Fauna Aves e Frutos de Angola
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domingo, 6 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Faleceu Júlia Rodrigues Machado
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Dª Beatriz
Beatriz Teyller
Filha de Frederico Augusto Teyller e Ana Teresa.
Em 1930 foi viver para o Cué onde conheceu e casou com Abílio Augusto Correia.
Não teve filhos. Criou os sobrinhos, entre eles a Catarina a Sofia e o Abílio.
Dedicou-se ao comercio e agricultura.
Em 2004 faleceu no Lubango, com 102 anos.
Os dados biográficos foram fornecidos por Sofia Teyller.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
INSTITUTO BIBLICO DE KALUKEMBE - MISSAO URGENTE (IBK-MU) ABRE AS PORTAS PARA 2011
Decorreu na sede historica da IESA em Kalukembe uma semana intensa de actividades que visaram a abertura oficial do Ano Lectivo 2011 do Instituto Biblico de Kalukembe-Missao Urgente (IBK-MU), sob orientacao do Presidente da IESA o Rev. Mestre Dinis Marcolino Eurico acompanhado por outros membros do Coimite Executivo Nacional.
Tais actividades comecaram com um seminario de refrescamento dos professores nos dias 2 e 3 de Fevereiro, de salientar que o IBK-MU conta com cerca de 50 professores teologos e outros formados noutras areas do saber; seguiu-se o retiro com todos os alunos nos dias 4 e 5 e o no dia 6, domingo, finalmente realizou-se o culto a Deus com presenca de mais de 2500 pessoas no lugar largamente conhecido por muitos pelo nome de "Usolo".
Nste ano, foram matriculados no IBK-MU, vinte e sete casais e mais tres solteiros para o primeiro ano do curso medio e basico de Teologia, vinte e tres casais e dois solteiros para o segundo ano e catorze casais no terceiro ano estes ultimos regressados de um estagio curricular de um ano no minimo. Foram ainda inscritos para o denominado curso geral que corresponde a um ano de formacao biblica para todos os alunos que optaram em adquirir conhecimentos na Escola Tecnica de Saude de Kalukembe (ETSK), como diziamos, quarenta e seis solteiros e mais seis casais.
No computo Geral o IBK-MU recebeu para 2011 setenta casais e cinquenta e um solteiros o que obrigou a um desdobramento administrativo intenso para acomodar a grande moldura humana que acorreu ao IBK-MU no regime de internato com todos os encargos suportados pela Igreja.
Todos aqueles que quiserem contribuir na formacao de obreiros para a Seara do Senhor atraves do IBK-MU, nao exitem em contactar a Administracao Geral da IESA atraves dos terminais 923505107, 923528192 ou se preferir podem usar a conta nr. 4204426.003 - IESA do Banco de Fomento Angola (BFA).
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Caluquembe espera colher 80 toneladas de abacaxi
Fonte: Angop Angolapress
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O homem grande e os homens pequenos!
Hoje excepcionalmente não irei falar de Angola, do Chicoronho ou da Huíla!
Mas, de um homem muito, muito grande!
Um homem que combateu o que de mais repugna qualquer ser humano minimamente informado e equilibrado – RACISMO.
Raça, um termo ainda hoje tão utilizado, mas que academicamente não tem qualquer significado, porque é um termo em si, vazio. Um termo criado politicamente. Não há raça humana, apesar de se ouvir muitas vezes essa designação, inclusive de professores universitários.
Há a Espécie Humana, pertencente ao Reino Animal. Com a evolução da espécie humana e com a sua diáspora pelo mundo fora houve a necessidade da sua pele se adaptar à Latitude que se encontrava. Assim resultaram as peles mais escuras com diferentes tonalidades, ou seja, do negro ao encarnado entre os trópicos de Cancer e de Capricórnio, como adaptação aos intensos e perigosos raios UV; Mas, à medida que o ser humano se foi instalando nas latitudes mais elevadas, a sua pele teve outras necessidades e por isso são peles mais claras. Simples de perceber!
Não há raças, mas sim etnias. Mas, mesmo em relação às etnias há confusões de interpretação.
