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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Clã Rodrigues

Do clã Rodrigues em Portugal, temos o Nilton, que dispensa apresentações.

 

 

 

Clique para saber mais


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Clã Rodrigues de Caluquembe, em S. Paulo-Brasil.  Um exemplo de coragem, trabalho,  iniciativa   e perseverança .

 

 

 

Jorge Rodrigues, no minuto 1.42.

 

Jorge Rodrigues, no minuto 1.01 e no minuto 2.00

Noticias de Caloiros da canção
      

Em Portugal, mais um exemplo de trabalho e criatividade de outro membro do clã Rodrigues - outra Caluquembense

No minuto 1.27,  Suzy Lorena Rodrigues

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Jorge Kalukembe,  publicou os livros "Chicoronho", Educação Pilar da Soberania, Caminho do Desenvolvimento em Angola” Investigação realizada em Angola na área da educação económica, e mais recentemente o livro  "Angola e o Mundo na era pós petróleo"
Apresentação do livro “Educação Pilar da Soberania, Caminho do Desenvolvimento em Angola”.
Apresentação do livro “Chicoronho” na Fnac Algarve

 

Publicou também o livro “Chicoronho”.

Importa salientar, que a totalidade da verba arrecadada pelo autor, será entregue à Missão da Huila.

 




Jorge Kalukembe participa no Programa 10-12 da TPA e apresenta o seu novo livro, um ensaio geopolítico: "Angola e o Mundo, na Era Pós-Petróleo" (24 de Junho de 2011).

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Clã Rodrigues de Caluquembe, em S. Paulo-Brasil.  Um exemplo de coragem, trabalho,  iniciativa   e perseverança .

Jorge Rodrigues, no minuto 1.42.


Jorge Rodrigues, no minuto 1.01 e no minuto 2.00
Camilo copy
Aqui um pequeno resumo da vida e história de Camilo Reis Rodrigues e seus filhos no Brasil - Clique na imagem

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Cerca de 17 000 colecionadores de quadrinhos devem passar hoje, amanhã e domingo pela Fest Comix, a maior feira brasileira dedicada ao tema, com palestras, sessões de autógrafos e, principalmente, HQs a preços promocionais. Serão 500 mil revistas em oferta (algumas custando apenas 1 real) e outras 100 mil importadas. O evento é organizado pela Comix Book Shop, negócio que começou como uma pequena banca de jornal nos anos 80 e é comandada por uma família angolana.

O pai, Camilo Rodrigues, nasceu em 1934 na cidade de Caluquembe, em Angola. De uma hora para outra, a plantação familiar de trigo secou e os Rodrigues se viram na pobreza. Com ajuda de parentes, abriram uma “loja mista”, como eram chamados os estabelecimentos que vendiam todo tipo de artigo, de bicicletas a agulhas. Em 1974, estouraram os conflitos que levariam à independência de Angola e a uma guerra civil que durou 27 anos. Rodrigues decidiu partir com a mulher e os sete filhos para o Brasil. “A casa onde eu morava estava toda destruída”, diz. “Chegaram a me chamar de covarde pelas ruas, mas depois muitos deles fugiram para cá também.” Por causa dos bombardeios, o aeroporto da capital Luanda estava fechado. A família viajou de carro até a África do Sul, onde embarcou para o Brasil. Chegaram a São Paulo em dezembro de 1975.


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Camilo Rodrigues e Jorge comandam equipe de 26 funcionários na Comix. Foto: Míriam Castro/AE



Camilo trabalhou por 14 anos em depósitos de doces pela cidade. Um de seus filhos, Carlos Rodrigues, herdou o faro para negócios e, depois de trabalhar em bancas de jornal, decidiu comprar a sua própria, na Alameda Lorena, em 1986. “Na época, a banca estava caindo aos pedaços”, conta Jorge Rodrigues, um dos irmãos que administra a Comix. “O mercado de quadrinhos no Brasil praticamente não existia”. As revistas de super-heróis não eram importadas em sequência. Cabia aos leitores esperar pela sorte de encontrar, por acaso, o volume que procuravam em meio a uma remessa de revistas de variedades de alguma livraria. Carlos, que estava atrás de um diferencial para sua banca, foi procurado por uma importadora, que queria mudar esse quadro. A empresa oferecia uma espécie de assinatura: as revistas chegariam mês a mês, sem interrupção.

