terras e haveres pela ação de delinquentes fardados e armados à pressa pelos oportunistas descolonizadores portugueses. 
Os chamados processos de descolonização portuguesa visaram especial e preferencialmente entregar as possessões africanas portuguesas aos interesses estrangeiros, com particular cuidado e simpatia aos movimentos internacionais comunistas, fossem eles soviéticos, cubanos ou chineses!
O amargo do reverso da medalha imperialista anti-comunista estaria guardado para o martírio do povo de Timor-Leste...
E os povos naturais africanos, sem terem alguma vez sido sujeitos a uma consulta popular, ou referendo, para o efeito, foram abandonados pelos descolonizadores ao genocídio das guerras civis que se sucederam imediatamente.
Recém-chegados à “metrópole”, nos anos 1975/76, que ameaçava então mergulhar num pântano comunista, estes “novos” portugueses, confrontados com uma realidade absurdamente diferente e mal refeitos da sua atribulada fuga, com os seus escassos haveres ou só a roupa vestida, logo se depararam com essa xenófoba “identificação”.
Mas, os naturais metropolitanos portugueses, na sua terra, possuem uma particular habilidade para agredirem os mais fracos, os judeus, os pretos, os “estrangeiros” e …todos os outros.
Eu, moçambicano português de nascimento, nessa altura, uma criança de meros 9 anos, desenraízado e assustado com uma realidade muito diferente, também fui hostilizado por crianças e adultos, algumas vezes tive mesmo de me defender com os punhos, ou, com a especial habilidade que tinha em atirar pedras, respondia-lhes com as mesmas “munições".
Também fui protegido por alguns estranhos, vizinhos e novos amigos; uma certa vez, aos meus 10 anos de idade, por ter sido identificado como “retornado” fui derrubado da bicicleta por um matulão mais velho, que, quando se aprontava para me “malhar” no chão, foi afastado pela intrépida e para sempre amiga “Lai”.
O comunismo e o marxismo dos independentistas africanos, roubou-nos o nosso património, a nossa naturalidade e, inclusivamente, os nossos registos oficiais e, a seguir, mergulhando os povos autodeterminados numa matança coletiva, entregou-nos ao maltrato dos seus “camaradas” portugueses.
Hoje, ainda não completamente sarados da traição, dos roubos e dos insultos, nunca fomos ressarcidos, e nem sequer nos pediram desculpa (mas os portugueses só expiam os seus pecados com Deus ...!), já só raramente alguns energúmenos usam depreciativamente a palavra “retornado”.
Os “retornados” foram os primeiros, e únicos, refugiados em massa em Portugal, na sua própria terra!
Chegaram à antiga metrópole nos anos "quentes" da revolução portuguesa, nos anos de 1975/1976, e, na sua grande maioria, foram votados ao abandono e esquecimento pelo Estado Português.
Depois de terem sido espoliados pelos movimentos marxistas independentistas das ex-colónias portuguesas, chegados à sua pátria natural, não receberam sequer quaisquer apoios públicos relevantes, ao invés receberam em grande parte das autoridades portugueses oficiais desprezo e repulsa.
Ainda assim, este mais de um milhão de naturais, filhos, netos, ou descendentes de portugueses, souberam, com o seus esforço, denodo, coragem e, distintamente, com o seu civismo, exemplares, integrarem-se na sociedade e economia portuguesas, tendo, inclusivamente, sido uma capital humano decisivo para o desenvolvimento económico e social de Portugal que se deu mais tarde nas décadas de 80 e 90 do século XX.
Eu lembro-me desse tempo, eu era um “deles”!
Cheguei a Portugal no distante ano de 1975, era dia 1 de Novembro, tinha apenas 9 anos...chuviscava e fazia imenso frio, como nunca tinha sentido na vida, tudo era mais escuro, as estradas eram muito apertadas, parecia tudo tão pequeno e confuso…, as diferenças pareciam abissais em relação ao que estava habituado até aí, tudo mesmo, especialmente as pessoas que passava a conhecer como jamais as tinha visto ou ouvido…
Até a língua portuguesa soava tão diferente!
O choque cultural, social, económico, político, …foi profundo e traumático, nós, os então denominados "retornados", não fomos nada simpaticamente recebido por muitos portugueses!
Apesar destas centenas de milhares de portugueses ultramarinos terem chegado, na sua esmagadora maioria, a Portugal só com a roupa que tinham vestidos, das separações familiares, do desenraizamento forçado, da fuga das suas próprias casas, escorraçados inocentemente a tiro e sob insultos das suas terras de nascimento, magoados, enxovalhados, ainda assim, foram recebidos pelos portugueses metropolitanos com frieza e rancor sob os epítetos de "colonialistas", "ladrões" e "racistas"…
A justiça histórica continuará ausente e por se fazer até ao dia em que estes portugueses sejam adequada e proporcionalmente ressarcidos dos seus danos patrimoniais e morais lhe infligidos.
Mas, os “retornados”, imbuídos pelos largos horizontes africanos, deram uma resposta de paz e de desenvolvimento como não houvera igual até aí, no século XX, em Portugal; e agora outros portugueses voltam aquelas fascinantes terras em busca do seu pão e do seu futuro.
Tempos absurdos e irracionais que foram aqueles…
E nunca mais deixámos, até hoje, de ser “retornados”, com o tudo o que isso significou e intimamente nos marcou...
As particulares nostalgia, saudade, e uma particular consciência da sua "singularidade africana", ainda hoje fazem pulsar de modo diferente a vida, a consciência e a condição destes portugueses, que um dia foram africanos e... "retornados".
E nós, os “retornados”, lembramos sempre com extraordinário orgulho e profunda saudade a “nossa” África!

