segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

FOI HÁ 40 ANOS QUE CHEGÁMOS A PORTUGAL …


Neste ano, já é a terceira vez que vos escrevo acerca de 40 anos volvidos sobre diversos acontecimentos pessoais e familiares.

Desta vez, vou partilhar convosco a nossa parcela, considerando a minha família nuclear e próxima, no êxodo que constituiu a vinda de muitos milhares de refugiados deAngola, Moçambique e dos outros territórios. Por diversas formas vieram, como é consabido. No caso de Angola: grande parte dos refugiados veio pela ponte aérea paraPortugal; outros ainda vieram em navios diretamente de Angola para Portugal enquanto possível; outros milhares, refugiaram-se no Sudoeste Africano (hoje Namíbia) e na África do Sul, onde alguns conseguiram por lá ficar, mas, grande parte destes certamente teve de rumar para Portugal também, ou para outros países, quer por via aérea, quer por navios fretados para transportar os refugiados que estiveram temporariamente alojados em campos. Os números de cada situação e os globais são um tanto imprecisos, consoante as fontes, mas todos juntos fomos largas centenas de milhares de refugiados das antigas províncias ultramarinas.

Ora, narro agora o nosso caso, o da odisseia do meu grupo familiar. Era outubro de 1975. Face às condições de grande instabilidade político-militar na pré- independência de Angola, insegurança, lutas constantes entre forças do MPLA e da UNITA na cidade do Lubango, onde vivíamos nessa conturbada época, aliada à crescente escassez de bens de primeira necessidade, deficiência na assistência de saúde, enfim a zona e a cidade a aproximarem-se quase do colapso social, comercial e económico. Tempos pois estonteantes, de muito risco, altamente inseguros sob todos os pontos de vista, pelo que, fomos forçados a tomar a resolução de também partir... Tal qual, como milhares de refugiados já o haviam feito antes de nós, e como outros o fizeram depois. Era a salvação imediata. E o destino que escolhemos, face a haver uma ponte aérea, foi Portugal, reforçado por alguns de nós sermos funcionários públicos, o que permitiria, prometia-se, e veio a acontecer, ingressar no funcionalismo em Portugal, num criado quadro geral de adidos.

Eis, pois, a constituição desse grupo, desta família que fora de José Maria Rodrigues (este falecido, em condições confrangedoras, no Lubango pouco tempo antes, em 26.09.1975, como já relatei noutro escrito que vos enviei): Irene, minha mãe, na época com 64 anos; sua afilhada Joana, jovem de 14 anos; meu irmão Higino, 32; sua mulher e minha cunhada Aldina, 29; seu segundo filho Bruno, com tenra idade; minha mulher, Helga, 23; com nosso bebé Henrique, quase recém-nascido pois tinha um mês e meio de idade; minha filha Graça, 8; e eu, Júlio, com 31 anos. Nove pessoas ao todo, sendo cinco adultos, três crianças e uma adolescente.

Nas semanas anteriores, foi conseguir encomendar caixotes nas últimas carpintarias em funcionamento na cidade, e ir enchendo-os com o possível: máquina de lavar roupa, outros pequenos eletrodomésticos, máquina de costura Singer (da minha idade, pois entrou na minha casa em Caluquembe no dia em que nasci e que ainda hoje a conservo), tapetes, carpetes, utensílios, aparelhos diversos, bibelôs, imensos livros (meu pai possuíra uma biblioteca razoável e havia sido um grande leitor), algumas mobílias e peças de mobiliário, álbuns de fotografias, slides, malas da cânfora, bar chinês, projetor de slides, écran, utilidades diversas e inúmeras outros objetos que era possível meter em uma dúzia de caixotes, de diversas cubicagens. Tentávamos encaixotar a nossa vida…disfarçar o vazio que crescia na nossa alma.

A minha tia Madalena, prima direita e cunhada de minha mãe, foi incansável na ajuda que nos deu a arrumar os caixotes. Mas de notar que a maioria desses bens encaixotados pertenciam ao recheio da casa de minha mãe, e que fora do meu pai; bem como ao recheio da casa do Higino e Aldina, que arranjaram igualmente os seus caixotes. Mas, os pertences, meus e da Helga, constituídos sobretudo pelas muitas prendas de casamento, este ocorrido ainda não havia um ano na ex-Nova Lisboa (Huambo), ficaram por lá, visto que as condições de insegurança ainda foram piores, mais insuportáveis que as do Lubango e já não foi possível aos pais da Helga, onde os nossos bens se encontravam guardados, providenciarem o seu transporte para Portugal. Quanto aos automóveis, consegui ir a Moçâmedes, uns tempos antes da nossa partida, despachar o carro de meus pais, um Audi 100 LS, e o meu, um Autobianchi A111. Estacionei os dois juntos no imenso parque de viaturas à espera de embarque; ainda pensámos meter coisas nos porta-bagagens mas, receosos, não o fizemos, e ainda bem, pois só o meu carro chegou a Portugal, o de meus pais nunca apareceu…Houve quem o tivesse visto a circular, tempos depois, numa cidade em Angola, subtraído assim ao embarque... O Higino e a Aldina também despacharam dois automóveis, um seu (Mini) e outro (Lancia) dum cunhado os quais tiveram o mesmo destino, isto é, nunca chegaram a Portugal.