Todos aqueles que vivem no mesmo espaço geográfico e partilham em grosso modo os mesmos hábitos ao nível da cultura, língua, musica, costumes, gastronomia, danças entre outros, então estamos perante o mesmo grupo étnico.
Claro que ainda hoje, muitos não conseguem desligar o conceito de etnia da cor das pessoas, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Portanto, isto significa que podemos academicamente ter um negro, castanho, vermelho, amarelo ou branco pertencentes todos à mesma etnia, desde que estes convivam no mesmo espaço geográfico e partilhem os mesmos pressupostos acima mencionados.
Voltando ao homem grande que orgulhosamente eu sou contemporâneo, foi preso exactamente por defender que não havia raças humanas e muito menos que havia raças superiores e raças inferiores.
Foi preso por combater um sistema hediondo profundamente rácico.
Quando foi preso era um jovem adulto e permaneceu encarcerado durante décadas, quando saiu, já era idoso. Volto a repetir: ficou preso durante décadas. Ele tinha perdido toda a sua vida de juventude e de auge físico e intelectual numa prisão. Lembro que nenhum de nós vive duas vezes, ou seja, ele não teve segunda oportunidade de voltar a ser jovem.
Por conseguinte, quando foi anunciado a sua eventual libertação, os homens pequenos pensaram:
«ele sairá revoltado e quererá a vingança de quem lhe tirou as melhores décadas de vida»
Mas, quando um homem é grande, as suas acções e atitudes também o são, assim, depois de ele ser libertado, fez um discurso num estádio completamente lotado e para espanto dos homens pequenos, ele apelou ao dialogo em vez da divergência, ele apelou à compreensão em vez do ódio, ele apelou à tolerância me vez do seu contrario, ele apelou à reconciliação em vez da divisão.
O homem grande foi libertado no dia 11 de Fevereiro de 1990 e chama-se Nelson Mandela.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Angola: Chuva mata e destrói ponte na Huíla
Neste momento a circulação de pessoas e bens é feita com muita dificuldade estando o Instituto Nacional de Estradas de Angola INEA a preparar a instalação de uma ponte metálica para acudir à situação.
João Saldanha disse que o processo irá dar lugar a elaboração de um plano de contingência e resposta quer a nível municipal e provincial.“
Fonte:
Voz da América ▪ Português
Noticias em Portuguêssegunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Etnia Chicoronho
Etnia Chicoronho
Lá de longe, vieram as minhas origens
Terra apelidada de pérola do oceano
Com bravura e coragem embarcaram
Em direcção ao desconhecido
Que sobretudo era temido
Pelas mitológicas histórias
Mesmo assim duzentas e vinte e duas almas partiram
Num Outubro, chuvoso de dor
Dor de quem partia
Desespero de quem ficava
Por uma separação que amargava
Com lágrimas de sangue
O Índia desapareceu
No horizonte do oceano atlântico
Para os que partiram
A pérola do atlântico desaparecia
Mas surgia no horizonte a conhecida jóia da coroa
Situada do outro lado do hemisfério
Hemisfério sul, onde tudo era mistério.
Novembro foi o mês
Que a nova terra os conheceu
Moçamedes, assim se chamava desde 1849
Não seria aí que o grupo ficaria
Homens, mulheres e crianças
Partiram a pé pela savana dentro
Ajudados por carros bóeres
E nada mais
Escalaram ao sol
Com a dor da saudade dos entes queridos
Que ficaram para trás sofridos
Na véspera de natal chegaram ao seu destino
Em condições de facilmente perder o tino
Porque suas moradas mais não eram que barracões
Que lhes fez doer os corações
A promessa foi uma
A realidade foi outra
Não desanimaram
Porque àquela terra amaram
Em poucos anos
Chegaram mais conterrâneos
Juntos tomaram aquela terra como sua
Muitos enrolaram-se e juntaram-se com os muílas
Mal amados pelo omuputu
Estimados pelos muilas
O Omuputu tratava-o por colono
Por não terem direito ao seu nome
O muila apelidou de chicolonio
De tribo branca também foram chamados no Puto
Venceram os desafios
Porque na Huíla não estavam sozinhos
Os muilas foram seus amigos
E com eles surgiu a nova etnia
A mais recente de África - CHICORONHO
Rodrigues Caluquembe
Ou seja, no sensos latos ainda se houve muito o termo «raça». O termo "raça caucasiana" foi criado pelo filósofo Christoph Meiners no século XVIII, mas só se popularizou no século XIX. Desde o século XVIII, termo raça passou a ser usado como instrumento politico e é sobretudo associado a discursos rácicos. Infelizmente devido à ignorância de muitas pessoas, inclusive de professores universitários, o termo «raça» é ainda muito utilizado.