Deu tão certo que a Comix chegou a ter 200 clientes fiéis, que retiravam regularmente as revistinhas. “Alguns fregueses compravam até 10 títulos de uma vez”, afirma Jorge. Com o sucesso das HQs, a loja começou a revender card games, o que fazia com que fãs lotassem o local aos sábados. Em 1993, oa banca já tinha crescido. Mas o espaço não era ainda suficiente. Por isso, a Comix foi obrigada a se mudar para o número 1.998 da Alameda Jaú, também nos Jardins, onde está até hoje.


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Foto: JF Diorio/AE

 

São dois pisos em que é até difícil circular, já que as estantes de revistas ficam bem próximas. No térreo, ficam os lançamentos e as principais publicações do mercado, além de DVDs, Blu-Rays de séries e filmes relacionados a quadrinhos, figuras colecionáveis e toy arts. Subindo uma estreita escada em espiral, o cliente encontra uma disposição diferente, definida pelo próprio Jorge como “um sebo de quadrinhos”. Edições mais antigas ficam armazenadas em nichos e prateleiras, esperando a chegada de um colecionador garimpeiro. “Na juventude, gostava muito de ler”, conta o patriarca. Atualmente, a visão debilitada não permite que leia muito. Uma exceção é Príncipe Valente, história criada em 1937 pelo canadense Hal Foster. “Gosto dela porque fala de tempos antigos, assunto que me interessa bastante”.

Hoje o pai e dois filhos administram o negócio. O irmão Camilo José – que não fica o tempo todo na loja, mas comanda o depósito de publicações – começou a trabalhar na banca em 1995. Jorge, que também já tinha trabalhado em bancas de jornal, entrou para o time da Comix em 2000. O fundador, Carlos, que também criou uma editora de quadrinhos, a extinta Opera Graphica, decidiu deixar o comando da loja em 2008.

A Comix tem 26 funcionários fixos, contando com a loja online, o depósito e o setor administrativo. Em época de Fest Comix, são criados pelo menos 120 empregos diretos, além de seguranças, bombeiros e faxineiros. Como a feira surgiu? Todo mês de janeiro, Carlos fazia uma grande liquidação para atrair clientes no mês de férias. Em 2001, a família Rodrigues decidiu dar mais pompa ao evento e o batizou de Fest Comix. Além das vendas, o evento procura aproximar os autores das histórias em quadrinhos do público. Na primeira edição, que foi realizada na rua mesmo, em frente à loja, o público foi de 200 pessoas. Este será o último ano do Fest Comix no Centro de Convenções São Luís. “Estamos atrás de um lugar ainda maior para o ano que vem”, diz Jorge.

Serviço:

19ª Fest Comix

19, 20 e 21/10

Centro de Eventos São Luís – R. Luís Coelho, 323, Metrô Consolação

Entrada: R$ 10

Comix Book Shop

Al. Jaú, 1.998, Jd. Paulista, 3088-9116

(Com colaboração de Míriam Castro)


Fonte:http://blogs.estadao.com.br/curiocidade/a-familia-que-comanda-a-fest-comix/


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Hmenagem aos Chicoronhos


Sendo descendente de chicoronhos e homenageando os meus ascendentes, recomendo a leitura do livro "CHICORONHO" escrito pelo meu sobrinho Jorge Kalukembe. O Romance "CHICORONHO", retrata a origem de um novo povo, o mais recente do continente africano. É uma história fascinante do encontro entre dois povos no Sudoeste de Angola. A incrível aventura e coragem dos fundadores de uma das cidades mais bonitas de Angola – Sá de Bandeira, a actual Lubango –






Origem da palavra CHICORONHO
A palavra CHICORONHO tem origem na ocupação do sudoeste angolano iniciado em finais de 1884. 


Decorria o mês de Outubro de 1884, quando cerca de 222 madeirenses partiram em direcção ao sudoeste angolano, a viagem demorou cinco semanas. Assim a 17 de Novembro os referidos madeirenses desembarcaram no Namibe e chegaram ao Lubango nas vésperas do Natal de 1884. Estes madeirenses foram então os fundadores da Colónia de Sá da Bandeira. 

Os militares portugueses sediados no Sudoeste Angolano tratavam os mencionados madeirenses de colono (com desprezo),  porque eram essencialmente pobres e humildes e originários da colónia da Madeira. 
O povo local – Muila da subetnia Nhaneca – via o militar português a tratar o madeirense de colono, por conseguinte, o muila passou a trata-lo na sua língua (Nhaneca) por Otyikolonyo para o distinguir do português militar que designavam de Omuputu.

Importa esclarecer que a grafia «tyi» fica foneticamente «chi», assim da palavra Nhaneca, Otyikolonyo originou a palavra Chicoronho para designar todos os descendentes de mais de um milhar de madeirenses que fundaram e desenvolveram uma das cidades mais bonitas de Angola – antiga Sá da Bandeira a actual Lubango.