Voltando ao Lubango: lá conseguimos ainda alugar uma camioneta que levasse os caixotes à estação do Caminho de Ferro, sita no bairro de Stº António, que seriam transportados para o porto de Moçâmedes (hoje Namibe) a fim de seguirem para Lisboa. Todos estes afazeres, formalidades alfandegárias, requerimentos, guias de desembaraço, etc., quer em relação aos bens, quer a nós próprios, eram conduzidos num stress indescritível, com muita tensão e nervos, e sob emoção e tristeza, face ao abandono iminente de nossas casas e de muitos outros pertences, ainda que alguns fossem móveis eram intransportáveis, mas sobretudo chorávamos por dentro pela saída, forçada pelas
circunstâncias, da nossa, e de nossos ascendentes, querida terra angolana, e assim deixarmos os nossos sonhos. E ficámos apenas com a memória. Talvez alguns acessos de tristeza estivessem a ser anestesiados no momento, pela psicose coletiva que se estabeleceu, ao haver todos os dias um número crescente e imparável de refugiados de partida da cidade, entre conhecidos, desconhecidos, amigos, familiares. E, ainda, no coração de cada um, decerto, haveria uma réstia de esperança de um dia no futuro voltarmos a viver e trabalhar na nossa querida terra angolana…que não desejáramos abandonar (mas a este grupo familiar que relato nunca aconteceu alguém voltar a viver em Angola, pelo menos até à atualidade…).

As datas que refiro de seguida, penso estarem certas. Assim, o dia 10 de outubro de 1975 chegou. Foram as despedidas finais emocionantes, da prima Isaura que chorava, da Madalena que não chorava mas tinha um semblante tristíssimo (ela também, sem o imaginar na ocasião, teria de refugiar-se em Portugal meses depois), etc. Era o meu pai que ficava e deixávamos… lá no cemitério da Mitcha. Tomámos um comboio na estação de Stº António, aliás a estação que servia e serve o Lubango, visto que na época a antiga já fora desativada. Chegava a noite desse dia. Nós, e dezenas ou centenas de outros refugiados tomámos o comboio. Lembro-me que, pelo menos, a cabine onde viajámos, não tinha luz e fizemos a viagem de noite inteira às escuras… O meu amigo de peito e colega Pissarra, padrinho de casamento da Helga, também viajou nesse comboio e connosco continuou, passando praticamente a fazer parte do nosso grupo familiar.

Chegados pela manhã do dia 11 a Moçâmedes, fomos desembarcados no porto comercial. Estava-nos destinado um navio da Armada Portuguesa, a navio tanque reabastecedor S. Gabriel (que hoje já não existe; ver foto). Ali fomos arrumados para  pernoitar da forma como foi possível, mais ou menos assim: mulheres e crianças na coberta, homens no convéns, praticamente ao relento ou nos “varandins” laterais. Não nos queixávamos, resignávamo-nos. E, lá se iniciou a viagem marítima pela costa angolana, julgo que já era da parte de tarde, rumo à capital Luanda. Levávamos connosco farnéis e alguns pertences em malas ou sacos que nos podiam acompanhar. Não tivemos frio, pois em Angola, em outubro, está temperatura amena, não choveu, e dormimos, os homens, encostados uns aos outros, lá em cima, éramos muitos e havia que rentabilizar o espaço, e as mulheres e crianças em beliches na coberta, como já indicámos atrás.


 Navio tanque reabastecedor da Armada Portuguesa



Fotos seguintes: 11 e 12.outubro.1975


  No porto de Moçâmedes enquanto se aguardava o embarque
(Helga com bebé Henrique, Joana, Irene e Aldina)

 Idem, quase a embarcarem (em primeiro plano consegue-se ver o nosso grupo familiar)



Pela manhã, começava o dia 12, até avistámos golfinhos, pois quando navegávamos no final do percurso já o sol rompera, até aportarmos em Luanda.

Irene, Higino e Aldina a bordo do navio reabastecedor da Armada Portuguesa
S .Gabriel, rumo a Luanda

Aguardámos algum tempo no navio e depois fomos levados em autocarros, julgo lembrar-me, para o antigo quartel do batalhão de paraquedistas 21, nos arredores de Luanda, em Belas. O qual estava feito num autêntico campo de concentração, degradado, com instalações sanitárias imundas, falta de água com frequência. A Helga, o bebé e as mulheres e crianças lá armaram melhor proteção, dos mosquitos também, numa antiga caserna e os homens preferiram dormir quase ao relento, e no chão. O Pissarra continuava connosco. Havia distribuição de alimentos e organização dos grupos que seguiriam nos próximos aviões da ponte aérea.

E, faziam-se avisos e chamavam-se pessoas por altifalantes ou íamos a uma secretaria saber informações. Felizmente para nós, apenas estivemos ali uma noite e um dia, mais ou menos, nesse campo tão desolador e tão sujo já, do que fora um impecável quartel. O Pissarra e eu, ainda conseguimos, arranjar forma de irmos ao centro da capital, mormente para recolhermos os nossos processos individuais nos serviços de veterinária de Angola, o que era facultado a quem viesse ingressar no tal quadro geral de adidos.