O termo «raça» para além de ser ignóbil é estúpido porque, na classificação dos seres vivos, nomeadamente na dos seres humanos só se pode classificar de espécie Homo sapiens – na qual, não há ausência de diferenciação genética. Portanto, inexistem raças humanas do ponto de vista biopolítico matematicamente convencionado pela maioria. No "Código Internacional de Nomenclatura Zoológica" (4ª edição, 2000) .
Todos os membros da espécie são semelhantes, então a espécie não pode ser dividida em subcategorias com significado biológico.
Por tudo isto que acabei de explicar, surgiu o termo ETNIA.
O conceito etnia deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representa a consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenciação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísticos e religiosos. A etnia não é um conceito fixo, podendo mudar com o passar do tempo. O aumento populacional e o contato de um povo com outros (miscigenação cultural) pode provocar mudanças numa determinada etnia. Geralmente usamos o termo etnia para nos referirmos à grupos indígenas ou de nativos. Porém, o termo etnia pode ser usado para designar diversos grupos étnicos existentes no mundo.
Contudo, ponho actualmente a hipótese do termo etnia ser eliminado porque no mundo globalizado é cada vez mais dificil termos etnias no seu verdadeiro sentido do termo.
Por outro lado, o termo etnia não sendo grave como o termo «raça», não deixa também de ser um terno em certa medida politico. Quando no século XIX os europeus se aproximaram das sociedades africanas começaram a usar o termo “Tribo” no sentido claramente pejorativo. “O que é curioso, é que quando os europeus se referem a si próprios nunca usam o termo “etnia”, eles se designam de “Povos”, mas aos africanos dizem “etnia ou tribo”. Da mesma forma que os Bascos e os Catalães, na Espanha, são povos o mesmo deve ser atribuído aos Nganguelas Bailundos, entre outros. Por isso coloco a hipótese da mudança de nomes para designar os povos africanos.
Rodrigues Caluquembe
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Água para Todos chega a comunas
O município conta com mais um fontenário que passa abastecer a população
Fotografia: Jornal de Angola
O director provincial da Energia e Águas na Huíla afirmou, na terça-feira, à imprensa, que, este ano, mais 400 mil habitantes de várias comunas passaram a beneficiar de água potável, no quadro do programa “Água para Todos”.
Abel da Costa, que apresentava o balanço do ano, referiu que o programa foi desenvolvido nas comunas dos municípios de Caluquembe, Caconda, Chibia, Matala, Chicomba, Jamba, Humpata, Cacula, Quilengues e Jamba.
O director provincial disse ser positiva a execução do projecto “Água para Todos” na província.
“O nosso objectivo visou fornecer água potável às sedes municipais e a algumas comunas, numa cobertura geográfica superior a 90 porcento”, referiu. Abel da Costa salientou que a água potável chegou, pela primeira vez, às comunas da Bata-bata, missão do Tchivinguiro, Caholo, Quihita, Gungui, Cusse, Vicungo, Mulondo, Tchamutete e Galangui.
A execução física do programa, a criação de bombas manuais, de centros de captação e de condutas, instalação de sistemas de canalização foram, afirmou, as principais acções realizadas na periferia.
A Huíla tinha uma cobertura insuficiente de distribuição de água antes da materialização do programa, lembrou, acrescentando que transcorridos oito anos, a região deu um salto quantitativo e qualitativo. O programa “Água para Todos” na província, disse, orçou em mais de dez milhões de dólares. A província, sublinhou, já transitou, em termos de abastecimento de água, de um contexto de emergência para a etapa do desenvolvimento. Para o próximo ano, anunciou, está previsto o acompanhamento e incentivo às construtoras envolvidas no programa para cumprirem com os prazos indicados.