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

A família que comanda a Fest Comix

 

Cerca de 17 000 colecionadores de quadrinhos devem passar hoje, amanhã e domingo pela Fest Comix, a maior feira brasileira dedicada ao tema, com palestras, sessões de autógrafos e, principalmente, HQs a preços promocionais. Serão 500 mil revistas em oferta (algumas custando apenas 1 real) e outras 100 mil importadas. O evento é organizado pela Comix Book Shop, negócio que começou como uma pequena banca de jornal nos anos 80 e é comandada por uma família angolana.

O pai, Camilo Rodrigues, nasceu em 1934 na cidade de Caluquembe, em Angola. De uma hora para outra, a plantação familiar de trigo secou e os Rodrigues se viram na pobreza. Com ajuda de parentes, abriram uma “loja mista”, como eram chamados os estabelecimentos que vendiam todo tipo de artigo, de bicicletas a agulhas. Em 1974, estouraram os conflitos que levariam à independência de Angola e a uma guerra civil que durou 27 anos. Rodrigues decidiu partir com a mulher e os sete filhos para o Brasil. “A casa onde eu morava estava toda destruída”, diz. “Chegaram a me chamar de covarde pelas ruas, mas depois muitos deles fugiram para cá também.” Por causa dos bombardeios, o aeroporto da capital Luanda estava fechado. A família viajou de carro até a África do Sul, onde embarcou para o Brasil. Chegaram a São Paulo em dezembro de 1975.


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Camilo Rodrigues e Jorge comandam equipe de 26 funcionários na Comix. Foto: Míriam Castro/AE



Camilo trabalhou por 14 anos em depósitos de doces pela cidade. Um de seus filhos, Carlos Rodrigues, herdou o faro para negócios e, depois de trabalhar em bancas de jornal, decidiu comprar a sua própria, na Alameda Lorena, em 1986. “Na época, a banca estava caindo aos pedaços”, conta Jorge Rodrigues, um dos irmãos que administra a Comix. “O mercado de quadrinhos no Brasil praticamente não existia”. As revistas de super-heróis não eram importadas em sequência. Cabia aos leitores esperar pela sorte de encontrar, por acaso, o volume que procuravam em meio a uma remessa de revistas de variedades de alguma livraria. Carlos, que estava atrás de um diferencial para sua banca, foi procurado por uma importadora, que queria mudar esse quadro. A empresa oferecia uma espécie de assinatura: as revistas chegariam mês a mês, sem interrupção.

Deu tão certo que a Comix chegou a ter 200 clientes fiéis, que retiravam regularmente as revistinhas. “Alguns fregueses compravam até 10 títulos de uma vez”, afirma Jorge. Com o sucesso das HQs, a loja começou a revender card games, o que fazia com que fãs lotassem o local aos sábados. Em 1993, oa banca já tinha crescido. Mas o espaço não era ainda suficiente. Por isso, a Comix foi obrigada a se mudar para o número 1.998 da Alameda Jaú, também nos Jardins, onde está até hoje.


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Foto: JF Diorio/AE

 

São dois pisos em que é até difícil circular, já que as estantes de revistas ficam bem próximas. No térreo, ficam os lançamentos e as principais publicações do mercado, além de DVDs, Blu-Rays de séries e filmes relacionados a quadrinhos, figuras colecionáveis e toy arts. Subindo uma estreita escada em espiral, o cliente encontra uma disposição diferente, definida pelo próprio Jorge como “um sebo de quadrinhos”. Edições mais antigas ficam armazenadas em nichos e prateleiras, esperando a chegada de um colecionador garimpeiro. “Na juventude, gostava muito de ler”, conta o patriarca. Atualmente, a visão debilitada não permite que leia muito. Uma exceção é Príncipe Valente, história criada em 1937 pelo canadense Hal Foster. “Gosto dela porque fala de tempos antigos, assunto que me interessa bastante”.

Hoje o pai e dois filhos administram o negócio. O irmão Camilo José – que não fica o tempo todo na loja, mas comanda o depósito de publicações – começou a trabalhar na banca em 1995. Jorge, que também já tinha trabalhado em bancas de jornal, entrou para o time da Comix em 2000. O fundador, Carlos, que também criou uma editora de quadrinhos, a extinta Opera Graphica, decidiu deixar o comando da loja em 2008.