No aeroporto de Luanda, na noite de 13 de outubro, pisámos pela derradeira vez o solo angolano. Tomámos, um avião soviético, apercebemo-nos disso no decorrer da viagem, rumo a Lisboa. Na cabine só podíamos trazer o indispensável, pois malas e objetos considerados a mais iriam no porão, não facultaram nada. Na barafunda da entrada para o avião, perdeu-se o leite em pó e o biberão do Henrique. A bordo, lá conseguimos que as assistentes arranjassem um biberão e outro leite, mas, para um bebé, foi uma alteração rápida e daí, talvez, o desencadear dum problema de gastrenterologia e desidratação que adveio dias depois em Lisboa, com o seu internamento, com prognóstico muito reservado, no hospital pediátrico D. Estefânia, onde, à partida, houve muita dificuldade em o internar, o que foi conseguido face à sensibilidade dum médico espanhol de serviço. E onde o bebé, sem saber, lutou pela vida durante talvez mais de dez dias. Voltando ainda atrás, à viagem de avião para Lisboa: forneceram-nos refeição a bordo e tentámos dormir, tão exaustos estávamos, psíquica e fisicamente.

Chegámos a Lisboa manhã cedo, era o dia 14 de outubro de 1975. A Cruz Vermelha encaminhou a Helga e o bebé para um local mais recolhido naquelas instalações do edifício do aeroporto, espaços repletos impressionantemente de pessoas, a maioria sentada ou deitada no chão, atapetado com cobertores, com a humidade e o frio já do outono, tudo para nós desconhecido e quase nos amedrontava. Num balcão improvisado do Banco de Angola, trocaram-nos 5 contos de escudos angolanos, por pessoa, por 5 contos do dinheiro de Portugal, embora trouxéssemos, alguns de nós,
dezenas ou centenas de contos angolanos das nossas poupanças. Dinheiro angolano esse que se tornou lixo. Porém, outros refugiados, sabia-se, nem os cinco contos tinham para troca.

Nesse dia ainda, a Helga e eu, apanhámos um táxi para irmos para o parque municipal de Monsanto procurar a casa dum amigo que nos veio a receber durante algum tempo; o táxi deixou-nos algures por Monsanto, perante uma morada incerta, e ainda tivemos de muito andar a pé para dar com a casa do nosso amigo, funcionário do parque, o Pedro Baptista. Desconhecíamos que o IARN, Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais, nos podia ter dado alojamento em hotéis. Mais tarde, viemos a fruir desse apoio. O Higino, Aldina e Bruno foram logo encaminhados, sem muito esperarem, por um cunhado, o Luís que já chegara a Portugal há semanas, para um hotel em Colares. E assim, o grupo separou-se logo à chegada a Portugal. Foi pena, mas foram as circunstâncias. O Pissarra seguiu para o norte para junto de sua família.

E, fomos tentando resolver as nossas vidas de imediato, de desenrasque em desenrasque… De luta em luta. De fila em fila.

Do grupo familiar, cada um teve o seu percurso pessoal e profissional nestas quadro décadas. Sucintamente: minha mãe, Irene, foi doméstica, viveu sempre comigo, faleceu aos 99 anos em Sesimbra; Joana, afilhada, trabalhou em diversos locais, tem um filho, e hoje vive e trabalha em Inglaterra (já foi algumas vezes ao Lubango); minha filha Graça trabalhou em várias empresas, teve três filhas, reside no concelho do Seixal onde é empregada duma indústria; Higino, meu irmão, reside no concelho do Seixal, tem três filhos de Aldina, que foi professora do ensino básico, e faleceu aos cinquenta e tal anos, em 2002, foi sepultada onde vivia ultimamente, em Mafra; seu filho Bruno, é hoje bombeiro e reside na Ericeira; Helga é funcionária e reside em Sesimbra, tivemos mais dois filhos para além do Henrique, este licenciou-se, é funcionário municipal em Sesimbra e reside na Amora, tem três filhos; por fim, eu, Júlio, fui médico-veterinário municipal em Sesimbra, hoje já aposentado, e onde resido (fui duas vezes à nossa terra Lubango: a primeira em 2003, com o Henrique também; a segunda, em 2013, sozinho, ao Lubango e Caluquembe, esta minha terra natal).

Fez há dias, em 14 de outubro, 40 ANOS QUE CHEGÁMOS A PORTUGAL. Outras terras, outras gentes, outras vidas. Os tempos seguintes, ou seja, os primeiros dias, semanas, anos e décadas, duma vida nova, diferente, difícil e desenraizada, onde a amargura pela saudade da terra e da vida que deixámos em definitivo lá longe nunca se desvaneceu, ficarão para outros escritos, talvez.

                                                                                                      Júlio (Sesimbra, out.2015

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Clã Rodrigues

Do clã Rodrigues em Portugal, temos o Nilton, que dispensa apresentações.

 

 

 

Clique para saber mais


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Clã Rodrigues de Caluquembe, em S. Paulo-Brasil.  Um exemplo de coragem, trabalho,  iniciativa   e perseverança .

 

 

 

Jorge Rodrigues, no minuto 1.42.

 

Jorge Rodrigues, no minuto 1.01 e no minuto 2.00

Noticias de Caloiros da canção
      

Em Portugal, mais um exemplo de trabalho e criatividade de outro membro do clã Rodrigues - outra Caluquembense

No minuto 1.27,  Suzy Lorena Rodrigues

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Jorge Kalukembe,  publicou os livros "Chicoronho", Educação Pilar da Soberania, Caminho do Desenvolvimento em Angola” Investigação realizada em Angola na área da educação económica, e mais recentemente o livro  "Angola e o Mundo na era pós petróleo"
Apresentação do livro “Educação Pilar da Soberania, Caminho do Desenvolvimento em Angola”.
Apresentação do livro “Chicoronho” na Fnac Algarve

 

Publicou também o livro “Chicoronho”.

Importa salientar, que a totalidade da verba arrecadada pelo autor, será entregue à Missão da Huila.