Abel da Costa garantiu que a cidade do Lubango vai melhorar, no próximo ano, o abastecimento de água potável, com o aproveitamento de um dos sistemas de captação instalados na zona da Tundavala. “Há um manancial de água na Tundavala que pode entrar em funcionamento em 2011, com capacidade para abastecer a 40 mil habitantes”.
Entre os beneficiários, contam-se as famílias concentradas nas áreas da Tchavola, Tchimukwa, Akwa e Nambambi. “A capacidade de abastecimento da cidade é baixo, confirmou, lembrando que o sistema, herdado do tempo colonial, criado para 30 mil habitantes, serve mais de 1,2 milhões.
“Com o fornecimento da água potável, a população está contente”, disse João Manuel.
Jornal de Angola
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Programa de Segurança Alimentar está a incentivar a produção agrícola
Um projecto denominado "Segurança Alimentar" está a incentivar cerca de 15 mil famílias camponesas, nas províncias da Huíla e Cunene, a aumentar e diversificar a
Famílias camponesas têm possiblidade de aumentar e diversificar a produção agrícola
Fotografia: Domingos Mucuta|Lubango
produção agrícola, para garantir reserva de produtos alimentares e melhorar as rendas familiares.
O projecto, que está a ser desenvolvido até 2012, pela Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiental, é destinado às famílias camponesas associadas em cooperativas dos municípios da Cacula, Caluquembe, Gambos, Humpata, na Huíla, e Ombadja, no Cunene.
A directora da ADRA Antena Huíla, Mariana Soma, explicou que o projecto é financiado pela organização internacional Oxfam Novib da Holanda, que disponibiliza, anualmente, cerca de 60 mil dólares para estimular a produção nas zonas rurais.
O coordenador do projecto de segurança alimentar em Caluquembe, João Alberto, garantiu que, no município, o projecto beneficia mais de 4.452 famílias de quatro cooperativas das aldeias de Vissapa-Yela, Vissap-Caloneva, Cavisha, Tanda e Giraul.
João Alberto referiu que a ADRA distribui de forma colectiva parcelas de terra, instrumentos agrícolas, sementes e fertilizantes.
“Cada família ocupa em média três hectares de terra, onde desenvolve a produção de milho, feijão, batata rena e doce, mandioca, soja, café, couve, repolho, cenoura, cebola, alho, entre outros produtos agrícolas. Trabalhamos em interacção com a administração do município, para o desenvolvimento local”, disse.
No quadro do projecto, pequenos agricultores são formados em técnicas agrárias e identificação dos potenciais mercados para facilitar o escoamento dos produtos.
“Também temos ajudado os camponeses a evacuar os produtos das aldeias para as zonas onde é possível comercializá-los”, indicou o representante da ADRA, uma organização fundada em 1990.
A ADRA assinalou 20 de existência no passado dia 16, na aldeia de Vissapa-Yela, em Caluquembe, onde implementou, em 1991, o primeiro projecto de desenvolvimento comunitário. A cerimónia foi assistida por um dos fundadores da instituição, Fernando Pacheco, o presidente do conselho directivo, Guilherme Santos, e o director-geral, Sérgio Calundungo.
O município de Caluquembe está localizado na zona norte da província da Huíla, a 215 quilómetros do Lubango, e tem uma população calculada em cerca 170.210 habitantes.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Milhares de camponeses com crédito agrícola
Momento em que os camponeses agrupados em associações recebiam os créditos
Fotografia: Arimateia Baptista
Milhares de camponeses da província da Huíla estão a beneficiar de apoios no âmbito do crédito de campanha concedido pelo Banco Sol, com vista a melhorar a produção e garantir a suficiência alimentar.
Numa primeira fase, o crédito contempla na Huíla 2.074 camponeses dos municípios da Chibia, Cacula, Jamba, Gambos, Chipindo, Caluquembe, Matala e Quipungo.