- Sérgio Passos -



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Cronologia da cidade de Lubango (Sá da Bandeira)


1627 - Primeira expedição à região planáltica, pelo capitão-mor de Benguela, Lopo Soares Lasso
1764 - A notícia das condições excepcionais das terras e do clima da Huila inspiram ao Governador D. Francisco Inocêncio de Souza Coutinho os primeiros planos de ocupação do sul.
1769 - Criação da povoação de Alba Nova, mais tarde simplesmente Huila, para onde seguem o capitão-mor António Rodrigues Algarve e o padre Capuchinho, Gabriel de Braga, em missão pacificadora.
1789 - Nomeação para Alba Nova do capitão-mor António Rodrigues Jardim, após alguns anos de vida estacionária.
1790 - Nomeação do capitão-mor Francisco Inácio de Mira, em substituição do anterior.
1828 - Nomeação do regente Felício Matos da Conceição;
1837 - Nomeação do alferes João Francisco Garcia, fundador de presídios e fortalezas.
1843 - Luz Soriano, funcionário superior do Ministério do Ultramar, apresenta uma Memória em que se reforçam as ideias de Sousa Coutinho sobre a ocupação do Sul.
1845 - João Francisco Garcia regressa a Alba Nova, onde funda um presídio e lança as bases da colonização do Sul, com o apoio de comerciantes que percorriam o interior.
1850 - O Ministro Marquês de Sá da Bandeira cria o Concelho da Huila.
1856 - O mesmo titular da pasta do Ultramar manda distribuir terras aos soldados que desejem permanecer na Huila, além do subsídio de embarque, sementes e alfaias.
1864 - Inicia-se a grande estrada que ligaria Moçâmedes ao planalto, pela região de Capangombe, passando pelo Bruco e Tchivinguiro.
1866 - Por esta estrada, o Padre do Espírito Santo, Carlos Duparquet, sobe a Chela e começa a exploração das terras altas, em missão científica e evangelizadora.
1880 - Os bôeres que desde 1652 se fixaram na África do Sul, fugindo à guerra entre holandeses e ingleses, começaram a instalar-se na Huila, depois de diligências efectuadas entre o Padre Duparquet e o Governo de Lisboa.
1881 - Os bôeres chegam à Humpata a 4 de Janeiro , fixando-se ali com gado e haveres. No mesmo ano, Duparquet regressa duma viagem à Europa, acompanhado pelo padre José Maria Antunes, que funda a missão da Huila , mandando arrotear 2000 hectares de terreno e dirigindo uma exploração agrícola em moldes evoluídos , para exemplo dos nativos.
1882 - O Seminário de Luanda é transferido para a Huila, anexo ao qual passa a funcionar um internato para nativos, onde se ministra o ensino oficial. No mesmo ano, Duparquet funda a missão do Humbe.
1883 - A 17 de Janeiro, a Humpata ascende à categoria de concelho, com uma Comissão Municipal formada por bôeres, sendo administrador o alferes Artur de Paiva, que vem a casar com a filha do chefe da colónia boer, o comandante Jacobus Botha.
1884 - A 19 de Novembro, chegam a Moçâmedes os primeiros Madeirenses que se destinavam à colonização do planalto, num total de 222 pessoas, entre homens, mulheres e crianças.