A Comix tem 26 funcionários fixos, contando com a loja online, o depósito e o setor administrativo. Em época de Fest Comix, são criados pelo menos 120 empregos diretos, além de seguranças, bombeiros e faxineiros. Como a feira surgiu? Todo mês de janeiro, Carlos fazia uma grande liquidação para atrair clientes no mês de férias. Em 2001, a família Rodrigues decidiu dar mais pompa ao evento e o batizou de Fest Comix. Além das vendas, o evento procura aproximar os autores das histórias em quadrinhos do público. Na primeira edição, que foi realizada na rua mesmo, em frente à loja, o público foi de 200 pessoas. Este será o último ano do Fest Comix no Centro de Convenções São Luís. “Estamos atrás de um lugar ainda maior para o ano que vem”, diz Jorge.

Serviço:19ª Fest Comix19, 20 e 21/10Centro de Eventos São Luís – R. Luís Coelho, 323, Metrô ConsolaçãoEntrada: R$ 10Comix Book ShopAl. Jaú, 1.998, Jd. Paulista, 3088-9116(Com colaboração de Míriam Castro)

Fonte:http://blogs.estadao.com.br/curiocidade/a-familia-que-comanda-a-fest-comix/


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Apresentação do livro “Chicoronho”

de Jorge Kalukembe.
CAPA CORELCONTRA CAPA
O autor afirma que podemos encontrar a etnia “Chicoronho”no povoado da Huíla que dista 20 km do Lubango.

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Estudantes da Missão Católica da Huila. Ao centro:
Irmão Menezes; ao seu lado direito: António Rosa e José Maria Rodrigues bisavô do autor.

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Estudantes do Seminário da Missão da Huila.
À direita, de batina branca: Irmão Menezes;
à direita deste, sentado,  José Maria Rodrigues, primogénito de Baltasar Rodrigues e Delfina – avô e bisavós do autor Jorge Kalukembe
        
Apresentação do livro “Chicoronho” de Jorge Kalukembe na FNAC Almada.
No dia 19 de Abril, o autor Jorge Kalukembe, esteve na Escola de Algoz para falar do livro Chicoronho. A rapaziada do 9º ano considerou muito interessante a festa da Efiko, a festa da puberdade feminina. No dia 28 do mesmo mês, o autor estará na Escola de Armação de Pêra pelas 14h.15m , para apresentar também o romance histórico Chicoronho. É assim, desta forma que a origem da Etnia mais recente de Angola vai sendo divulgada por terras lusas. Seria bom fazer o mesmo na lha da Madeira, pois a origem do Chicoronho vem dessa pérola do atlântico.
A apresentação em Angola talvez seja ainda no final deste ano.




Regressei aos teus braços

Oh querida terra mãe!
A tristeza podes apagar.
Regressei aos teus braços,
que provam a força dos nossos laços
aos homens que os tentaram quebrar.
Na companhia de Deus te revi
e só Ele sabe como te senti.
Ao chegar, logo estendeste a mão.
Aí começou a minha emoção,
que se apoderou de mim
entrelaçada no teu calor sem fim.
Fui até à Huíla.
A sua vila visitei.
Aí, senti a sua gente tranquila,
onde me reencontrei.
Os espíritos antepassados me falaram
porque a minha alma encontraram.
Com Deus os revi assim,
para os recordar no tempo sem fim!
Jorge Rodrigues de Caluquembe

(Geógrafo, ensaísta e romancista angolano; poema extraído do romance «Chicoronho» apresentado a 27 de Novembro de 2009, na Casa de Angola, Lisboa)


sexta-feira, 23 de maio de 2014

Faleceu Camilo Reis Rodrigues


 
 CAMILO REIS RODRIGUES
 
Faleceu em 22 de maio, aos 80 anos num hospital de S. Paulo, Brasil.
Nasceu a 20 de Abril de 1934 em Caluquembe (Huíla, Angola), ficou órfão de mãe aos três anos, estudou no Liceu Nacional Diogo Cão no Lubango (ex-Sá da Bandeira)
 
 Adeus meu querido tio, foste um exemplo de coragem e amor. Deus recebeu-te e guardou especialmente para ti um lugar muito especial, para que estejas em paz. 
Ficarás para sempre nos nossos corações.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Vila Branca–Caluquembe


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Rio Qué
 
No tempo da Administração Portuguesa, Duarte Moura, grande empreendedor, deu o nome a esta vila. Da Chicala, Caluquembe, Lubango e Bomba, fixou--se na margem direita do Rio Qué onde, em 30 anos, ergueu o grande complexo “Agró-pecu-industrial” com especial destaque para a moderna fábrica de salsicharia, a maior e melhor em maquinaria e qualidade das cinco que laboravam no distrito da Huíla. Este complexo foi baptizado de Vila Branca, nome de sua filha.