A directora do micro crédito do Banco Sol, Carla Van-Dune, disse no acto de lançamento oficial do crédito de campanha, na comuna do Dongo, município da Jamba, que a sua instituição disponibilizou mais quatro milhões de dólares para a Huíla.
“O Banco Sol concedeu crédito a oito municípios da província da Huíla, num valor superior a quatro milhões de dólares, resultante 211 contractos efectuados com 40 cooperativas, 54 associações e beneficiando 2.074 camponeses”, explicou.
Carla Van- Dunen esclareceu que os valores concedidos são depositados na conta do fornecedor, seleccionado pelo projecto, e ele por sua vez vai converter o dinheiro em fertilizantes, sementes e instrumentos de trabalho.
“ Os fornecedores vão trabalhar em parceria com as administrações municipais, comunais e os comités de pilotagem criados para acompanhar todo o processo e prestarem assistência técnica aos camponeses”, disse.
Na província da Huíla, a empresa Fertecenter foi a seleccionada para fornecer as sementes, fertilizantes e instrumentos de trabalho que os camponeses solicitaram a crédito ao Banco Sol.
O representante da Fertecenter, Sebastião Colhe, disse que a sua empresa está preparada para iniciar o processo de distribuição dos produtos, mas quer que o banco defina quais sãos quantidades.
Sebastião Colhe informou que tem em stock sementes de milho, feijão, batata, cebola, alho, adubos de vários tipos, adubadoras, fertilizantes, charruas, enxadas e até gado para tracção animal.
Para o director provincial da Agricultura na Huíla, Lutero Campos, este apoio vai permitir aos camponeses passar da agricultura de subsistência para a produção de excedentes, garantindo a segurança alimentar.
“ O Executivo pretende com esta acção melhorar a produção agrícola, reduzir a fome, melhorar os rendimentos das famílias camponesas, combater a fome e reduzir a pobreza”, disse.
Lutero Campos apelou aos beneficiários para aproveitarem da melhor forma possível esta apoio e trabalharem arduamente para que nos prazos estabelecidos possam fazer o reembolso dos valores ao banco.
Beneficiário
Alberto Cambinda, 61 anos, deficiente motor, está filiado na cooperativa dos Antigos Cambatentes da comuna do Dongo, município da Jamba e é um dos beneficiários do crédito de campanha.
Na vila do Dongo, localizada a 240 quilómetros da cidade do Lubango, Alberto Cambinda, tem cultivado de milho, feijão, massango, batata, alho e hortaliças na sua lavra de três hectares.
Apesar de se movimentar em cadeira de rodas, ele conta com ajuda dos filhos e sobrinhos para produzir.
Depois de assinar o contrato de crédito com o banco Sol, Alberto Cambinda não escondeu a sua satisfação, uma vez que o dinheiro lhe vai permitir adquirir mais sementes, fertilizantes e adubos para melhorar a produção.
Alberto Cambinda disse que pediu três mil dólares que vai converter em sementes de feijão, batata, cebola e alho, adubos e charruas.
Para Doroteia Senemole, camponesa da comuna do Caculuvar, município da Chibia, este apoio permite aumentar a produção na presente campanha agrícola.
Doroteia, que está filiada na cooperativa de Caculuvar, disse que a maior parte dos camponeses da sua localidade tem enfrentado dificuldades para adquirir sementes e instrumentos de trabalho para produzir.
Referiu que a ajuda vai permitir melhorar a produção e contribuir para a redução da fome e da pobreza no seio da população e melhorar os rendimentos das famílias camponesas.
Para Doroteia Senemole, os 140 camponeses da sua cooperativa que beneficiaram de crédito, estão em condições de aumentar a produção e devolverem os valores ao banco no prazo de um ano, caso as chuvas caiam com regularidade.
Jornal de Angola
sábado, 18 de dezembro de 2010
Caluquembe - Fiéis da Igreja Evangélica falam sobre papel do obreiro
Namibe - Os fiéis em retiro nacional anual da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA), desde esta quarta-feira, dissertarão os temas "Obreira como parceira de oração do seu esposo", e "Obreiro perante os desafios na Angola de hoje", e "Elementos que promovem a unidade da igreja".