 




Jorge Kalukembe participa no Programa 10-12 da TPA e apresenta o seu novo livro, um ensaio geopolítico: "Angola e o Mundo, na Era Pós-Petróleo" (24 de Junho de 2011).

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Clã Rodrigues de Caluquembe, em S. Paulo-Brasil.  Um exemplo de coragem, trabalho,  iniciativa   e perseverança .

Jorge Rodrigues, no minuto 1.42.


Jorge Rodrigues, no minuto 1.01 e no minuto 2.00
Camilo copy
Aqui um pequeno resumo da vida e história de Camilo Reis Rodrigues e seus filhos no Brasil - Clique na imagem

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Cerca de 17 000 colecionadores de quadrinhos devem passar hoje, amanhã e domingo pela Fest Comix, a maior feira brasileira dedicada ao tema, com palestras, sessões de autógrafos e, principalmente, HQs a preços promocionais. Serão 500 mil revistas em oferta (algumas custando apenas 1 real) e outras 100 mil importadas. O evento é organizado pela Comix Book Shop, negócio que começou como uma pequena banca de jornal nos anos 80 e é comandada por uma família angolana.

O pai, Camilo Rodrigues, nasceu em 1934 na cidade de Caluquembe, em Angola. De uma hora para outra, a plantação familiar de trigo secou e os Rodrigues se viram na pobreza. Com ajuda de parentes, abriram uma “loja mista”, como eram chamados os estabelecimentos que vendiam todo tipo de artigo, de bicicletas a agulhas. Em 1974, estouraram os conflitos que levariam à independência de Angola e a uma guerra civil que durou 27 anos. Rodrigues decidiu partir com a mulher e os sete filhos para o Brasil. “A casa onde eu morava estava toda destruída”, diz. “Chegaram a me chamar de covarde pelas ruas, mas depois muitos deles fugiram para cá também.” Por causa dos bombardeios, o aeroporto da capital Luanda estava fechado. A família viajou de carro até a África do Sul, onde embarcou para o Brasil. Chegaram a São Paulo em dezembro de 1975.


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Camilo Rodrigues e Jorge comandam equipe de 26 funcionários na Comix. Foto: Míriam Castro/AE



Camilo trabalhou por 14 anos em depósitos de doces pela cidade. Um de seus filhos, Carlos Rodrigues, herdou o faro para negócios e, depois de trabalhar em bancas de jornal, decidiu comprar a sua própria, na Alameda Lorena, em 1986. “Na época, a banca estava caindo aos pedaços”, conta Jorge Rodrigues, um dos irmãos que administra a Comix. “O mercado de quadrinhos no Brasil praticamente não existia”. As revistas de super-heróis não eram importadas em sequência. Cabia aos leitores esperar pela sorte de encontrar, por acaso, o volume que procuravam em meio a uma remessa de revistas de variedades de alguma livraria. Carlos, que estava atrás de um diferencial para sua banca, foi procurado por uma importadora, que queria mudar esse quadro. A empresa oferecia uma espécie de assinatura: as revistas chegariam mês a mês, sem interrupção.

Deu tão certo que a Comix chegou a ter 200 clientes fiéis, que retiravam regularmente as revistinhas. “Alguns fregueses compravam até 10 títulos de uma vez”, afirma Jorge. Com o sucesso das HQs, a loja começou a revender card games, o que fazia com que fãs lotassem o local aos sábados. Em 1993, oa banca já tinha crescido. Mas o espaço não era ainda suficiente. Por isso, a Comix foi obrigada a se mudar para o número 1.998 da Alameda Jaú, também nos Jardins, onde está até hoje.


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Foto: JF Diorio/AE

 

São dois pisos em que é até difícil circular, já que as estantes de revistas ficam bem próximas. No térreo, ficam os lançamentos e as principais publicações do mercado, além de DVDs, Blu-Rays de séries e filmes relacionados a quadrinhos, figuras colecionáveis e toy arts. Subindo uma estreita escada em espiral, o cliente encontra uma disposição diferente, definida pelo próprio Jorge como “um sebo de quadrinhos”. Edições mais antigas ficam armazenadas em nichos e prateleiras, esperando a chegada de um colecionador garimpeiro. “Na juventude, gostava muito de ler”, conta o patriarca. Atualmente, a visão debilitada não permite que leia muito. Uma exceção é Príncipe Valente, história criada em 1937 pelo canadense Hal Foster. “Gosto dela porque fala de tempos antigos, assunto que me interessa bastante”.

Hoje o pai e dois filhos administram o negócio. O irmão Camilo José – que não fica o tempo todo na loja, mas comanda o depósito de publicações – começou a trabalhar na banca em 1995. Jorge, que também já tinha trabalhado em bancas de jornal, entrou para o time da Comix em 2000. O fundador, Carlos, que também criou uma editora de quadrinhos, a extinta Opera Graphica, decidiu deixar o comando da loja em 2008.

A Comix tem 26 funcionários fixos, contando com a loja online, o depósito e o setor administrativo. Em época de Fest Comix, são criados pelo menos 120 empregos diretos, além de seguranças, bombeiros e faxineiros. Como a feira surgiu? Todo mês de janeiro, Carlos fazia uma grande liquidação para atrair clientes no mês de férias. Em 2001, a família Rodrigues decidiu dar mais pompa ao evento e o batizou de Fest Comix. Além das vendas, o evento procura aproximar os autores das histórias em quadrinhos do público. Na primeira edição, que foi realizada na rua mesmo, em frente à loja, o público foi de 200 pessoas. Este será o último ano do Fest Comix no Centro de Convenções São Luís. “Estamos atrás de um lugar ainda maior para o ano que vem”, diz Jorge.