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Imagens de 2003

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Regresso ao passado em Caluquembe

 

Pretendo nestas páginas, partilhar as  filmagens feitas pelo meu avô,(1950/1970) José Maria Rodrigues, com todos os que viveram, vivem,  e amam esta terra.

 

Quem não se lembra do Hospital de Caluquembe da Missão Evangélica e do pessoal que lá trabalhava?

 

Filmado pelo meu avô José Maria Rodrigues na década de 50.

E quem não se lembra da Missão de Santiago, do padre Otto, padre Luis, padre Casimiro, padre Miguel, padre Victor etc… e das irmãs que nos davam a catequese?

 

imageEscola Primária Paiva Couceiro – Foto J. Melo

 

 

 ANGOLANO

 

Ser angolano é meu fado e meu castigo

Branco eu sou e pois já não consigo

Mudar jamais de cor e condição

Mas, será que tem cor o coração?

 

Ser africano não é questão de cor

É sentimento, vocação, talvez amor.

Não é questão, nem mesmo de bandeiras,

De língua, de costumes ou maneiras...

 

A questão é de dentro, é sentimento

E nas parecenças doutras terras,

Longe das disputas e das guerras

Encontro na distância esquecimento.

 

Neves Sousa



 



Videos de autoria de José Maria Rodrigues

sábado, 14 de setembro de 2013

Entrevista a uma Caluquembense

 

Entrevista a Luísa Maria Baptista em 12 de Setembro de 2013, no programa a TARDE É SUA na TVI.

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Veja a entrevista clicando aqui ou na imagem

Parabéns à avó Luísa pela sua vivacidade e boa disposição.

Bem hajam os familiares que levaram a cabo esta missão, pois para nós que tanto amamos a nossa terra, é sempre com muito agrado que recordamos a terra e pessoas que nela nasceram e viveram. Por coincidência o meu avô José Maria Rodrigues e esposa Irene da Conceição Rodrigues também aparecem no minuto 00:38.

À família o meu OBRIGADO. Para a avó Luísa um grande abraço e que mantenha essa boa disposição.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Edmundo Reis Rodrigues

 

 


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De Luanda Ausentou-se para Parte Incerta,no dia 8 de Novembro de 2010, aos 75 anos o Macongino
 EDMUNDO REIS RODRIGUES,
segundo a praxe de Maconge, na próxima Ceia Nacional ser-lhe-á dedicado o"Primeiro Viró-Vira da Noite", de pé e em silêncio, por todos os maconginos.

Notas Biográficas:
Natural de Caluquembe, Edmundo Reis Rodrigues estudou nos anos 40/50 primeiramente no liceu Diogo Cão e depois no curso comercial da escola Artur de Paiva; alojado no Internato. Após a tropa trabalhou no Lubango mas fixou-se depois, durante a maior parte da sua vida, na capital angolana onde residia e trabalhou até à sua Ausência… Era irmão de vários maconginos: Lucília, Camilo, José Amador, Higino e Júlio Rodrigues.


 
Em Agosto de 2010 tive o privilegio de partilhar momentos de alegria com o Edmundo e família. Longe de mim pensar ser a última vez que estava com ele.
Jamais esquecerei o meu tio e os bons momentos com ele passados.
Descanse em paz

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Morreu José Amador Reis Rodrigues


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No lar situado no município de Almada onde se encontrava internado, “partiu”, após tempo considerável de sofrimento devido ao seu estado de saúde que se agravava apesar da sua luta, a 9 de Abril de 2011, o homem bom JOSÉ AMADOR REIS RODRIGUES, aos 74 anos, familiar e amigavelmente chamado por Zeca. Natural de Caluquembe, estudou na escola primária local onde mais tarde, temporariamente, foi professor e depois durante vários anos na década de 50 no Liceu N. Diogo Cão, no Lubango, alojado no internato a maior parte do tempo. Depois, fez serviço militar, findo o qual trabalhou em Caluquembe como empregado comercial e condutor de camião do estabelecimento do pai, José Maria Rodrigues, foi funcionário administrativo autárquico e por fim bancário, atividade esta que continuou em Portugal na Caixa Geral de Depósitos. Criança muito nova, ao ano da idade, ficou órfão, como os seus três irmãos, Lucília, Camilo e Edmundo (falecido há meses), de sua mãe Maria dos Mártires Reis Rodrigues. Era meio-irmão de António (falecido), Filipe (falecido), Maria (?), Higino e Júlio Rodrigues. Reservado e resignado pelas dificuldades da vida, e teve-as muitas, nunca perdeu a boa disposição. Era pai de Iolanda e Sandra, e avô de um neto e duas netas. Paz à sua alma e que descanse em Paz. Ficará fortemente inapagável na nossa memória o Zeca, ou o Zequinha…
 
Em Agosto de 2010, já muito debilitado mas sempre com a boa disposição que o caracterizava.
Descanse em paz
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Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida.

sábado, 1 de junho de 2013

Faleceu Irene da Conceição Rodrigues

 

 

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De Sesimbra Ausentou-se para Parte Incerta a 2 de Novembro de 2010, a poucos meses de completar 100 anos de vida,

IRENE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES.