Provenientes de diversas congregações do país, os 491 obreiros reunidos sob o lema "Com, por e para Cristo, conquistemos Angola com fé, esperança e amor", analisaram no primeiro dia do encontro o papel do obreiro no seu lar, dissertado pelo pastor Moisés Miguel.
Na cerimónia de abertura, o Presidente da denominação religiosa, reverendo Diniz Marcolino, afirmou ser tempo de renovação e reflexão para que o ano 2011, possa ser recebido no poder do Espírito Santo.
Por sua vez, o administrador-geral da IESA, Oseas Chingui Matias, afirmou que anualmente a sua igreja realiza retiros de género, com vista a renovar o estado espiritual dos obreiros, para melhor servirem a igreja.
Fez saber que a igreja, através do seu departamento Bom Samaritano, tem vindo a desenvolver acções, visando a recuperação dos alcoólatras e pessoas envolvidas em drogas.
Com mais de um milhão de fiéis, agrupados em cerca de 500 igrejas locais, a IESA foi fundada há 112 anos, no município de Caluquembe, província da Huíla, e actualmente está espalhada por todo país, excepto nas províncias do Zaire e Uíge.
Angop angolapress
domingo, 12 de dezembro de 2010
Caluquembe 2010
Fotos e comentários de Marisa Rodrigues
Espero com estas fotos... trazer um pouco do passado.... dos bons velhos tempos....
E como recordar é vive.... k vivam as belas recordações de outros tempos....
Alguém há-de reconhecer... kem sabe.... a casa onde viveu...
e mais uma foto para o album de memória de todos k me são keridos...
Como ás recordações já me falham... fui fotografando as casas k na minha ideia poderiam pertencer a minha família...
Ser criança é maravilhoso.... emocionou a simplicidade deste brinquedo... k diferença de toda a tecnologia k temos á disposição... e a alegria k este estava a proporcionar ás crianças... deveras triste...
Mais estrada no horizonte... Kalukembe ficava para trás, mas... a emoção estava ainda estava patente no olhar...
Se há coisa fora do vulgar nesta terra.. é o céu... aki fica uma pekena amostra...
Os carrinhos das compras... versão afro...
O mercado á saída de Kalukembe... Como costumo dizer.... "Uma animaxão"....
Muitos selos ajudei a colar.... Espaço pekeno mas k nos era muito kerido...
A velha estação dos correios... Tenho a certeza que trará belas recordações a algumas pessoas...
O "célebre" Clube Recreativo... dos bailes... das sessões de cinema...
Penso k esta seria a escola... já lá vão muitos anos para as memórias de uma criança que deixou à muito esta terra...
A minha "triste" casinha... tão bonita k ela era...
Como a memória e a saudade ainda vivem...
O forno da padaria do pão bem kentinho....
o parque das brincadeiras de criança...
Sinais da infância perdida... e não só....
A "velha" e saudosa pensão do Ruas... o nosso kerido tio...
Se bem me recordo... o restaurante da pensão dos nossos tios...
Com sinceridade... não sei se é uma casa da família... mas por via das dúvidas... aki fica a imagem...
Mais uma imagem, k penso irá despertar memórias á minha família... com carinho para todos vocês...
Este espaço agora faz concorrência á "Pensão do Ruas"... k saudades dos bons velhos tempos...
Esta praça fica em frente à antiga" Pensão do Ruas". Um pouco mais á eskerda compramos o melhor pão k já haviamos comido.... fica a dúvida... seria da fome... ou o pão era mesmo bom... acho k a 2ª prevalece... a minha filhota e os amigos não me deixam mentir...
A trágica e fatídica rotunda de Kaluquembe... para kem a conhece... boas ou más memórias... mas ainda persiste... contra guerras e marés...
A igreja de Kaluquembe...
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Fotos Antigas Vila de Caluquembe
Fotos da colecção de amigos e familiares
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Vamuíla e Vacuvalê.