Serviço:

19ª Fest Comix

19, 20 e 21/10

Centro de Eventos São Luís – R. Luís Coelho, 323, Metrô Consolação

Entrada: R$ 10

Comix Book Shop

Al. Jaú, 1.998, Jd. Paulista, 3088-9116

(Com colaboração de Míriam Castro)


Fonte:http://blogs.estadao.com.br/curiocidade/a-familia-que-comanda-a-fest-comix/


terça-feira, 10 de novembro de 2015

A COSTELA AFRICANA DOS FILHOS DOS RETORNADOS

Entre 1974 e 1975, meio milhão de pessoas desembarcaram em Portugal vindas das ex-colónias. Chamaram-lhes retornados, apesar de muitos não terem nascido aqui. A vida nunca mais foi igual, nem para quem veio nem para quem cá estava. Nos 40 anos da independência de Angola, recordamos histórias de quem chegou ainda menino e moço mas jamais esqueceu que, um dia, tinha vivido em África.

por Dina Soares e Joana Bourgard
No dia 11 de Novembro de 1975, Angola tornou-se um país independente. Para trás, ficavam quase 500 anos de presença portuguesa e 13 anos de guerra pela libertação. Esperavam-na mais 27 anos de uma guerra civil que matou meio milhão de pessoas, provocou mais de um milhão de deslocados arrasou infraestruturas, empreendimentos económicos, instituições.
Em pouco mais de um ano, entre o Verão de 1974 e o Verão de 1975, chegaram a Portugal, vindas das ex-colónias, cerca de 500 mil pessoas. Mais de metade veio de Angola, nos 905 voos de Luanda e Nova Lisboa para Lisboa ou pelos seus próprios meios.
Entre os retornados – palavra que os repugna mas também que os une – cada um tem sua história. Os mais velhos relatam dificuldades, falta de emprego, de casa, de dinheiro, de tudo. Os mais novos – adolescentes ao tempo da independência – guardam na memória dias de liberdade e descontração. Maria José, Isabel e Paula tinham entre 12 e 17 anos quando regressaram. Cresceram e fizeram-se adultas em Portugal mas África corre-lhes no sangue. Bruno já nasceu cá, as memórias de Angola são do pai, que fez dele o cofre das suas recordações africanas.
Veja mais clicando aqui
















sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Hmenagem aos Chicoronhos


Sendo descendente de chicoronhos e homenageando os meus ascendentes, recomendo a leitura do livro "CHICORONHO" escrito pelo meu sobrinho Jorge Kalukembe. O Romance "CHICORONHO", retrata a origem de um novo povo, o mais recente do continente africano. É uma história fascinante do encontro entre dois povos no Sudoeste de Angola. A incrível aventura e coragem dos fundadores de uma das cidades mais bonitas de Angola – Sá de Bandeira, a actual Lubango –






Origem da palavra CHICORONHO
A palavra CHICORONHO tem origem na ocupação do sudoeste angolano iniciado em finais de 1884. 


Decorria o mês de Outubro de 1884, quando cerca de 222 madeirenses partiram em direcção ao sudoeste angolano, a viagem demorou cinco semanas. Assim a 17 de Novembro os referidos madeirenses desembarcaram no Namibe e chegaram ao Lubango nas vésperas do Natal de 1884. Estes madeirenses foram então os fundadores da Colónia de Sá da Bandeira. 

Os militares portugueses sediados no Sudoeste Angolano tratavam os mencionados madeirenses de colono (com desprezo),  porque eram essencialmente pobres e humildes e originários da colónia da Madeira. 
O povo local – Muila da subetnia Nhaneca – via o militar português a tratar o madeirense de colono, por conseguinte, o muila passou a trata-lo na sua língua (Nhaneca) por Otyikolonyo para o distinguir do português militar que designavam de Omuputu.

Importa esclarecer que a grafia «tyi» fica foneticamente «chi», assim da palavra Nhaneca, Otyikolonyo originou a palavra Chicoronho para designar todos os descendentes de mais de um milhar de madeirenses que fundaram e desenvolveram uma das cidades mais bonitas de Angola – antiga Sá da Bandeira a actual Lubango.



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A família que comanda a Fest Comix

 

Cerca de 17 000 colecionadores de quadrinhos devem passar hoje, amanhã e domingo pela Fest Comix, a maior feira brasileira dedicada ao tema, com palestras, sessões de autógrafos e, principalmente, HQs a preços promocionais. Serão 500 mil revistas em oferta (algumas custando apenas 1 real) e outras 100 mil importadas. O evento é organizado pela Comix Book Shop, negócio que começou como uma pequena banca de jornal nos anos 80 e é comandada por uma família angolana.

O pai, Camilo Rodrigues, nasceu em 1934 na cidade de Caluquembe, em Angola. De uma hora para outra, a plantação familiar de trigo secou e os Rodrigues se viram na pobreza. Com ajuda de parentes, abriram uma “loja mista”, como eram chamados os estabelecimentos que vendiam todo tipo de artigo, de bicicletas a agulhas. Em 1974, estouraram os conflitos que levariam à independência de Angola e a uma guerra civil que durou 27 anos. Rodrigues decidiu partir com a mulher e os sete filhos para o Brasil. “A casa onde eu morava estava toda destruída”, diz. “Chegaram a me chamar de covarde pelas ruas, mas depois muitos deles fugiram para cá também.” Por causa dos bombardeios, o aeroporto da capital Luanda estava fechado. A família viajou de carro até a África do Sul, onde embarcou para o Brasil. Chegaram a São Paulo em dezembro de 1975.