1885 - A 16 de Janeiro, chega ao vale do Lubango, num local conhecido por Barracões, a segunda leva de madeirenses, sendo a 19 do mesmo mês fundada oficialmente a colónia de Sá da Bandeira, em homenagem ao Marquês com o mesmo nome, que chefiava o Ministério do Ultramar, ficando a ser dirigida pelo condutor de Obras Públicas. D. José da Câmara Leme. No mesmo ano, chega ao planalto a segunda colónia madeirense, num total de 336 pessoas, 42 das quais se deslocam para as margens do rio Chimpumpunhime, fundando a povoação de São Pedro da Chibia, a 16 de Setembro.
1887 - É construída a residência da Administração da colónia de Sá da Bandeira, ocupada por Câmara Leme.
1889 - Dado o desenvolvimento desta zona, cria-se o Concelho do Lubango, nome de um antigo soba "Kaluvangu" que vivia na região.
1890 - Instala-se nas margens do rio Caculuvar, distante oito quilómetros, uma sucursal da Colónia de Sá da Bandeira.
1891 - Funda-se a Missão do Jau. É eleita a primeira Câmara do Lubango, sob a presidência de João Gonçalves de Azevedo.
1892 - Funda-se a Missão do Tchivinguiro. Artur de Paiva, administrador do Conselho da Humpata é nomeado intendente da colonização branca em todo o planalto.
1894 - Funda-se a Missão da Quihita.
1896 - Câmara Leme é transferido para S. Tomé.
1898 - Funda-se a Missão do Munhino, prolongamento da Missão mãe da Huila, onde os padres Bonnefoux e Lecomte desenvolvem acção notável.
1900 - O senso deste ano assinala 1575 habitantes no Lubango, sendo 1248 da raça branca.
1901 - A 2 de Setembro é criado o Distrito da Huila, sendo o Lubango elevado à condição de Vila de Sá da Bandeira, começando a Humpata a perder a sua importância militar e administrativa.
1906 - Chega a Sá da Bandeira a primeira professora oficial, Dona Irene Bettencourt de Medeiros Portela, com ela começando a instalação do ensino oficial, antes confiado às Missões.
1908 - O Governador da Huila, capitão João de Almeida, lança as bases do desenvolvimento da futura cidade.
1910 - Ainda no governo de João de Almeida realiza-se a primeira Exposição feira Agro-Pecuária.
1915 - O General Pereira D'Eça termina praticamente com as guerras de ocupação.
1918 - Chegada da Esquadrilha Expedicionária de Aviação.
1919 - Funda-se a Escola Primária Superior, a Associação Comercial e Agrícola, a Associação dos Empregados do Comércio e, provavelmente neste ano, aparece o primeiro jornal, de natureza panfletária, O CLARIM, de Joaquim de Figueiredo.
1923 - Sá da Bandeira é elevada a cidade, no dia 31 de Maio, por proclamação, na residência do Governo Geral, na Humpata, do Alto Comissário da República, General Norton de Matos. Neste mesmo ano, atinge Sá da Bandeira o caminho de ferro de Moçâmedes.
1929 - A Escola Primária Superior, com ensino até o terceiro ano, dá lugar ao Liceu Diogo Cão. Sá da Bandeira tinha nessa data uma população estudantil da ordem de meio milhar. Funda-se o jornal "Notícias da Huila" sob a direcção de Venâncio Guimarães, sendo chefe de redacção o jornalista Filipe Coelho.
1932 - O Padre Carlos Estermann , que se viria a notabilizar como etnógrafo, assume a direcção das Missões.