Segundo a praxe de Maconge, na próxima Ceia Nacional ser-lhe-á dedicado o "Primeiro Viró-Vira da Noite", de pé e em silêncio, por todos os maconginos.

Notas Biográficas:

Irene da Conceição Rodrigues era natural do Lubango, membro da numerosa família do 1º sargento Conceição, seu pai. Fez a instrução primária na escola 60. Foi casada com o huilano José Maria Rodrigues de quem enviuvou; viveu muitos anos em Caluquembe onde criou quatro enteados e lhe nasceram seus dois filhos, Higino e Júlio Rodrigues; todos maconginos. Era avó, bisavó e trisavó; muito estimada e considerada entre os inúmeros familiares e amigos.

 

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A madrinha, como todos lhe chamavam.

Jamais a esquecerei . Guardo lembranças muito agradáveis e inesquecíveis. Das quais, destaco e agradeço: a disciplina e educação que me transmitiu.

Aproveito para aqui render a minha homenagem e dizer que sinto orgulho dos momentos que com ela vivi e de sua figura, para mim INESQUECÍVEL.

Obrigado, querida Madrinha
Descanse em paz

quinta-feira, 11 de abril de 2013

IRENE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES.

 


No 100º “Aniversário” do seu nascimento…

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29.maio.1911 – 2.novembro.2011
 

Foto (editada) do 99º ANIVERSÁRIO. Esperávamos e imaginamos hoje a 3ª vela…

 

NOTA PRÉVIA. Quando minha querida Mãe “partiu” propus-me, a mim próprio e a alguns familiares e amigos, escrever um livrinho, ilustrado com fotos, sobre ela, a sua vida, o seu percurso, a sua grandeza…. Queria fazê-lo até ao dia do 100º ano sobre o seu nascimento. Mas não consegui por diversos motivos, sobretudo por que me fui atrasando…penitencio-me, embora já tivesse escrito bastante. Mas tentarei concluí-lo mais tarde com todo o empenho!

Assim, por hoje, dia 29 de Maio de 2011, isto é, no dia que perfaria 100 anos se tivesse lá chegado fisicamente, data pela qual tanto ansiámos nos últimos anos e tínhamos esperança que os atingisse como expressávamos em cada um dos derradeiros aniversários da sua vida terrena – … 96º, 97º, 98º, 99º … - fica este apontamento como uma lembrança breve e singela do que foi na sua longa vida…

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NASCEU no Lubango em 29 de Maio de 1911. Filha de Alfredo Carlos da Conceição, militar que atingiu o posto de 1º sargento, e de Teresa de Jesus (Freitas) da Conceição natural de Machico (Madeira). De 7 filhos do casal, Irene era a 5 na ordem cronológica dos nascimentos. Porém, quis Deus que fosse a última a falecer e a que teve uma vida mais prolongada entre esses 7 irmãos.

Irene da Conceição FICOU ÓRFÃ cedo, por volta dos 8 anos de idade. Seu pai casou-se algum tempo depois pela 2ª vez com Gertrudes de Freitas, que era tia de Irene, de quem teve mais outros 7 filhos.

CONHECEU PORTUGAL em 1920 com cerca de 9 anos idade integrada numa viagem, à então Metrópole, da família: pai, madrasta e irmãos. Estiveram sobretudo por Lisboa e Vila Nova de Oliveirinha, concelho de Tábua (Coimbra) – terra natal do seu pai.

FREQUENTOU a ESCOLA 60 no Lubango onde fez a 4ª classe. Em casa do pai, madrasta e irmãos foi um elemento importante ao longo de muitos anos em toda a lide da casa, ajudando a criar os irmãos mais novos, até se casar.

NUMA ESTADIA EM CALUQUEMBE em casa de primos, provavelmente em 1941, conheceu JOSÉ MARIA RODRIGUES então viúvo há cerca de quatro anos, enamoraram-se, e vieram a casar-se - por procuração conforme decidido pelo noivo - em 17 DE DEZEMBRO DE 1941, no Lubango, após curto namoro. Irene tinha 30 e José 36 anos. Este tinha 4 filhos do 1º matrimónio e mais 3 fora do casamento mas que não viviam consigo. Aqueles eram a LUCÍLIA, 9 anos, CAMILO, 7, EDMUNDO, 6, e JOSÉ AMADOR (Zeca ou Zequinha), 5 anos.