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Camilo Rodrigues e Jorge comandam equipe de 26 funcionários na Comix. Foto: Míriam Castro/AE



Camilo trabalhou por 14 anos em depósitos de doces pela cidade. Um de seus filhos, Carlos Rodrigues, herdou o faro para negócios e, depois de trabalhar em bancas de jornal, decidiu comprar a sua própria, na Alameda Lorena, em 1986. “Na época, a banca estava caindo aos pedaços”, conta Jorge Rodrigues, um dos irmãos que administra a Comix. “O mercado de quadrinhos no Brasil praticamente não existia”. As revistas de super-heróis não eram importadas em sequência. Cabia aos leitores esperar pela sorte de encontrar, por acaso, o volume que procuravam em meio a uma remessa de revistas de variedades de alguma livraria. Carlos, que estava atrás de um diferencial para sua banca, foi procurado por uma importadora, que queria mudar esse quadro. A empresa oferecia uma espécie de assinatura: as revistas chegariam mês a mês, sem interrupção.

Deu tão certo que a Comix chegou a ter 200 clientes fiéis, que retiravam regularmente as revistinhas. “Alguns fregueses compravam até 10 títulos de uma vez”, afirma Jorge. Com o sucesso das HQs, a loja começou a revender card games, o que fazia com que fãs lotassem o local aos sábados. Em 1993, oa banca já tinha crescido. Mas o espaço não era ainda suficiente. Por isso, a Comix foi obrigada a se mudar para o número 1.998 da Alameda Jaú, também nos Jardins, onde está até hoje.


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Foto: JF Diorio/AE

 

São dois pisos em que é até difícil circular, já que as estantes de revistas ficam bem próximas. No térreo, ficam os lançamentos e as principais publicações do mercado, além de DVDs, Blu-Rays de séries e filmes relacionados a quadrinhos, figuras colecionáveis e toy arts. Subindo uma estreita escada em espiral, o cliente encontra uma disposição diferente, definida pelo próprio Jorge como “um sebo de quadrinhos”. Edições mais antigas ficam armazenadas em nichos e prateleiras, esperando a chegada de um colecionador garimpeiro. “Na juventude, gostava muito de ler”, conta o patriarca. Atualmente, a visão debilitada não permite que leia muito. Uma exceção é Príncipe Valente, história criada em 1937 pelo canadense Hal Foster. “Gosto dela porque fala de tempos antigos, assunto que me interessa bastante”.

Hoje o pai e dois filhos administram o negócio. O irmão Camilo José – que não fica o tempo todo na loja, mas comanda o depósito de publicações – começou a trabalhar na banca em 1995. Jorge, que também já tinha trabalhado em bancas de jornal, entrou para o time da Comix em 2000. O fundador, Carlos, que também criou uma editora de quadrinhos, a extinta Opera Graphica, decidiu deixar o comando da loja em 2008.

A Comix tem 26 funcionários fixos, contando com a loja online, o depósito e o setor administrativo. Em época de Fest Comix, são criados pelo menos 120 empregos diretos, além de seguranças, bombeiros e faxineiros. Como a feira surgiu? Todo mês de janeiro, Carlos fazia uma grande liquidação para atrair clientes no mês de férias. Em 2001, a família Rodrigues decidiu dar mais pompa ao evento e o batizou de Fest Comix. Além das vendas, o evento procura aproximar os autores das histórias em quadrinhos do público. Na primeira edição, que foi realizada na rua mesmo, em frente à loja, o público foi de 200 pessoas. Este será o último ano do Fest Comix no Centro de Convenções São Luís. “Estamos atrás de um lugar ainda maior para o ano que vem”, diz Jorge.

Serviço:19ª Fest Comix19, 20 e 21/10Centro de Eventos São Luís – R. Luís Coelho, 323, Metrô ConsolaçãoEntrada: R$ 10Comix Book ShopAl. Jaú, 1.998, Jd. Paulista, 3088-9116(Com colaboração de Míriam Castro)

Fonte:http://blogs.estadao.com.br/curiocidade/a-familia-que-comanda-a-fest-comix/


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Faleceu em Caluquembe Isabel Gola "Gêpere"





É com muito pesar que informo que faleceu Isabel Gola "Gêpere"

Há 15 anos tive o prazer de estar contigo, querida Isabel. Com grande saudade, e a certeza de que nunca cairás no esquecimento, aqui presto a minha homenagem. 
No lugar lindo em que estás descansa em paz, minha querida amiga.


Disse-lhe Jesus:

Eu sou a ressureição e a vida. 
Aquele que crê em mim ainda que morto viverá.
E todo aquele que vive e crê em mim, jamais morrerá....
João 11:25-26

Saudades de Angola






Dedico a todos os que saíram de Angola e nunca mais voltaram

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Estudante de 18 anos eleita Miss-Caluquembe 2015


Caluquembe - Maria Helena Braga Chiwana, estudante da 10ª classe, de 18 anos idade,  eleita miss Caluquembe 2015, numa gala em que participaram 12 concorrentes e animada pela cantora Edmásia.



 Maria Chiwana eleita Miss Caluquembe




A jovem estudante acumulou 133 pontos do jurado presidido pelo jornalista, Morais Silva e teve como primeira e segunda-dama de honor, Leila Pires Bunga, de 17 anos, com 126 pontos e Lurdes Joaquim, de 18, com 125.