1935 - Em função do desenvolvimento de Sá da Bandeira, surge o Vicariato Geral da Chela, sob a direcção do Padre Carlos Estermann. Neste mesmo ano a Huila ascende a Província, sendo a quinta da nova divisão administrativa de Angola.
1937 - O Liceu Diogo Cão passa a ministrar o 7º ano, tendo 150 alunos, e é fundado o colégio das Doroteias, "Paula Frassinetti". Cria-se o Aero Clube da Huila.
1939 - Funda-se o Radio Clube da Huila.
1942 - É lançada a primeira pedra da Escola Agrícola do Tchivinguiro.
1949 - O Caminho de ferro atinge a Chibia.
1953 - O Caminho de ferro atinge o Chiange. Chegam à Matala os primeiros colonos, no seguimento de um programa de colonização do Inspector Superior, Engenheiro Trigo de Morais, que começara com a construção da barragem hidroeléctrica sobre o Cunene. Começa-se a publicar o "Jornal da Huila", sob a direcção do Comandante de Marinha, Venâncio Guimarães Sobrinho.
1954 - O ensino local é valorizado com a abertura da Escola Industrial e Comercial e um curso de Professores, que se propunha ser o embrião da Escola de Magistério Primário.
1955 - O Caminho de Ferro, em direcção ao leste, atinge a Matala. Funda-se a Corporação dos Bombeiros Voluntários de Sá da Bandeira.
1956 - Chega a Sá da Bandeira o seu primeiro bispo, D. Altino Ribeiro de Santana.
1957 - A Escola do Tchivinguiro ascende à categoria de Escola de Regentes Agrícolas.
1959 - Inicia-se em Sá da Bandeira o primeiro movimento pró - Universidade de Angola. A cidade conta por esta altura cerca de 30000 habitantes.
1961 - É criado o Instituto Comercial.
1962 - O Governador Venâncio Deslandes anuncia a criação dos Estudos Gerais Universitários, em bases que vêm a ser julgadas inconstitucionais pelo Governo de Lisboa.
1963 - São efectivamente criados os Estudos Gerais Universitários, em Luanda, com delegações em Sá da Bandeira e Nova Lisboa. Cria-se no mesmo ano a Escola do Magistério Primário. Funda-se a Editorial Imbondeiro, sob a direcção de Garibaldino de Andrade e Leonel Cosme, que constitui a primeiro movimento editorial angolano. A Câmara Municipal realiza o I° Encontro dos Escritores de Angola.
1966 - Começam a funcionar os Cursos dos 8º e 11º grupos e as Pedagógicas, na Delegação dos Estudos Gerais.
1968 - Começa a funcionar o curso de Ciências Matemáticas.
1969 - Extinguem-se os cursos de preparação de professores e criam-se os bacharelatos de Românicas, História, Geográficas, Pedagógicas e Matemáticas. É criada a Escola do Ciclo Preparatório "Marquês de Sá da Bandeira", logo frequentada por cerca de 1000 alunos.
1970 - O senso deste ano dava à cidade e arredores cerca de 50000 pessoas e 85000 no concelho do Lubango.
1973 - Sá da Bandeira festeja o cinquentenário de sua elevação a Cidade, contando, com as áreas circunvizinhas, cerca de 60000 habitantes, 6560 aluno primários nas área do concelho, cerca de 4000 no ensino secundário, meio milhar no ensino médio e outro tanto no ensino superior. Para assinalar a efeméride a Câmara Municipal realiza o Festival Internacional de música, com a presença de artistas de várias partes do mundo, sob a direcção do pianista Sequeira Costa, e constrói o Monumento ao Marquês de Sá da Bandeira.