IRENE assumiu assim a partir de então a coeducação dos seus enteados que lhe passaram a chamar de “tia”, hábito que lhes transmitiu (por analogia com o tratamento que ela própria dera e dava à sua madrasta e tia Gertrudes). Adotou o nome de família do marido passando a chamar-se IRENE DA CONCEIÇÃO RODRIGUES. Em Caluquembe Inicialmente ainda habitaram em casa arrendada onde José já morava mas entretanto concluía-se a construção da casa própria onde o casal passou a habitar em 1942. Foi feito um almoço convívio de inauguração desta casa com familiares e amigos.

Em 1942 nasceu o 1º filho do casal: HIGINO JOSÉ (que cedo começou a ser chamado de Gino como ainda hoje acontece). E em 1944 nasceu o 2º filho, JÚLIO HENRIQUE, o mais novo de todos os irmãos habitualmente chamado de Júlio apenas (quem escreve estas linhas). Ainda engravidou mais uma vez mas abortou espontaneamente (ouvia-a dizer que era uma menina).

Criou pois, juntamente com o marido, 4 enteados – a estes completou a educação já que eram crianças quando casou - 2 filhos, 2 afilhadas (Maria e Joana) e 1 neta (Graça).

Mulher dinâmica, trabalhadora auto-exigente, cautelosa, apaziguadora, interessada, exímia na vida doméstica quanto a limpezas, arrumações, tratamentos de roupa, cozinha, confecção de bolos e doces, bem receber e bem servir, conservação da casa, móveis, etc; fez muito costura, croché, bordados; a residência tinha apresentação irrepreensível; todos esses foram seus reais atributos. A CASA ERA O SEU MUNDO… Sem esquecer a co-gestão da horta, galináceos e outros, etc. Recebeu, nomeadamente em Caluquembe, como dona de casa anfitriã, inumeráveis visitantes familiares e amigos, conhecidos ou mesmo pouco conhecidos, ou até desconhecidos, simples ou frequentes passantes, autoridades, missionários, caixeiros-viajantes, etc. Era uma casa hospitaleira situada no mato… (como era Caluquembe no princípio, anos 40 e 50, depois já não tanto) onde se ofereciam desde refeições esperadas ou inesperadas até estadias maiores ou menores, habituais ou ocasionais, ao longo dos anos em que o casal Irene e José residiram em Caluquembe, ou seja, até 1970. Quase três décadas. Enfim, pode dizer-se que era uma mulher prendada ou FADA DO LAR usando o terminologia duma época já distante… Adorava arranjar-se com esmero e vestir-se com notável elegância que lhe conferiam boa apresentação pessoal. Era dotada de uma caligrafia linda e lia muito enquanto mais nova. Tinha também naturalmente os seus defeitos como todos os mortais.

VIAJOU em Angola quando era necessário, acompanhando o marido José, sobretudo ao Lubango e a Benguela – Lobito mas também a outras localidades. E em 1963 vieram a PORTUGAL em férias prolongadas de um ano com base em Lisboa mas correndo o país; e vários países europeus em excursão. Repetiram em 1970 mas por menos tempo. Antes desta ainda fizeram uma viagem ao Sudoeste Africano (hoje Namíbia), África do Sul e Lourenço Marques (hoje Maputo).

Regressados da segunda viagem a Portugal, 1970, foram viver para o LUBANGO, sua terra natal; a localidade onde nasceu José, a povoação da Huíla, situa-se próximo. Uma das casas que lhes pertencia, situada emblematicamente no Bairro da Laje, anteriormente arrendada (mal arrendada, por sinal), foi profundamente reparada e passou a ser a nova residência do casal, neta Graça e afilhada Joana. Ali viveram apenas 4 anos. José faleceu em 26 de Setembro de 1975 e tão logo houve a saída forçada de Angola, pelas circunstâncias da “descolonização”, de toda a família próxima, então destroçadamente enlutada, em Outubro de 1975, poucas semanas antes da independência.