A vencedora recebeu como prémio uma viatura nova entregue pelo administrador municipal, José Arão Chissonde, enquanto as damas de honor foram brindadas com motorizadas e fogões.

Nesta gala em que estiveram presentes perto de mil espectadores, foram ainda eleitas Ana Gonga, como miss simpatia e Yara Gouveia, como fotogenia, enquanto Lurdes Joaquim recebia também o prémio de melhor traje tradicional.

Aos jornalistas, a miss eleita disse que vai trabalhar num programa de integração de crianças desfavorecidas, sobretudo as que se ocupam da venda de produtos nas ruas do município.

Admitiu que foi um concurso difícil, até porque as outras cocorrentes também tinham uma potencial muito grande.

A oitava gala de eleição da miss Caluquembe decorreu sob o lema “Pela diversificação da economia, apostemos na formação técnica, profissional e na produção local”.

Maria Chiwana substitui Dulce Luís. O município de Caluquembe dista a 193 quilómetros a norte do Lubango.


Fonte

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Huíla: Concurso de beleza elege hoje Miss do município de Caluquembe




DULCE LUÍS, AO CENTRO, MISS CALUQUEMBE 2014.
FOTO: MORAIS SILVA/ARQUIVO






O evento realiza-se sob o lema: “reconstrução do país e a diversificação da economia”, numa promoção conjunta da administração local e do comité miss Caluquembe.
A organização da gala espera ter cerca de mil espectadores, segundo anunciou hoje o seu presidente, José Loy.
A vencedora do concurso vai ser premiada com um carro zero quilómetros, sendo que a primeira e segunda damas de honor levarão motorizada, kit da ZAP e uma máquina de lavar, respectivamente, para além de prémios de participação.
“Vamos igualmente premiar as Misses fotogenia e simpatia, assim como o  melhor traje tradicional, cada com o valor de 12 mil kwanzas como incentivo da organização, e faz parte da inovação deste concurso”, disse José Loy da organização.
Sublinhou que a vencedora vai representar o município no concurso provincial de Agosto de 2016, no Lubango.
A referida actividade será animada pela cantora angolana Edmásia, além de artistas do Lubango e locais.
A Miss cessante é Dulce Luís.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

HOMENAGEM A IRENE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES





Hoje, 29 de maio passam 104 anos sobre o nascimento da tão querida mãe, madrasta, sogra, avó, bisavó, trisavó, tia, madrinha ou simplesmente amiga

IRENE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES que nasceu em 1911 no Lubango e que partiu há quatro anos e tal.



Fica aqui esta lembrança singela com muito Amor e Saudade imensa.



(Na foto anexa tinha 77 anos)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Apresentação do livro “Chicoronho”

de Jorge Kalukembe.
CAPA CORELCONTRA CAPA
O autor afirma que podemos encontrar a etnia “Chicoronho”no povoado da Huíla que dista 20 km do Lubango.

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Estudantes da Missão Católica da Huila. Ao centro:
Irmão Menezes; ao seu lado direito: António Rosa e José Maria Rodrigues bisavô do autor.

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Estudantes do Seminário da Missão da Huila.
À direita, de batina branca: Irmão Menezes;
à direita deste, sentado,  José Maria Rodrigues, primogénito de Baltasar Rodrigues e Delfina – avô e bisavós do autor Jorge Kalukembe
        
Apresentação do livro “Chicoronho” de Jorge Kalukembe na FNAC Almada.
No dia 19 de Abril, o autor Jorge Kalukembe, esteve na Escola de Algoz para falar do livro Chicoronho. A rapaziada do 9º ano considerou muito interessante a festa da Efiko, a festa da puberdade feminina. No dia 28 do mesmo mês, o autor estará na Escola de Armação de Pêra pelas 14h.15m , para apresentar também o romance histórico Chicoronho. É assim, desta forma que a origem da Etnia mais recente de Angola vai sendo divulgada por terras lusas. Seria bom fazer o mesmo na lha da Madeira, pois a origem do Chicoronho vem dessa pérola do atlântico.
A apresentação em Angola talvez seja ainda no final deste ano.




Regressei aos teus braços

Oh querida terra mãe!
A tristeza podes apagar.
Regressei aos teus braços,
que provam a força dos nossos laços
aos homens que os tentaram quebrar.
Na companhia de Deus te revi
e só Ele sabe como te senti.
Ao chegar, logo estendeste a mão.
Aí começou a minha emoção,
que se apoderou de mim
entrelaçada no teu calor sem fim.
Fui até à Huíla.
A sua vila visitei.
Aí, senti a sua gente tranquila,
onde me reencontrei.
Os espíritos antepassados me falaram
porque a minha alma encontraram.
Com Deus os revi assim,
para os recordar no tempo sem fim!
Jorge Rodrigues de Caluquembe

(Geógrafo, ensaísta e romancista angolano; poema extraído do romance «Chicoronho» apresentado a 27 de Novembro de 2009, na Casa de Angola, Lisboa)


domingo, 24 de maio de 2015

Piquenique de Famílias e Amigos de Caluquembe


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CALUQUEMBE Princesa da Huíla…





O prazer do reencontro e a alegria de reviver, não são contos, são a nossa maneira de ser e estar…


Quase um ano decorreu após o “Despiquenique” de 2014 em que a chuva alterou os nossos planos conduzindo a que apenas seis convivas pudessem ter estado no local do piquenique e tiveram de abalar, mas esses e todos os amigos acabaram por fazer, noutros locais, vários “piqueniques” debaixo de teto, repartidos por diversas casas. Foi um 24º diferente…

Avizinha-se mais um Piquenique, o 25º o qual irá realizar-se no dia 5 de julho de 2015 – 1º domingo do mês - no sítio habitual dos pinheiros mansos (Cabeço da Flauta) na zona da Lagoa de Albufeira (EN 377, cerca do Km 30), a partir do início da manhã e até à tardinha...