Mulher mumuila- Foto de Cecile Martin
“A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR …”
Vi - não interessa por que meio - no programa do Jô um Rui Morais e Castro a preleccionar com palavras e gestos, de forma ignominiosa, sobre a cultura (práticas, costumes e tradições) de duas tribos do sul de Angola: Vamuíla e Vacuvalê.Ante tais dislates, movido pelo respeito àquele povo, não devo calar a minha indignação; mas sim, de forma sucinta, reprovar e corrigir o chorrilho de disparates proferidos.
1. Nasci e vivi na povoação da Huíla (a mesma Huíla que deu nome à Província e foi mãe da sua capital - Lubango) no meio do povo mumuíla, no singular; vamuíla, no plural. Esta tribo, dispersa por uns cem mil km2, faz parte da etnia Nhaneca - Humbi, uma das nove etnias de Angola, segundo a divisão etnológica.
2. As vamuíla não praticam nenhum tipo de excisão genital nem a absurda dilatação e bissecção do clítoris. Só os homens (ovalume), orgulhosamente, são cicuncidados (excisão do prepúcio) (etanda).
3. Os seus penteados, trabalhados conforme a idade, passam por diferentes formatos . Na adolescência (ovacaínto) usam finas tranças adornadas com missangas. Ao atingirem a puberdade, em grupo e ambiente festivo (ohicô), com uma pasta feita com manteiga rançosa (ongundi) e pó de hematite (oncula), solenemente, é-lhes moldado no centro da cabeça uma elevação em forma de crista (otxipuquica). Cerca de um ano depois, como confirmação da sua maturidade, a crista é enfeitada com tachas amarelas (eriquê). Segue-se - num espaço de tempo variável - a substituiçao do "eriquê" por outra, de dupla saliência, moldada com a mesma pasta, na horizontal occipital, de orelha a orelha (ohundia). Este penteado indica que a rapariga (omuhicuena) está na idade de escolher, entre inúmeros namorados, o seu preferido. Ao acontecer é acertado o casamento. Pago ao pai ou a um tio da noiva pelo pai ou um tio do noivo o dote acordado (ovitumbicô), sem quaisquer cerimónias, o casal vai para a sua casa próxima dos pais do marido. O penteado (ohundia) é transformado em tranças espalmadas (omampútia). Com o nascimento do primeiro filho as "mampútias" são desfeitas dando lugar a novas tranças, mais numerosas e redondas e aplicada uma anilha de caniço. Com o nascimento de mais filhos são aplicadas mais anilhas, sem limites, até cobrirem toda a cabeça (olunhonga).
As mulheres maninhas (estéreis) usam tranças iguais as mostradas no parágrafo anterior; porém, sem anilhas. Só em caso de morte de uma irmã com filhos herda o direito a aplicação de anilhas. De registar que as maninhas são olhadas com desdém e até humilhadas pelas parideiras. Por vezes são repudiadas pelos maridos ou terem que suportar, com resignação, a presença de outra mulher levada pelo marido-bígamo.
Tranças com anilhas de caniços
Vahicuena
Penteado eriquê
4. Os búzios (onompandê), de preferência helicoidais, presos sobre uma chapa de latão a uma cinta de couro, oferecidos pelo pai, tio ou marido, além de adorno e elevado estatuto social, simbolizam o grau de riqueza do ofertante. As mulheres gozam dos seus direitos; excepto o direito de posse de bens próprios.
Ostentação de búzios
5. O adultério não é considerado crime. Nem por isso é praticado a esmo: raro e irrelevante entre as classes de nível económico e social baixo. Acontece, por vezes, entre mulheres bonitas e homens abastados. Estas mulheres, de concerto com o marido, seduzem homens ricos. Descobertos em flagrante pelo marido, por um irmão ou primo deste, o amante é obrigado a entregar um objecto de uso pessoal (oviumbô) como prova do acto. O caso é levado a "tribunal", presidido pelo sova (rei), que estipula o pagamento (ucoi): em bois (uma ou duas cabeças) ou em dinheiro.
6. Nem só as vamuila mas também noutras etnias, o herdeiro é sempre o primogénito da irmã mais velha do falecido. Sempre foi assim, por tradiçao, cuja origem e razões se desconhece. Daí, susceptível a especulações.