Fonte

(fonte: Muhuilas)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

CALUQUEMBE - A SUA FUNDAÇÃO ADMINISTRATIVA FOI HÁ 100 ANOS

As terras em si já existem, não se fundam. Mas as povoações, sua estrutura administrativa, edificações, arruamentos, etc., esses, sim, começam algum dia pela decisão e mão do homem.
Foi a 9 de dezembro de 1916 que foi publicada no nº 49 do Boletim Oficial de Angola, I Série, a Portaria nº 233 do Governo-Geral de Angola, de 8 de dezembro de 1916, criando o Posto de Polícia Civil de Caluquembe, entre outros criados na mesma data. Faz agora 100 anos !
Era integrado na então circunscrição civil de Caconda, zona histórica, pertencente ao distrito de Benguela.
Do sumário do Boletim Oficial em causa extrai-se o seguinte:
“…
GOVÊRNO GERAL DE ANGOLA
Secretaria Geral do Govêrno:
Portaria n.º 233, criando, na circunscrição civil de Caconda, o posto de polícia civil de Caluquembe. “
                              
Segue-se no interior desse número do Boletim Oficial de Angola (página 329) o texto dessa Portaria:
            “ PORTARIA N.º 233
Nos termos do § 1.º do artigo 3.º do Regulamento das Circunscrições Administrativas, de 17 de abril de 1913, e atendendo à proposta do Governador do distrito de Benguela:
Hei por conveniente criar, na circunscrição civil de Caconda, o posto de polícia civil de Caluquembe, tendo por limites:
Norte – o limite sul do pôsto da Chicuma desde a nascente do rio Quê até às proximidades do rio Catumbela.
Sul – o limite norte do pôsto de Chicomba até à confluência do rio Cupacassa no Catapi.
Leste – o curso do riacho Iumbi até à sua confluência no Cupacassa; o curso deste rio até à sua confluência com o riacho Uaba. Da nascente do riacho Iumbi uma linha norte-sul até o limite sul do pôsto da Chicuma.
Oeste – o limite oeste da circunscrição, desde a nascente do rio Quê até próximo do paralelo 14º.
Cumpra-se.
Residência do Govêrno Geral, em Loanda, 8 de Dezembro de 1916. – O Governador Geral, Pedro Francisco Massano de Amorim.
Presumimos que na época (1916) se designava, como postos de polícia civil, a maioria das subunidades básicas civis, da administração do território de Angola, considerada então oficialmente uma província de Portugal. Também pensamos que esses postos de polícia civil viriam a ser designados posteriormente como postos administrativos chefiados por um chefe de posto, face a uma reforma administrativa de Angola subsequente.
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Pelo que Caluquembe, a partir de certa altura, foi designado posto administrativo. Mas, a esta distância temporal será algo difícil obter informações pormenorizadas através da memória oral, eventualmente transmitida a gerações seguintes e ainda vivas, tais como: onde teria sido instalado o primeiro posto de polícia civil, quem o chefiou de início, quando se transformou efetivamente em posto administrativo, etc.? Ou, por outro lado, será extremamente complicado ter o enorme trabalho de efetuar pesquisas intensas em arquivos históricos, nem sempre acessíveis.
No posto administrativo foi também criada, como autarquia, a junta local de Caluquembe, em meados dos anos 50.
            Caluquembe está situado no Sul de Angola, na hoje província, antigo distrito, da Huíla. Porém, à data da sua criação pertencia, tal e qual como a circunscrição civil de Caconda onde o mesmo estava integrado, ao distrito de Benguela, supomos que até aos anos 30 do século XX, sendo a partir de então integrado na Huíla.
            O posto administrativo foi promovido a concelho em 1965 (Portaria nº 14.061, de 13 de dezembro de 1965), sendo, por sua vez, dividido em quatro postos administrativos: sede, Chicomba (desanexado de Caconda), Negola (desanexado de Quilengues) e Calépi. O posto de Chicomba viria por sua vez a ser promovido a Concelho no início dos anos 70, pelo que Caluquembe ficou então com menos um posto administrativo.
            Concomitantemente à sua elevação a concelho, em 1965, foi criada a câmara municipal de Caluquembe, substituindo a anterior junta local.
            Na atualidade, o município de Caluquembe possui três comunas: sede, N’gola e Calépi. Tem uma área total de 3074 Km2 e, segundo o censo de 2014, possui 169420 habitantes.
                                                                                  