Para além dos “ingredientes” comestíveis a partilhar entre todos (peixe, carne, saladas, doces, bolos, frutas, água pª beber, bebidas diversas, café e açúcar, etc. que se pode combinar antes entre convivas) e do material próprio de piquenique (talheres, pratos e copos apropriados, saca-rolhas, sabão, fósforos, carvão, fogareiros, sacos pª lixo, água pª beber e lavagens, jornais e revistas, fotos antigas, câmaras para fotografar/gravar, música, bola, etc.) permitam relembrar que são precisas mesas e cadeiras de campismo pª conforto geral.

Contamos todos com a presença de muitos. Será um dia bem agradável certamente. Este tipo de convívios é quase a última evocação do elo forte que une nossas famílias pela vivência comum, de alma e coração, na nossa querida terra Caluquembe.

Compareçam. Levem familiares e amigos.

20 de maio de 2015
  De todos para todos…
Lembrança: no fim de semana seguinte, 11 e 12 de julho, realizar-se-á nas Caldas da Rainha o 38º Convívio Anual de “Os Inseparáveis da Huíla”, outra jornada de grande interesse, convívio e emoção. Quem não vai lá há muito ou nunca foi, não deve perder essa oportunidade.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O 38º CONVÍVIO ANUAL DOS HUILANOS, 2015








O 38º CONVÍVIO ANUAL DOS HUILANOS, 2015,  está a aproximar-se... É sempre no 2º fim de semana de julho na MATA RAINHA Dª LEONOR - CALDAS DA RAINHA. Neste ano calhará a 11 e 12 de julho.
Os sócios da Associação Recreativa e Cultural “Os Inseparáveis da Huíla” já receberam o Livro que todos os anos é publicado (o qual de resto pode ser adquirido por quem desejar no próprio secretariado durante o convívio) que é constituído pelo programa que se inicia no sábado, dia 11 de julho, a partir da manhã com concentração e convívio livre, destacando-se às 21 h o início da noite dançante,  farra, atuando João Pereira Show ("Capelão"); e, no domingo, dia 12, às 10H00 Missa Campal em "Memória de todos os amigos que Deus a Si chamou", 11 H Assembleia geral e depois convívio livre, às 15 H Homenagens a diversas personalidades seguindo-se a "matiné" dançante, etc. – O Livro inclui editorial, saudações, artigos, poesia, muitas fotos do convívio anterior e álbum de recordações de eventos antigos relacionados com os huilanos, lista dos falecidos no último ano com algumas fotos, listagem dos sócios da Associação e dos seus corpos gerentes e publicidade diversa.
Não deixe/s de comparecer a este Convívio singular. O maior encontro do pessoal oriundo do ex-ultramar, certamente. Ir ao mesmo é como que ir um pouco à nossa querida terra de Angola, melhor à Huíla, acredite/a...! Pode ir-se no sábado apenas, no sábado e domingo ou só no domingo, o dia maior.
Divulgue/a o Convívio.

terça-feira, 5 de maio de 2015

As autoridades municipais de Caluquembe, província da Huíla, registaram a redução de casos de violência doméstica

Huíla: Autoridades registam redução de casos de violência doméstica

Caluquembe - As autoridades municipais de Caluquembe, província da Huíla, registaram a redução de casos de violência doméstica, de 90 durante o I trimestre de 2014 para 20 em igual período deste ano



http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/sociedade/2015/4/19/Huila-Autoridades-registam-reducao-casos-violencia-domestica,914adf18-b110-4f27-b843-d3cfb3e43edb.html

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Administração de Caluquembe distribui mil lotes de terra


Caluquembe - Mil lotes de terra serão distribuídos este ano a igual número de cidadãos pela administração municipal de Caluquembe, 195 quilómetros a norte do Lubango, província da Huíla, no quadro do programa de auto-construção dirigida.


O administrador municipal de Caluquembe, José Arão Nataniel Chissonde, disse hoje à Angop, nesta localidade, que os terrenos terão mil metros quadrados cada e serão entregues em duas fases, em benefício, sobretudo, de populações residentes em zonas de risco.

Afirmou que as áreas de construção auto-dirigida estão localizadas na reserva fundiária da Sede municipal e na localidade da Catchicacala, arredores do município, por forma a responder ao programa de fomento habitacional nesta localidade.
 
Sem avançar a data do início do processo, o administrador disse que as áreas definidas para construção de residências unifamiliares já foram loteadas, aguardando-se pelo inicio da distribuição das parcelas.

Desde 2013, altura em que se iniciou a distribuição de lotes em Caluquembe, a administração já  entregou mil e 100 lotes nas áreas de requalificação para pessoas que viviam em zonas de risco.

Com uma extensão territorial de quatro mil 464 quilómetros quadrados, o município de Caluquembe tem uma população estimada em 168 mil e 420 habitantes, segundo dados da Censo de 2014, e compreende as comunas da  Ngola, Calepi e sede.

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