Veio PARA PORTUGAL acompanhando seus dois filhos, Gino e Júlio, noras Aldina e Helga, netos Graça, Bruno e Henrique e afilhada Joana (a neta Soraya já viera antes). Em Portugal residiu sempre com o filho Júlio durante mais de 3 décadas – inicialmente, até 1978, na Costa de Caparica e depois nas Covas da Raposa, Sesimbra, desde então até 2010 quando faleceu aos 99 anos e 5 meses - dando apoio e fazendo companhia ao filho com total disponibilidade até onde a compleição física e espiritual o permitiam. Sempre gostou muito de passear e viajar de carro e de visitar familiares. Tinha um carinho inexcedível pela larga família. Educada, afável, cortês, delicada, tímida e inibida por vezes, mas impulsiva quando necessário, generosa, de sorriso cativante, simpática, de vocabulário e palavras irrepreensíveis, poupada, católica devota fazia as suas orações rezando muitos terços por diversas intenções.

As suas características domésticas e de tenacidade pessoal só tardia e resistentemente foram sendo afetadas pelo avanço dos anos; assim, manteve o interesse e preocupação pela vida doméstica e familiar o qual jamais se desvaneceu na sua mente e que foi desempenhando por seu querer tanto quanto o permitia a própria capacidade individual e crescente fragilidade física motivada pela pronunciada cifose que a tornaram mais baixinha a partir da já de si pequena estatura (indiretamente proporcional à sua grandeza) aliada ainda à doença de Parkinson que a afetou desde certa idade. Cozinhou até aos oitenta e muitos anos para não dizer até aos noventa e depois foi diminuindo naturalmente essa e outras atividades mas os pequenos arrumos e limpezas, como se referiu acima, foi fazendo tanto quanto as forças o iam permitindo, por sua inteira iniciativa e desejo, mas quase até ao fim dos seus dias…enquanto não adoeceu.

Porém primou pela apresentação e postura física possíveis até proveta idade. Praticamente quis ir ao cabeleireiro até alguns meses antes de adoecer para dar um exemplo do seu desejo em bem se apresentar.

Conservou sempre quase todas as utilidades domésticas mesmo que já inúteis: bibelôs, livros, roupas de casa e pessoais, naperãos, bordados diversos, adereços, joias, objetos de ornamentação, curiosidades, livros, lembranças, etc. que pertenceram ao casal ou a si. Nunca deixou de ler algo e pouco precisava de óculos mesmo nos seus últimos tempos. Ficava sozinha em casa por rotina, devido aos afazeres profissionais ou outros do filho, até há cerca de ano e meio; temia pela segurança mas superava notavelmente as horas que tinha de ficar sem companhia!

Teve sonhos nunca concretizados: gostaria de ter tido a sua própria casa (em Portugal) e outros desejos. Jogou no totoloto até ao fim dos seus dias, sem sorte…

Desgraçadamente teve uma queda, o princípio do fim… no final de Setembro de 2010, numa estadia no apartamento do Júlio em Olhão, fraturando o pulso direito. Sucedeu-se um pesadelo de idas a hospitais, regresso a Sesimbra, acamando-se quase de seguida, visitas médicas domiciliárias, novas idas a hospitais, assistência permanente de empregadas, cuidados, fraqueza galopante, perda da capacidade de falar perceptivelmente, dificuldade respiratória (provável pneumonia), etc. Sucumbiu, após um mês de sofrimento, a 2 DE NOVEMBRO DE 2010, curiosamente Dia de Finados, acompanhada pelos seus dois filhos, por uma amiga de juventude (Cristina de Matos) e pelas empregadas cuidadoras (Madalena e Mariana). Ficou sepultada no cemitério da Aiana, em Sesimbra.

Alguns anos (?) antes escreveu pelo seu punho a distribuição dos seus pertences principais, reservadamente pois só o vimos após a sua “partida”. Destacam-se do texto estas frases: “não quero que haja zangas…o que vos deixo não é nada de importância…é a mãe que vos pede de lá para onde se vai e não se volta”…

Teve 2 filhos, e, em vida, 7 netos, 9 bisnetos e 2 trinetos sem esquecer os 4 enteados e seus descendentes que considerava do mesmo modo bem como as afilhadas Maria e Joana.

EVOQUEMOS E CELEBREMOS hoje toda a sua longa vida, repleta de episódios de alegria, força, energia, determinação moral, desejo de viver, dignidade, carácter, generosidade, disponibilidade, enfim a sua grande alma que a tornaram um exemplo duma Grande Senhora como alguém a chamou. Ou, como reza o seu epitáfio na campa: “ QUASE 100 ANOS… À GRANDE MULHER E MÃE, AVÓ, BISAVÓ, TRISAVÓ E MADRINHA, ETERNO AMOR DOS FILHOS, ENTEADOS, DESCENDENTES, FAMILIARES, AFILHADOS E AMIGOS ”.

 

Júlio Rodrigues

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