                                                                                          Júlio H. Rodrigues, 9/12/2016



                                                           
           

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Ensino em Caluquembe está reforçado



Arão Martins | Lubango
O administrador municipal de Caluquembe, José Arão Nataniel, anunciou na última sexta-feira que as infra-estruturas escolares entram em funcionamento a partir do próximo lectivo e que as obras estão a ser financiadas com fundos da União Europeia.
Com a conclusão das obras, centenas de crianças que vivem nas aldeias de Calonali, Etete, Caloningui, Cassapa, Lomba Alto e Baixo, Tchiengue Hengue, Tchitupi, Etonga Baixo, entre outras aldeias, vão poder estudar em melhores condições.
No município foram matriculados este ano mais de 69 mil alunos, desde o ensino primário ao secundário do II ciclo. Com estas construções, mais alunos vão ter acesso ao ensino.
O administrador municipal de Caluquembe reconheceu o apoio e a abertura da   cooperação com a União Europeia, que se tem mostrado disponível e presente na região.
“É a terceira vez, este ano, que a delegação da Comunidade Europeia visita a municipalidade. Por isso, ressalto o empenho desta instituição que nunca nos virou as costas naquilo que são os convénios com o Executivo, através dos acordos bilaterais”, disse o administrador municipal. Em Caluquembe está ainda a ser construída uma escola de 20 salas, para atender o ensino médio técnico-profissional.


Caluquembe é o quarto município mais populoso da província da Huíla, com 169.420 habitantes, depois do Lubango, Matala e Chibia. O administrador municipal disse que o Governo Provincial tem canalizado vários recursos com vista a criar novas infra-estruturas sociais e económicas.
Fruto do trabalho que está a ser desenvolvido, Caluquembe continua a registar progressos significativos de infra-estruturas públicas e privadas, nos sectores habitacionais, agro-pecuário, educação e vias de comunicação.
Os resultados dos vários programas do Executivo são visíveis nas três comunas do município, com acções na iluminação pública e domiciliar, requalificação e criação de espaços verdes, avenidas e passeios.
Os habitantes dos bairros Etonga, Sagrada Esperança e 4 de Fevereiro já consomem água potável, com a inauguração de novos sistemas de abastecimento.
Os referidos empreendimentossociais e económicos  foram criados com fundos do Programa Integrado de Desenvolvimento Rural e de Combate à Pobreza.

Fonte

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Hospital de Caluquembe como Centro de Referência