7. Vestuário: As vamuíla não usam roupas costuradas: rejeitam-nas. Os seus trajes resumem-se a um pano em pregas à frente (otxitati) e a uma pele curtida com adornos atrás (omuhoti), suportados por uma cinta de couro. Á volta do tronco, nú, usam uma cinta entrançada ou de couro sob ou sobre os seios. (omavele).
8. O penteado occipital exibido no programa, imbecilmente interpretado como via de diante, não existe em nenhuma tribo do sul de Angola. Deve tratar-se de algum arranjo fotográfico, originário dos cafundórios ou de uma E.T.
9. Calaári: Não é propriamente um deserto. Está classificado como zona semi-desértica, 520 000 km2, cerca de 86% da área do Botswana. Rica em diamantes, pecuária, paraíso de várias espécies de vida selvagem.
10. Deserto Namibe: Este, sim, é um dos maiores desertos da Terra. Estende-se ao longo da costa da Namíbia (cerca de 1 900 km) prologando-se por mais uns 400 km pelo litoral sul de Angola. Daí o agora nome de Namibe a antes Provincia de Moçâmedes.
11. Vacuvalê: Esta tribo pertence a etnia Herero dispersa pelo noroeste da Namíbia (Hererolândia) até a encosta da Cordilheira da Chela - Angola, a uns mil km do Calaári e a aproximadamente 100 km do deserto Namibe.
As mulheres usam o cabelo empastado com óleo espesso e forte odor extraído do fruto nompeque. Sobre o penteado uma armação circular, feita de varas leves, coberta, até à nuca e parietais, por um pano floreado, limpo, com uma prega acima da testa. São robustas, expressão nobre, feições correctas. Indumentária semelhante a das vamuíla.É um povo pastor, criador de gado bovino, caprino e ovino, logo obrigado à transumância. A sua dieta alimentar é a carne e leite azedo (omavele).
São apodados de ladrões de gado. E são-no, de facto. Mas, pergunto: Que apodo se deve dar a um Soto-Maior, governador-geral de Angola, que em 1941 ordenou, sob seu comando, uma batida a toda zona habitada por estes (guerra dos mucubais), matando muitos, aprisionando outros, roubando-lhes todo o gado (cerca de vinte mil cabeças). E não só: Os presos foram enviados, por quatro anos, para as roças de cacau na ilha de São Tomé e para as pescarias da Baía dos Tigres, entre o mar e as dunas do deserto Namibe. As mulheres, habituadas a boa alimentação, agora sem gado nem homens, experimentaram, a juntar à sua angustia, uma negra fome! Mas não vergaram; conservaram a sua nobre personalidade.
12. Quanto à ridícula representação do pau de vassoura, atribuída aos cuvales, não passa de nojenta invenção. Este povo é suficientemente pudico para se admitir a prática de tal aberração. Eles nunca leram o Kama Sutra.
Por fim: aconselho o Sr. R M C a estudar geografia, fabricar facas de sapateiro de arcos de barril, a cortar argolas de “bambu” e oferecê-las às “mamuilas”. Ao Jô, recomendo a leitura da obra Etnografia de Angola (centro e sul) de Padre Carlos Estermann.
Nota: As palavras sublinhadas indicam, no idioma e pronúncia próprios, o substantivo referente ao assunto que o precede. A primeira sílaba (ô) equivale ao artigo definido a/o, quer no singular quer no plural. As vogais precedidas de h são aspiradas (como no alemão).
domingo, 5 de dezembro de 2010
Momento de poesia
Longe dessa terra amada
Que jamais será esquecida
Toda a malta retornada
Tem ligada à sua vida
Não há palavras que digam
O que no peito sentimos
Essa profunda saudade
Sentida quando partimos
Terra morena
Quem no teu sol se aqueceu
Tenho a certeza
Que nunca mais te esqueceu
E sempre em nós
Havemos de recordar
Toda a beleza
Do teu luar.
Ora suave, ora agreste
Por todo o lado há beleza
Melodiosas cascatas
Criadas pela natureza
À noite nas batucadas
Tristes ou com alegria
Mergulham corpos e almas
Envoltos em poesia.
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