O Hospital de Caluquembe IESA constitui uma força na parte sul do Pais tem valor e tem uma missão. Tem um fundamento enraizado em Mateus 5:16, Mateus 9:35 Lucas 9:11 Estes elementos visão, força e missão foram erguidos desde o principio da historia da OMIESA e estão contemplados no programa estratégico da OMIESA 2008/2014.
Historial
O hospital de Caluquembe como a primeira instituição clínica da IESA começou com umas duas casotas e uma casa mortuária na Missão trabalhando ali algumas enfermeiras e o Senhor Francisco Salomão já encontrado.
Na sequência do quadro missionário e no alvo de servir o Povo Angolano na sua integra em 1919 doze anos depois chegou em Caluquembe – Angola, a primeira enfermeira de nome Rosa Herzog de nacionalidade Suíça para prestar cuidados de saúde primária e curativos. Quando volta da Suíça em gozo de ferias veio no estado de casada com o missionário Guillod Henri e decidem ir para Ebanga (vila Mariano Machado) actualmente Ganda.
Com as enfermidades que prevaleciam no seio do Povo, a Igreja não cruzou os braços aproveitou a presença dos delegados vindos da Missão Suíça para apresentarem as suas preocupações no acampamento que houve em Giraúl onde houve Baptismos. Essa era uma importante delegação enviada pela então Missão Filafricana na Suíça e que vinha propositadamente fazer o levantamento cabal no campo chefiada pelo Pastor Henri Monnier, em representação do presidente da Missão DR. Riller de Benoit.
É assim que prometem a Igreja de KUKALA um médico. Este facto de grande importância e histórico na IESA concretiza-se em 1943 com a chegada do DR. Rodolpho Auguste Bréchet., médico polivalente impulsionador e de estima respeitável. Ele veio dar mais ênfase ao valioso departamento de Saúde da IESA que acelerou o processo de Evangelização, de edificação, da Igreja, formação de quadros, fundação das missões e faz conhecer o nome de Caluquembe tanto Nacional, como Internacional até hoje e é o espelho da IESA. “”Dizia um governante em 13 de Setembro de 2009 que a unidade sanitária pertencente a Igreja Evangélica Sinodal de Angola – IESA devido o número de atendimentos, a sua dimensão, que valeu o titulo de Hospital de referência a nível da região Sul.”” (Fonte jornal de Angola) Ele serve não só 230 milhões de habitantes da região e uma extensão de 44 mil quilómetros quadrados e é habitado sobretudo por uma população camponesa.
O Hospital foi construído até 1947 e inaugurado no tempo de Jubileu e a sua ampliação foi em 1972. Quem fala da Obra médica da IESA fala do Hospital de Kaluquembe, que naquela altura teve a sua sustentabilidade incontestável a partir da Missão na Suíça, dos parceiros Internacionais até ao êxodo dos Missionários do Pais em virtude da guerra que assolou o nosso Pais até 1992.
A Crise

De 1993 -1994 Outubro a Obra médica experimentou uma dura crise jamais imaginada. A Igreja tinha que fazer manobras exercitar outros recursos, solicitando ajuda a outros parceiros e que pela graça de Deus muitos responderam positivamente dando a sua mão e pelo que o Hospital ressuscitou e vive ate a data. Depois de um trabalho árduo o Dr. Paulo Manuel trabalhou no lançamento com adquirir e ingressar o pessoal no OGE (Orçamento Geral do Estado). O Governo Angolano através do Ministério de Saúde aceitou contemplar o Hospital de Caluquembe (IESA) com o orçamento geral do Estado, verba essa que cobre cerca de 70á 80% dos salários dos trabalhadores despesas correntes do hospital ficando ainda de fora pessoal não abrangido pela dotação do OGE formação de Técnicos na Escola Técnica e suas respectivas despesas.
Alguns destaques da Obra Medica (Hospital) IESA
Ø 1927 Construção de Ebanga 1a representante da Obra médica na Ebanga Da Rosa Guillod.
1930 Construção de Sussangue
1946-1947 Jamba Cubal
1950 Morte do Missionário André Rosselet Henri em Quilengues por correntes de água para salvar o enfermeiro doente com trombocitopenia
1955-1959 Construção de Kassua
1961- Nondumbo 1979 Rapto de Edmeé Cottier
1965-1967- Lomolo –Bocoio Rapto da enfermeira missionário Ghandi Marinova junto alguns enfermeiros 1977
1982-1989 Envio de Candidatos para medicina –Luanda (4)
1999 – Benguela A enfermeira representante da Lepra e EBD crianças Therese Fuhrer é morta
1993-1994- Destruição e abandono da Missão de Kaluquembe assim como o Hospital de Caluquembe destacou-se a enfermeira Elisabeth Gafner que por vontade de Deus preferiu ficar e sofrer com os Angolanos. (Valoroso combatente)
1993-1995 Construção do vale do Cavaco (Deposito de medicamentos
2001-2002-Oferta do Gerador de 25KVA pela Jembas e Assistência Técnica (Kohler) e contentor de roupa
2004-Bolsa Samaritanos ofereceram um motor de energia e contentor de medicamentos e material médico e comida
13/09/2009 Hospital de kaluquembe na Huíla ganha Pediatria construída em raiz no âmbito do Programa de Melhoria e Aumento da Oferta dos Serviços Sociais Básicos á População (PMAOSSBP) com objectivo reforçar o atendimento ás crianças carenciado deste Município e não só.
2010/04 Oferta de um Gerador de Luz de 65KVA pelo Vice-governador para Esfera Social (Velho Cunha)
O renascer do Hospital de Caluquembe
Enquanto não há Médico permanente dois ou mais médicos se comprometem a ir ao Município para cuidarem de casos especiais como centro de referência onde passou muitos médicos e enfermeiras de renome. “” Uma homenagem particular aos Missionários estrangeiros que mesmo em guerra não deixaram de cá vir para prestarem a sua solidariedade dizia um Governante””
As Parcerias entre Organismos e Governo deram grande incentivo para manter este Hospital, centros médicos e Postos de Saúde sem ruptura de stocks, os meios de comunicação em dia.
Hospital de Kaluquembe aos 19 de Agosto de 2010
O Director do Hospital
Nelson Andre

Tc. Medio de Saude 

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Igreja da Missão de Caconda Classificada como Património Histórico-cultural

Num lugar aparentemente inóspito, longe do centro urbano e fora da rota de estrada principal, (cerca de sete km da sede do Município de Kaconda a Norte da província da Huíla) ergue-se a Igreja dedicada ao Imaculado Coração de Maria, também conhecida como a Igreja da Missão de Kaconda.




quarta-feira, 1 de junho de 2016

Jorge Rodrigues [Comix]


26º PIQUENIQUE DE FAMÍLIAS AMIGAS DE CALUQUEMBE “ Princesa da Huíla…”

O prazer do reencontro e a alegria de reviver, não são contos, são a nossa maneira de ser e estar…



“Mulembas” esperam os convivas do piquenique…


26º PIQUENIQUE DE FAMÍLIAS AMIGAS DE CALUQUEMBE  “ Princesa da Huíla…”

Avizinha-se mais um Piquenique que irá realizar-se no dia 3 de julho de 2016 – 1º domingo do mês - no sítio habitual dos pinheiros mansos (Cabeço da Flauta) na zona da Lagoa de Albufeira (EN 377, cerca do Km 30), a partir do início da manhã e até à tardinha...

Não é preciso recordar o que é necessário para o Piquenique habitual, POIS Todos sabem.

Mas é necessário apelar-se a que não se deixe murchar, definhar, por fim desaparecer… este Dia – uma vez por ano – de oportunidade de descontração, de bem estar, de reencontro, de conversa, de comida, bebida e diversão, que começámos em 1990 e que chegou a congregar dezenas de familiares e amigos.

Contamos todos com a presença de muitos. Será um dia bem agradável certamente. Este tipo de convívios é quase a última evocação do elo forte que une nossas famílias pela vivência comum, de alma e coração, na nossa querida terra - Caluquembe.

Compareçam. Levem familiares e amigos.
31 de maio de 2016
  De todos para todos…
Lembrança: no fim de semana seguinte,9 e 10 de julho, realizar-se-á nas Caldas da Rainha o 39º Convívio Anual de “Os Inseparáveis da Huíla”, outra jornada de grande interesse, convívio e emoção.




PS: Caros amigos e familiares, por motivos de saúde óbvios, não prometo estar presente neste piquenique, no entanto farei todos os possíveis para não faltar. 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Guia Turístico de Angola, Inovação Mundial


Apresentação do primeiro grande guia turístico de Angola Volume I.  com a participação de Jorge Kalukembe.

Inovação Mundial com aplicação tecnológica onde é possível visualizar 20 filmes de Angola.






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